quinta-feira, 31 de Julho de 2008

rosas


quarta-feira, 30 de Julho de 2008

con-tradição

parece que socialmente serviria de exemplo retirar subsídios a quem manifestamene prevarica.

vide quinteto que se divertiu a capear (e balear) polícias há bem pouco tempo.
foram apanhados - a custo - e vão agora aTribunal tentar explicar as razões do desatino.

parece que seria curial que uma das primeiras investigações a empreender, mesmo na ausência
dos presumíveis delinquentes, seria conhecer a proveniência dos seus meios de subsistência:
subsídios do estado?
corte imediato, independentemente das penalizações impostas pelo Tribunal.

talvez desmotivasse candidatos a futuras acções de pequeno terrorismo

de contrário, subsidiar energúmenos comprovados é estar a facilitar/promover a compra de material bélico, sofisticado e eficiente em proporção ao subsídio, que irão utilizar em próximas acções.

não sei, digo eu!

VERÃO=hão-de ver

pode ser mais curto - na linha do que vem acontecendo - começar a chover a partir de meio de Agosto em vez do tradicional finais de Setembro.

o ar, a atmosfera, o astro já mudou de cor, qualquer dia as cegonhas ensaiam iniciar os filhotes a navegar sem motor nas alturas dos poços de pressão, as andorinhas começam a arrumar a trouxa para a debandada, vêm em forte os figos roxos, podem mostrar-se as primeiras formigas-de-asa.

de qualquer modo é o outono que se insinua por entre as toalhas de praia dos cada vez menos veraneantes, é o alguma chuva, as tardes de nevoeiro sobre a calçada, calda aérea do fumo das castanhas assadas

é tempo de saldos. Saldos do tempo, que o ano comercial está mesmo a dar o berro: Mais uns pares de sapatos, umas camisolas interiores e roupa de agasalho - já não se negoceiam capotes, sobretudos, gabardinas - e pronto, é tempo de os contabilistas começarem a fechar 2008.

vem a minha vaga de anos da família: entre princípios de Novembro/fins Dezembro. Que até já nem são muitos. Meia-dúzia? as famílias pequenas, e desarticuladas como a minha, tendem a diluir-se, a desaparecer, como os gatos de habitação próxima de estrada.
tios já sumiram todos há bastante tempo; primos estão espalhados pelas proximidades de Lisboa,
sem sabermos uns dos outros

quero dizer com isto que é mais um ano (carruagem TGV com 365 passageiros a bordo) a passar por mim a velocidade estonteante - que nem dá para ver quem lá vai dentro: BZZZZ.....,sumiu ao fim da linha.

olha, nada a fazer. A não ser com um lenço esboçar um breve adeus

terça-feira, 29 de Julho de 2008

tecnologia a menos

artigos com fotografias:
verdadeira interactividade com leitor

-clic para ampliar

por que não: clic para mudar gravata?
clic para ajeitar cabelo?
clic pra tirar a roupa?

MEDITAÇÃO NO BANHO

com um caneco
não sou mais
do que o saldo diário

entre o que como
e o
que defeco

segunda-feira, 28 de Julho de 2008

masoquismo?

não foi por negligência
incúria
distração
que eu queimei a mão
na boca
do fogão

porque antes de queimar
a mão
na boca do fogão
já tinha praguejado
o proscrito
reflexo
palavrão


qual era o palavrão?
eu sei que sabe
guarde para si
não diga - não

FILOLOGIA

quem me explica
se ovação
tem alguma coisa a ver com OVOS

abre-te sésamo

a funcionária da minha comerciaria habitual é ucraniana
está em Portugal há 5 anos, mas fala a língua apátrida
como qualquer professora de português Palopiana

tem os cabelos loiros da cor de seara seca
e os olhos verdes
da cor da mesma seara entre Março e Abril

foi ela que me vendeu os bolos - desta vez bem mais do que é habitual -
com as explicações: leve estes que são uma delícia,
agora destes, por que não, de farinha de milho e integrais

bolachas escuras - com pequenos salpicos amarelos,
lembrando quase vermes,
são ótimos - com sementes de sésamo

o que me transporta aos tempos de bibe e ranho no nariz
às aventuras sanguinárias de Ali-Bá-Bá
e ao "abre-te sésamo"
só por si capaz

de fender montanhas para o fazer feliz
e aos seus quarenta e um ladrões
-nos fazer felizes -
com tanto ouro à vista e tantas pedras verdes

domingo, 27 de Julho de 2008

2º. os próprios:

"CONTA-ME COMO FOI"
passa diariamente à noite
na RTP

(está correcto mas não soa bem!)

afrolusobrasileiridade

Polícia mata e morre bué

mas prende pouco

(enxerto sobre cavalo brasileiro)

IDADE Z

ninguém ligou patavina mas retomo.
Mundo anglófono tem idade teen - dos 13 aos 19

mundo lusófono, porque puto aos DEZ já é santo ou é bandido, tem idade Z:
deZ, onZe, doZe....deZoito, deZanove
dos 10 aos 19....

com vantagem sobre os estafados ingleses . Sugere-se por isso que substitua o clássico teen-ager
por : Idade Z.

ou Zidade, ou Zidoso

acha bem?

sábado, 26 de Julho de 2008

grilo de lata

entrou-me um grilo em casa

sei que me entrou um grilo em casa
porque entrou e canta

é quase meia-noite
o grilo instalou-se na Despensa e canta

tento localizá-lo, vou com pézinhos de lã
na direcção da sua ruidosa sinfonia,
qual quê, ainda na cozinha, descalço,
já o sacana do bicho me pressente
e fecha as asas
como um tocador de taberna, bêbedo, fecha o fole à sua concertina

pego um spray anti-insectos
borrifo em desespero
os 4 cantos da Despensa
volto com uma vaga esperança à luz da Sala

mal viro costas, já o grilo volta a incendiar o escuro silêncio da Despensa
o que me convida a tentar localizá-lo
para o captar e libertar em paz na rua,
intoxicá-lo definitivamente com o spray
ou simplesmente esmagá-lo com a sola do chinelo

cala-se quando me aproximo da Despensa

até que a minha presença deixa de o incomodar
e nada o faz parar o canto
nem mesmo quando em desespero de procurar
ouso acender a luz de néon da Despensa

não sei, não consigo localizar a origem do som:
tão depressa me parece vir de um canto,
quanto de seguida não duvido vem do canto oposto

ou será da parede? do interior da parede, de algum esconderijo
na taipa da parede?
encosto o ouvido
asuculto aqui e ali, ou será que se instalou no tecto
ou nas calhas de plástico da instalação eléctrica?

sei que
agora
luz de néon acesa
quase meia-noite
quero dormir e o estupor do grilo
não se cala

mesmo quando berro:
"por que não te callas, hombre?"

diferendo Juan CarlosXChavez

pior do que:

por que nan te callas?

parece que o Rei teria mesmo injuriado:

puerco, nan te callas?

ainda a procissão não passou ao pelourinho!

sexta-feira, 25 de Julho de 2008

precura

nem mesmo com Alqueva
temos direito à categoria
de
LITORAL?

investimento (anúncio)

Mariano Gago - em Medicina, para Lisboa, Porto, Coimbra
anuncia investimento de 95 milhões

bebo a notícia de um trago
o ministro é mesmo fixe
a prometer não é gago
- o interior que se lixe

versão II

nem agradável
nem desagradável
teu estado actual:

instabilidade
demasiado
estável

com beijo

boletim astrometeorológico de meu bem

pensamento enevoado

depressão situada sobre
arquipélago do bom-senso

instabilidade emocional
demasiado
estável

quadra

será que a morte é igual
a nunca se ter nascido?
Será tudo virtual?
Fará a vida sentido?


não pense muito, por favor

quinta-feira, 24 de Julho de 2008

CPLP - países que falam português

à margem de reunião, a propósito da Língua-comum:

" a Língua já nos deu muito, por isso
ainda temos muito que
dar à língua"


por nós, bravo!

CRIATIVIDADE

a sério mesmo é com esse pesssoal da EDP:

cenário 1
13 milhões e meio de dívidas incobráveis: o Zé e a Maria estão de férias na Praia, de volta da boa mariscada e bronzeando a coxa ao sol, estão-se cagando para minudências como pagar contas de: Água;Luz; Impostos....
estratégia criativa, brilhante, luminosa (só podia ser) da EDP:

a conta do marisco e do bronze de não sei quantos milhares de Zé-Marias seria distribuida - equitativamente -
por não sei quantos milhões de papalvos que ficariam aflitos sob a ameaça de que iam lhes cortar a energia eléctrica - caso recusassem assumir o pagamento dos 13 milhões e meio de incobráveis.

cenário 2

para a EDP investir em pesquisa sobre energias alternativas ( ver post seguinte) o consumidor comum vai ser sobretaxado em 3 dezenas de euros- julgo que até quando os iluminados engenheiros EDPnianos tenham descoberto a almejada energia e gritado a legendária EUREKA.
Como esta gente ainda por cima é gaga (além de gágá) , suspeito que a dita sobretaxa vingue e se mantenha por longos, intermináveis decénios.

Pró Diabo que os carregue

quarta-feira, 23 de Julho de 2008

E D P

quando toda a energia eléctrica que nos chega a casa for proveniente de energias renováveis:

solar
eólica
das marés
hídrica
outras

portanto a custo quase de "cuspo" - como se diz na gíria-

E D P, que não tem que fechar as portas obrigatoriamente,
passará a significar Energias
Dispensadas de Pagamento

e servirá para nos enviar a todos
divertidos cartões de Boas-Festas pelo Natal
parabéns em datas festivas tais que:
aniversários natalícios
bodas de prata
ouro
diamantes- respeitando o casamento

mandar flores e chocolates
pelo contador da luz
- que deixará de vir a nossa casa contar seja o que for
apenas nos visitará como um amigo
podendo, quando muito, vir entregar convites
para demonstrações de novas formas de energia

ou para um festival de música
clássica
no Multi-usos da sede de Concelho

NATUREZA

o que fica
quando as pessoas abandonam
um lugar

terça-feira, 22 de Julho de 2008

SADISMO

A um mosquito que me suga avidamente o sangue

Conheço-te, palerma:
Chamas-te anopheles
És indiscutivelmente feminina
Estás grávida

Se é que alguma vez se pode chamar grávida
A uma fêmea insecto
Alada
Com o aparelho reprodutor repleto
De ovos fecundados

Entendes o que eu digo
Vejo-te enchendo o ventre de sangue meu vermelho
- capilé estival
Que trasfegas das minhas pobres
Veias áridas
Para o teu bojo
Inchado como um odre

Podia até esmagar-te facilmente
Tão entretida estás em esvaziar-me

Não

Prefiro ver-te levantar em voo feliz
Sabendo que não tarda vais cair
Cheia de mim:

Irremediavelmente podre

guerras

são frequentes, aqui no Alentejo,
entre clãs, tribus, famílias de ciganos

com mortes mesmo a sério. Nada do fogo de artifício
de caçadeira e chumbo miudo - que beliscou ligeiramente meia-dúzia
de cow-boys improvisados numa tarde de muito ócio e pouco futebol.

mobilizada uma marcha pacífica de 400 figuras de Revista jet-set
queremos paz
integração
bem-estar...
sei lá que mais

cuidem de arranjar um Bairro exclusivamente de ciganos:
cidadãos de etnia cigana
- excluindo os de etnia tendeira-
e eles tratarão de se eliminar
até que não reste mais
do que um numerosíssima Família.

a sério
vão ver como é fácil resolver o problema

próximo dos 40

valha-nos a meteorologia
considerar não se tratar de um "Pico":

depois de amanhã já tudo vai estar mais suportável

segunda-feira, 21 de Julho de 2008

há 39 anos

3h 56 m - (hora de Lisboa)

-nave americana, tripulada, pousava suavemente na Lua

ainda hoje há muito quem não acredite

oráculo moderno

você escreve:

- data de nascimento
- doenças de infância
- operações cirúrgicas
- idade e causa de morte dos avós
- profissão/funções desempenhadas
- hábitos/vícios (consumos de álccol e tabaco)

uma calculadora on-line diz-lhe com grau elevado de fiabilidade quando vai deixar de constar da lista de votantes da sua freguesia.

o bloguista - próximo dos 70 - a não mais de 6-7 da prescrição estatística, não arrisca escarrapachar no inquérito que fuma desde os 10 ou 12 anos (com ligeiras interrupções de meses) , e esvazia diariamente no minímo um frasquinho de Whisky, de preferência Ballentine´s

nem pó!!!!!
Ker lá saber!

MANDELA

casados sobretudo
o que temos em comum?
:
em casa
ou fora dela, Nelson,
mand´ ela

(só me permito brincar com de quem eu gosto muito, mestre)

46664

capicua
um dos números de presidiário mais célebre de sempre

o Mundo já lhe deve muito
quando o entendermos bem
entenderemos que muito mais
ainda lhe devemos

sábado, 19 de Julho de 2008

morte na aldeia

o Gil coitado
morreu
debilitrado

sexta-feira, 18 de Julho de 2008

o que é?

DESIGN

Não sei bem o que significa
Julgo que é desenho

Mas não só desenho
“tout court” como diriam os franceses
Porque então seria desenho e nada mais

Desenhar uma árvore
Uma casa
Com chaminé e fumo e o sol
Como um ovo estrelado
Que qualquer criança desenharia nas primeiras classes
Será desenho ou será design?

Chama-se designer a quem faz design

Entre Salvador Dali
Picasso Rotko
Leonardo da Vinci
Onde os pintores e os designers?

Algum será uma ou outra coisa por excelência?

Julgo que design
É o desenho para ser usado:
O “a poesia é para se comer” de Natália Correia
Ou um retrato das searas de trigo
De José Manuel Rodrigues

O maior designer de sempre
Terá sido
O desenhador do universo

Que desenhou o Sol e o calor
E a fotossíntese
E as cores do arco-íris
E a Lua e Marte
- tão longe mas tão perto

E a Via Láctea
Como um enorme espanador perpétuo
E Andrómeda – você precisa de conhecer Andrómeda –
Um caracol de Pastelaria
Feito de milhões de estrelas

O maior designer de sempre
Terá sido
O desenhador do Universo

Que fez tudo tão infinitamente grande
Mas tão breve
Que bastam a contê-lo
Nove simples sílabas de um verso

promoção

com estas aberrações climáticas

com o sermos o que vai sobrando, aqui, de biodversidade

propunha a elevação da alentejana especificidade humana

à categoria

se não de raça

ao menos de etnia

...o sol

que em vez de criar - seca

c´oa breca
este em vez de secar - cresta

o meu, particular,
o da minha casa - pior -
em vez de crestar - sequestra

quinta-feira, 17 de Julho de 2008

DESERTO

38 graus
estamos quase nos 40

temperaturas?

tramperaturas?

Nan sei comagente aguenta

no Inverno a gente gela
no Verão a gente esquenta

quarta-feira, 16 de Julho de 2008

nacionalistas ao menos com os nossos ladrões

Nasceu em 1818 - no Marão - de seu nome José Teixeira da Silva.

foi capitão de uma das mais célebre quadrilhas de ladrões deste país, antes dos profissionais que plulam por aí.

esperava-se que ao menos servisse de patrono a uma anunciada medida drástica de "roubar aos ricos para dar aos pobres" , acabada de levar a efeito pelo governo.
Pois bem: em vez do nosso carismático Zé do Telhado, tiveram que repescar a estafada figura do Robin dos Bosques dos ingleses

gastam rios de dinheiro em tentativas de estimular o espírito patriótico e a criatividade, e são eles-próprios a não conseguir descolar do mais safado conservadorismo

direitos HUMANOS

na China matam os incómodos a tiro

nos Estados Unidos, por razões económicas, ligam-nos a uma ficha de energia elétrica.

os chineses não chateiam os americanos pelo seu vício churrasqueiro

os americanos não param de moer o juizo aos pobres dos chineses pela forma primitiva de abater os seus incómodos. A tiro... que nojo

segunda-feira, 14 de Julho de 2008

tratado e palavras homófonas

a filha era rapariga muito honesta
sobretudo muito ingénua

trabalhava numa Repartição - nem sabe qual
lembra-se sim de que
na 5ª. Sexão

P ´RA PULARES

à memória de Mários:
de Sá Carneiro e
Botas

usamos iguais processos
não falamos iguais línguas:
morreste à míngua de excessos
eu vivo ao excesso de mínguas

domingo, 13 de Julho de 2008

intensidez

não sou padrinho mas bem podia ser

é um espaço bonito em Évora, ali pelas traseiras do Restaurante Fialho, onde você pode conviver com livros:
novos
velhos
assim-assim

pode, ao mesmo tempo, tomar um bom vinho regional, degustar uma sopa a transpirar aromas, reconfortar o estômago com uma sande especial.

Vá por mim. Vá lá.

não tenho comissões, juro

bom domingo

3 gradações de inspiração:

1-inspirado

2-expirado

3-simplesmente pirado (que me parece o estado actual do autor)

sábado, 12 de Julho de 2008

INSTRUÇÕES PRIMÁRIAS



AI PODE? – ENTÃO PAGA


Sabe do que falo!: Do lançamento louco de um equipamento novo, entre nós, que permite falar/comunicar, ver televisão, seguir itinerários rodoviários menos congestionados e mais rápidos, marcar quarto de Hotel ou sessão de SPA no mesmo,
ver em tempo real situação meteorológica no destino – em qualquer continente – etc..etc…todos os etcs que você possa imaginar.
Filas intermináveis para marcar presença, muitos levaram saco-cama e adormeceram ao abrigo de um muro, não comeram nem beberam – pequenos sacrifícios pela expectativa de dentro de umas horas poder desempacotar o animal tecnológico que vai deliciá-lo até ao âmago das suas legítimas ambições.

Guterres começou a estender o seu tapete de saída quando se mostrou indignado em público pelas manifestações populares contra a carestia de vida, e apontava, espantado, as Praias e os equipamentos hoteleiros do Al (ainda não ALL) garve a abarrotar de turistas lusitanos.
Com o lançamento deste telemóvel 3ªgeração acontecerá semelhante fenómeno sociológico, admitimos: parte dos corredores de fundo para um bem supérfluo que não deixará de rondar o milhar de euros, será constituído por indivíduos sem emprego, beneficiários do tal rendimento mínimo garantido, ou clientes assíduos da refeição quente nocturna fornecida pela Santa Casa.
Antes destas modernices, havia o que eu chamava os Táxicodependentes. Não sei se agora coexistem. Tesos, vivendo à conta do erário público, deslocando-se de Táxi para estes eventos pós-modernos.

O meu propósito porém era divagar sobre a síndrome de crise que afecta esta bolinha de escaravelho com mais de 6 mil milhões de parasitas à boleia:
crise dos combustíveis fósseis; dos cereais; dos excesso de produção de gases efeito-estufa; do aquecimento global; da perda incontrolada de bio-diversidade; da ameaça de guerra nuclear; ……
tudo dependente de um único e exclusivo factor: ser o homem o animal mais egoísta do planeta. E de não se ter ainda apercebido de que os seus 150 litros/dia de água são um excesso que contribuirá decididamente para uma escassez global a curto prazo;
que os seus cerca de 800gramas/dia de lixo produzidos (falo de números de Évora de há cerca de uma década) são um bom parâmetro para avaliar a sua ânsia cega de consumo.
Transcrevo de biografia recente (mesmo que suspeita de anti-americana):
“pessoas que podiam ser nutridas usando a terra, a água e a energia que seriam disponibilizadas se os norte-americanos reduzissem o seu consumo diário de carne em 10%: 100 000 000”
E ainda:
“a fome no mundo é uma realidade dolorosa, persistente e desnecessária.” Seria possível alimentar mais do dobro da população humana, se mais de metade dos cereais produzidos não se destinasse à alimentação de animais.
Por sua vez, o excesso de carne na dieta dos aparentemente enriquecidos leva à ocorrência de doenças, também elas consumidoras de recursos. Dados recentes apontam
para que Portugal, a par da subalimentação endémica, disponha de o maior numero de obesos infantis.

Permitam-me, pois, a imodéstia de retomar uma velha “quadra p`ra pular”:

Se o excesso que faz obesos
Fosse dado aos esfomeados
Equilibravam-se os pesos
Ganhavam ambos os lados

desilusão

o homem imaginava uma princesa como figura de porcelana: frágil; lívida; pézinhos pequeninos em sapatos de lona côr-de-rosa com atacadores de fitinha de seda azul-celeste; cabelos loiros pendendo em caracóis sobre uns ombros de alabastro...
uma princezinha

o homem acaba de conhecer uma princesa:
alta; espadaúda; desengonçada; fumando que nem fábrica de cortiça; dando ordens, aos gritos, no Bar de que é proprietária, cabelos loiros amarrados com uma fita verde; pés de estivador, com sapatos de medida acima dos 40:
uma princezona

equívoco Manuela

não confundir procriação - que se faz na cama, normalmente, com

porcriação - que há-de ser feita na pocilga

sexta-feira, 11 de Julho de 2008

CONVICSOM

Álvaro Cunhal
não precisava de microfone

quinta-feira, 10 de Julho de 2008

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Não conheço Louise Glück

Por Louise parece que há-de ser francesa
Glück remete numa primeira leitura de ignorante para
Sueca ou norueguesa
Quiçá germânica como diria um mau poeta
De qualquer nação do mundo

Louise é já de si um nome doce
E Glück lembra-me glucose – que o leigo mais completo
Saberá situar próximo de açúcar

Não sei pois quem é Louise Glück
Sei é que acabo de ler um poema seu
Que fala da farda triste do Outono
Da monotonia dos dias muito pouco iluminados
Daquilo que todos nós sabemos
Sobre o som das coisas neste tempo
Sobre a indecisão da chuva
E o calor futuro
Da lenha empilhada no tempo em que os dias eram grandes

Fala de sementes : em rígidas filas não foram plantadas
As sementes ….
Ignorando que as rígidas filas são os regos
E as sementes não são plantadas
Semeadas sim
Porque plantadas são as plantas

Fala depois do som do vento
Que a silencia a ela-própria
Acusando-o contudo deste modo:
Aquilo a que soa não muda aquilo que é

E de migrações noctívagas de pássaros

Louise Glück não é seguramente natural
Da imensa pátria da língua portuguesa
Onde as palavras árvore e ave e pássaro se assemelham
Onde o cair das folhas de umas
Lembram o voo melancólico das outras
Ou o voo rectilíneo dos estorninhos
E dos patos
Nos induz a pensar em mortíferos
Raids dos milhafres

Nem Glück é seguramente natural
Da imensa plaga alentejana
Onde as rígidas filas são regos tortuosos
Porque próximos dos homens
Cujos rostos
São rugas

quarta-feira, 9 de Julho de 2008

o quanto pode o marketing

já deixei de fumar

desde Janeiro deste ano. Os meus problemas de tensão arterial foram drasticamente minorados
(palavra de honra)

ainda não abandonei o tinto às refeições e a companhia inseparável de um frasquinho metálico de algibeira, ergonómico, de uísque.

Não me vejo ainda, é certo, a acompanhar as sardinhas assadas, pingonas sobre o pão, com COCA-COLA
ASSALTO

Mãos ao ar
As ideias pra cá
Sobretudo as palavras

Abra-me esse cofre
Você aí no chão
- não mexe

Sim todas as palavras metidas neste saco
Nem um verbo de fora
Ninguém se mexa
Isto é um assalto

terça-feira, 8 de Julho de 2008

2 tipos de turismo

em Évora, por exemplo, não havia Hoteis, o turismo seria obrigatoriamente de passagem

agora a oferta de quartos já é suficiente para que o turista venha pa estar

já se pode chamar um turismo de pastagem

segunda-feira, 7 de Julho de 2008

?

prioridade= idade do Prior?

duvido. qual o seu palpite?

contradição

provecta idade não é,
antes pelo contrário,
aquela em que mais e melhor se aproveita

roçadora mecanica

estou há duas horas à espera do mecânico da minha roçadora mecânica

ele e o seu único empregado (reparador/afinador da minha roçadora mecãnica) estão
no funeral da mulher do "tocador" do Rancho local. Deduzo que o acordeonista.

deixaram a porta da oficina meio-aberta, fechada à altura de um cidadão normal por uma grade com rede de arame e um cadeado, permitindo espiolhar o interior da oficina - com as várias motorizadas esventradas e as pequenas maquinetas mecânicas em fases diversas de reparação.
o rádio, como se a deslocação fosse ao café de Esquina para tomar uma bica e um bagaço, contnuou ligado, sintonizando a estação da sua exclusiva preferência - a Rádio Portalegre.

um pequeno, e velho letreiro no topo da meia-porta aramada indica um número de telemóvel, o que prenuncia ausência mais ou menos prolongada do mecânico de roçadoras mecãnicas e afins.
liguei, identifiquei-me, somos velhos conhecidos desde que os dois - sexagenários e menos avisados - ficámos sem carta- de- condução e nos sujeitámos à dura provação de ter que repetir
o complicado exame.

"estou num funeral" advertiu, "aí pelas 11 devo estar por aí".
qual 11 qual caneco - o mestre só chegou já passava do meio-dia.
na sua velha carrinha Datsun, se não erro, acompanhado de uma senhora idosa como ele, e com dificuldades motoras que lhe complicaram tarefa de descer da alcandorada cabine da velha viatura

a velha senhora - esposa do meu mecânico de equipamentos de pequenos motores a combustível- é bonita.
desce apoiada a uma bengala com ponteira de borracha, desloca-se lentamente até casa, que fica a uns vinte metros da oficina do marido, já acompanhada da fogosidade de um cachorro arrafeirado, que não resisto a perguntar se lhe pertence.
"é seu?"
"Não senhor, é da vizinha, mas muito meu amigo"

a senhora entra em casa, sai com uma trela que instala no pescoço do seu declarado amigo, e dirigem-se ambos, muito cautelosa e harmoniosamente em direção à Praça, que é mesmo ali ao virar da esquina. o cão arrafeirado, de raça seguramente indefinida, é branco manchado de amarelo, ou amarelo manchado de branco - sujo sem margem para duvidas.
preso pela trela, mesmo assim é ele que puxa e conduz a sua velha amiga, virando a cabeça para trás com frequência, como que a certificar-se da razoabilidade do ritmo que imprime.

contemplo a cena de próximo de um "microcar" estacionado para reparação quase à porta da Oficina. Com as seguintes marca e modêlo: Virgo/ Liberté/ Économic
tomo nota para não esquecer. porque me parece apelativo, eloquente...

o conjunto mulher/cão atrelado terão percorrido uns 15 metros.
de de baixo do Microcar Virgo/Liberté/Économic salta um gato também ele velho, cinzentão e
sujo, que vai juntar-se ao conjunto que enche o passeio da Rua, do lado da sombra, em direcção à Praça.

é nessa altura que me invade a pena de não ser pintor.
mesmo que, aqui de Arraiolos, o meu amigo Miguel Mira

domingo, 6 de Julho de 2008

P ´RA PULARES

cá por mim, segundo eu acho
está o mundo dividido:

metade à espera de tacho
outra de pão e de abrigo

frei Tomaz

O Papa recomenda ao G8 - os mais (ricos) industrializados do Mundo -
que pensem nos mais pobres

Bem prega frei Tomaz:

- o Vaticano é paradigma de estado Sumptuário. No Mundo!

G3 contra G8

I N S T R U Ç Õ E S P R I M Á R I A S


G8 no Japão

Talvez B8 (de Bando) para os chineses, que, ao que parece, é quem vai mantendo os caprichos do nº. 1 dos falidos mais ricos: Os Estados Unidos da América.
Porque o que se passa aqui e agora no Mundo, nesta saramaguiana jangada de pedra com cerca de seis mil e quinhentos milhões de náufragos inadiáveis a bordo, o que se passa, dizia, é que o país tornado locomotiva do crescimento mundial, os EU, com, à sua conta, 28% do PIB mundial, essa locomotiva trabalha a um diesel de que não dispõe, sendo portanto necessário recorrer ao fornecimento a crédito de outros países –
subestimados e classificados como pobres – para que não se imobilize de vez sobre carris, e deixe o mundo à espera do Bife da Argentina; da Soja do Brasil; do Arroz da Índia; dos Diamantes da África do Sul ou de Angola; do Haxixe de Marrocos; do ópio do Afeganistão ou da Cocaína da Colômbia – que incrivelmente tudo é transportado nessa pelos vistos vulnerável locomotiva.
Pode, pois, dizer-se que a locomotiva mundial está em vias de empancar. Acuar, como se diz aqui no Alentejo quando o animal que puxa (carroça, arado…) se recusa a dar continuidade à sua ação. Os EU terão agora uma dívida externa – privada e pública – considerada insustentável, na ordem dos 12 250 milhares de milhões de dólares.
Ao que parece não é a primeira vez que a situação se verifica, embora as frequentes desvalorizações da mítica moeda comecem a não agradar à China, seu principal credor,
comprador forçado de títulos financeiros – pagos com os dólares dos produtos das suas exportações.
Por outro lado, a China – expandindo-se para outras regiões, África, nomeadamente, onde pode abastecer-se dos necessários recursos naturais- começa a libertar-se da angústia de ver a locomotiva do desenvolvimento mundial a empancar a meio da linha.

Contradições difíceis de transpor

O Grupo brinch: Brasil, Índia, China (não sei se é assim que é designado) – para alguns também eufemisticamente G3 – .começa a ter dinheiro para comprar. Para consumir pelos padrões ocidentais. O que significa uma incontornável escassez de recursos a curto-médio prazo. E não é só de automóveis topo-de-gama, Iates de cruzeiro de luxo,
jactos familiares para deslocações rápidas intercontinentais. É o próprio feijão e as batatas, o pãozinho para o pequeno-almoço, a dúzia de sardinhas por cabeça para a sardinhada de fim-de-semana com vinte ou trinta convidados. Mesmo neste indigente rectangulozinho acapachado (não é erro, é mesmo de capacho!) à beira-mar, sempre atento aos subsídios que hão-de vir pela locomotiva da Europa, se os padrões mundiais de consumo seguissem os nossos apetites devoradores, mais dois planetas TERRA não bastariam a calar-nos o Fastio.

Somos consumidores excessivos, compulsivos. Consumir faz parte de nós como o respirar ou o dormir. Se aceitarmos que os 6.5 mil milhões de conterrâneos nossos – embarcadiços na tal Jangada de Pedra de José Saramago – têm exactamente todos os direitos que nós, por ínvios caminhos, conquistámos, cuidemos de raciocinar em termos
de racionalização das sardinhas que nos tocam por cada refeição, ou qualquer dia regressamos à incomoda tarefa de ter que repartir 1 sardinha.
Em vez de uma dúzia de sardinhas por cabeça, termos que repartir 1 sardinha por uma dúzia de cabeças

sábado, 5 de Julho de 2008

vá por mim

Bom Teatro
pelo Cendrev

no Largo 1º. de Maio/Mercado

Auto da Festa, de mestre Gil Vicente, apresentado com muita imaginação e de forma divertida

A peça vê-se de uma andada (é representada sobre andas). Imagino o trabalho dos actores até ao equilíbrio físico necessário ao desempenho sem constrangimentos.

Vá por mim. Vá ver

enleio de vida

a mãe - Christie (monopata) - lambe o filhote porque deve ter o cheiro da minha mão
Grande Natureza!

G8 reune Tóquio

amanhã

para analisar e tentar ultrapassar crise mundial

tudo fica na mesma, porquanto G8 é grupo dos 8 países mais egoístas do Mundo

Vietnam
Síria
África do Sul
(Grupo G3)
tenta contrapor medidas de justiça social; desenvolvimento sustentado; respeito pela biodiversidade.

Sem dúvida:
Contra G8

G3

sexta-feira, 4 de Julho de 2008

como se diz / escreve?

AzerBeijão

????

termos

hipoteticamente significa sob hipótese
não sob

hipoteca

convenhamos que é estranho

quadris

(quadras de pouca valia)

este quadril para o veraneante meu amigo José Júnior - em gozo de merecidos banhos ali para as bandas de Tavira. Ele e sua excelentíssima esposa, claro.
Aí vai então:

ó compadre marinheiro
sopra o vento de feição?
por aqui é um calmeiro
sua a gente c´o suão

e o crude nunca mais pára
de subir - o leite e o pão...
Por aí - a vida é cara?
tenham resto de bom Vrão



termos

erótica
nem sempre significa ir à

ÓPTICA

quinta-feira, 3 de Julho de 2008

notícia

CHRISTIE (Agatha) pariu dois gatos amarelos

nunca vi por aqui gatos machos amarelos. Como foi ela engravidar de amarelo?

a notícia é para ti - porque gostas de gatos

mesmo que sejam meus

e amarelos

sempre atento

o homem passa a vida a na Taberna

a descida do dólar
a subida do crude
da Euribor
do esparguete e do atum Bom-Petisco

obrigam o homem a estar
permanentemente
atinto

LINGUAS

Perguntas à Língua Portuguesa Mia CoutoVenho brincar aqui no Português, a língua. Não aquela que outros embandeiram. Mas a língua nossa, essa que dá gosto a gente namorar e que nos faz a nós, moçambicanos, ficarmos mais Moçambique. Que outros pretendam cavalgar o assunto para fins de cadeira e poleiro pouco me acarreta.A língua que eu quero é essa que perde função e se torna carícia. O que me apronta é o simples gosto da palavra, o mesmo que a asa sente aquando o voo. Meu desejo é desalisar a linguagem, colocando nela as quantas dimensões da Vida. E quantas são? Se a Vida tem é idimensões?Assim, embarco nesse gozo de ver como escrita e o mundo mutuamente se desobedecem. Meu anjo-da-guarda, felizmente, nunca me guardou.Uns nos acalentam: que nós estamos a sustentar maiores territórios da lusofonia. Nós estamos simplesmente ocupados a sermos. Outros nos acusam: nós estamos a desgastar a língua. Nos falta domínio, carecemos de técnica. Ora qual é a nossa elegância? Nenhuma, excepto a de irmos ajeitando o pé a um novo chão. Ou estaremos convidando o chão ao molde do pé? Questões que dariam para muita conferência, papelosas comunicações. Mas nós, aqui na mais meridional esquina do Sul, estamos exercendo é a ciência de sobreviver. Nós estamos deitando molho sobre pouca farinha a ver se o milagre dos pães se repete na periferia do mundo, neste sulbúrbio.No enquanto, defendemos o direito de não saber, o gosto de saborear ignorâncias. Entretanto, vamos criando uma língua apta para o futuro, veloz como a palmeira, que dança todas as brisas sem deslocar seu chão. Língua artesanal, plástica, fugidia a gramáticas.Esta obra de reinvenção não é operação exclusiva dos escritores e linguistas. Recriamos a língua na medida em que somos capazes de produzir um pensamento novo, um pensamento nosso. O idioma, afinal, o que é senão o ovo das galinhas de ouro?Estamos, sim, amando o indomesticável, aderindo ao invisível, procurando os outros tempos deste tempo. Precisamos, sim, de senso incomum. Pois, das leis da língua, alguém sabe as certezas delas?Ponho as minhas irreticências. Veja-se, num sumário exemplo, perguntas que se podem colocar à língua:• Se pode dizer de um careca que tenha couro cabeludo?• No caso de alguém dormir com homem de raça branca é então que se aplica a expressão: passar a noite em branco?• A diferença entre um ás no volante ou um asno volante é apenas de ordem fonética?• O mato desconhecido é que é o anonimato?• O pequeno viaduto é um abreviaduto?• Como é que o mecânico faz amor? Mecanicamente.• Quem vive numa encruzilhada é um encruzilhéu?• Se diz do brado de bicho que não dispõe de vértebras: o invertebrado?• Tristeza do boi vem de ele não se lembrar que bicho foi na última reencarnação. Pois se ele, em anterior vida, beneficiou de chifre o que está ocorrendo não é uma reencornação?• O elefante que nunca viu mar, sempre vivendo no rio: devia ter marfim ou riofim?• Onde se esgotou a água se deve dizer: "aquabou"?• Não tendo sucedido em Maio mas em Março o que ele teve foi um desmaio ou um desmarço?• Quando a paisagem é de admirar constrói-se um admiradouro?• Mulher desdentada pode usar fio dental?• A cascavel a quem saiu a casca fica só uma vel?• As reservas de dinheiro são sempre finas. Será daí que vem o nome: "finanças"?• Um tufão pequeno: um tufinho?• O cavalo duplamente linchado é aquele que relincha?• Em águas doces alguém se pode salpicar?• Adulto pratica adultério. E um menor: será que pratica minoritério?• Um viciado no jogo de bilhar pode contrair bilharziose?• Um gordo, tipo barril, é um barrilgudo?• Borboleta que insiste em ser ninfa: é ela a tal ninfomaníaca?Brincadeiras, brincriações. E é coisa que não se termina. Lembro a camponesa da Zambézia. Eu falo português corta-mato, dizia. Sim, isso que ela fazia é, afinal, trabalho de todos nós. Colocámos essoutro português - o nosso português - na travessia dos matos, fizemos com que ele se descalçasse pelos atalhos da savana.Nesse caminho lhe fomos somando colorações. Devolvemos cores que dela haviam sido desbotadas - o racionalismo trabalha que nem lixívia. Urge ainda adicionar-lhe músicas e enfeites, somar-lhe o volume da superstição e a graça da dança. É urgente recuperar brilhos antigos.Devolver a estrela ao planeta dormente.

aproveitaria esta em(b)alagem para acresentar 2 ou 3 sugestões de meu atrevido alvedrio, surgidas no decurso da leitura do que estimo muito MIO Couto:
Não proponho explicações porque elas as palavras me parecem óbvias

borbolenta

orfaneto

eutunísia

Portugal - um país periférico, MERDional

não levem a mal os fãs de MIA

ah, e já agora, gostava da sua opinião sobre como ler eutunísia!
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quarta-feira, 2 de Julho de 2008

a matéria dos sonhos

a matéria dos sonhos
é assim como que uma espécie de tule
(que eu nã sei bem o que é mas imagino
um tecido fino e transparente - normalmente reposteiro
uma espécie portanto do que são as sobrancelhas)

em que o sonhador se enleia
veja-se por exemplo os gatos
os gatos riem quando sonham
com ratos ou pardais
espreguiçam-se como se fossem pendurados
no estendedouro da roupa
os gatos sonham visivelmente quando se deixam enlear
nessa espécie de tule

nem sempre
sono e sonho coincidem
- pode se dormir sem sonhar
bem como o seu inverso

eu cá não sei
sei é que muitas vezes me deixo enlear
nessa espécie de tule
sem que por isso
consiga adormecer

nunca digas

eu fiz isto ou fiz aquilo

terás sempre a teu lado quem já tenha feito mais:
perfeito
pontiagudo
barato
rápido
sexy
amarelo

nuca digas

PULHÍTICA

não confundir:

Falta de pão
com

Flauta de Pan

terça-feira, 1 de Julho de 2008

PSIKÉ

procuras aqui o quê?

à perversa maneira de PRÉVERT

ménage à plusieurs
ménage à deux
ménage à trois


ménage à des extrèmes:

ménage à l´infini
ménage à moi- même

QUÁSI

não sei se há 50 anos ainda se escrevia assim!

a minha amiga de há 50 anos diz:

...mas nessa noite perdi o amor à vida e tentei partir à procura de paz

rapariga, és tonta, à procura de paz? onde já se viu?....
a vida, não é? o raio da vida, o deixarmos de ter 18 anos, e as mamas duras e as nádegas lisas e roliças, e o tocarmos piano e cantarmos acompanhados à guitarra...

e termos depois 30, e 40 - o auge das coisas, o dançarmos valsas de Viena, Strauss, concluirmos com uma reverência/vénia para um público que se mostrou arrebatado...

passas os 50, como eu, sem dar ainda bem por isso. Praticas aeróbica, corres na areia fresca da praia sem mostrares cansaço, até parece que podias fazer o percurso frente aos Bares até ao fim da vida. Tens ginásio, continuas jovem, nada de rugas nem de celulite, nem de colestrol, a tensão - nem sabes bem, porque a imaginas de pneu de bicicleta, ou está boa ou não dá para montar.

é verdade, ainda montas.

também eu aos 50 - velho - não tinha essas preocupações existenciais. Lia Camus e Proust e era capaz de saltar de um precipício. Já com mais de 60 ainda deslizava nessa aventura do Rapelle

amiga, lembras-te dos teus passeios por África? Pelo extremo-Oriente, pela China, pela Primavera do Japão?

pois é amiga, tudo isso passa. Até, e sobretudo, nós

trata de ganhar juizo. E não pretenderes antecipar-te a um "evento" que não tarda aí

beijo grande