de facto isto assim não dá. sinto-me desinspirado que nem balão de feira acabado de romper.
vão para o caraças, façam também alguma coisa.
aqui deixo, para inspiração do meu punhadito de leitores, meio-mote - para cada um completar conforme as suas aptidões. Depois quero ver:
está aí o fim do Verão
já cheira o tempo a Outono
...............................................
bora lá!
...........................................
cá por mim, decidi-me, agora mesmo, pelo bucolismo da agricultura:
.................................................
é de guardar o melão
espalhar na terra o guano
domingo, 31 de Agosto de 2008
sábado, 30 de Agosto de 2008
coisas das palavras
becil
digesto
surrecto
são utilizadas por alguém?
im becil
in digesto
in surrecto farão então sentido?
digesto
surrecto
são utilizadas por alguém?
im becil
in digesto
in surrecto farão então sentido?
sexta-feira, 29 de Agosto de 2008
prosàpressa
INSTRUÇÕES PRIMÁRIAS
SENTAR NO CANAPÉ
Há, entre quem tem a paciência de me ler, leitores do género feminino. Para esses, uma palavrinha só para dizer que vou passar por referir uma instituição cujo estatuto actual desconheço na totalidade, mas que na minha juventude desenvolvia a sua actividade em sede própria, casa alugada vulgarmente, e cujo funcionamento cheguei a conhecer. Sede e sucursais funcionavam em Évora nas Ruas do Terrique e Manuel de Olival, onde agora vivem famílias respeitáveis, de entre as quais algumas que fazem parte da minha curta lista de amizades. O meu leitor, de qualquer dos géneros, já se apercebeu de qual a instituição que comecei a referir: a Prostituição em casa aberta ao público – portanto organizada, legal (não sei se licenciada!) higienizada, asséptica, perfumada, com inspecções regulares pelos Serviços Oficiais de Saúde – em oposição ao negócio espúrio, clandestino, de beira- de-caminho, ou ao engate processado em tabernas periféricas, cuja proprietária com frequência geria simultaneamente os dois negócios.
A minha experiência limitou-se a escassas visitas a esses santuários, aos prostíbulos de porta aberta ao público, fáceis de identificar pela cortinas de chita que bamboleavam para a Rua, como os ramos de loureiro anunciavam, sem margem para dúvidas, a sede dos melhores Vinhos & Petiscos.
Era interessante, na altura, como as profissões transpiravam odores para a via pública que as identificavam à distância: descemos a Rua Miguel Bombarda, a do Hotel Planície (?), passamos por uma Tipografia secular, alguns metros de Rua cheiram a papel virgem, a tintas, a óleo das máquinas impressoras, a transpiração dos operários…
tudo em movimento rotativo, em carrossel, em vórtice, a dar aos pouco habituados uma volta à cabeça capaz de induzir o vómito.
Segue-se uma oficina de Sapataria: dois mestres, outros tantos aprendizes. O som é de martelos sobre a sola demolhada, chegando à Rua o cheiro e o som. O som, que se sobrepõe, de maneira compassada, a uma amálgama musical com epicentro num rádio Phillips de válvulas, com uma luzinha verde a catrapiscar.
Duas Tabernas concorrentes – uma à direita de quem desce, a outra ao fundo, de gaveto, emitindo olores vulcânicos de iguarias carregadas de louro e de vinagre. No Inverno, o cheiro destes santuários invade a Rua toda.
Isto para dizer, com ressaibos talvez corporativistas, que as Ruas que albergam casas de prostituição têm um cheiro peculiar a água com sabão azul, a permaganato de potássio – não sei como estes odores se instalam na calçada - e a desinfectantes baratos que abrem caminho aos perfumes asiáticos.
Isto ainda para dizer o quê?: que o interior destas casas de comércio obedece a uma planta universal, com mobiliário de série, com destaque para um canapé de fundo de buinho, ornamentado de almofadas puídas pelo tempo e pelo uso.
E é aqui que vou deixar de abusar da sua paciência: quem ouse sentar-se no garrido canapé, fica sujeito a um jogo de sedução feminina de que dificilmente se liberta: “estás bonito, já tinha saudades tuas, vê lá se te lembraste mais de mim”…tudo consertado com carícias estrategicamente localizadas, a ponto de tornar a vítima incapaz de um gesto de defesa.
Isto, finalmente, para dizer o quê?:
Que a vida das pessoas – TODAS as pessoas – é um ininterrupto jogo de sedução de canapé. Perdidos estão todos os que pensam que é impunemente que aí se sentam
SENTAR NO CANAPÉ
Há, entre quem tem a paciência de me ler, leitores do género feminino. Para esses, uma palavrinha só para dizer que vou passar por referir uma instituição cujo estatuto actual desconheço na totalidade, mas que na minha juventude desenvolvia a sua actividade em sede própria, casa alugada vulgarmente, e cujo funcionamento cheguei a conhecer. Sede e sucursais funcionavam em Évora nas Ruas do Terrique e Manuel de Olival, onde agora vivem famílias respeitáveis, de entre as quais algumas que fazem parte da minha curta lista de amizades. O meu leitor, de qualquer dos géneros, já se apercebeu de qual a instituição que comecei a referir: a Prostituição em casa aberta ao público – portanto organizada, legal (não sei se licenciada!) higienizada, asséptica, perfumada, com inspecções regulares pelos Serviços Oficiais de Saúde – em oposição ao negócio espúrio, clandestino, de beira- de-caminho, ou ao engate processado em tabernas periféricas, cuja proprietária com frequência geria simultaneamente os dois negócios.
A minha experiência limitou-se a escassas visitas a esses santuários, aos prostíbulos de porta aberta ao público, fáceis de identificar pela cortinas de chita que bamboleavam para a Rua, como os ramos de loureiro anunciavam, sem margem para dúvidas, a sede dos melhores Vinhos & Petiscos.
Era interessante, na altura, como as profissões transpiravam odores para a via pública que as identificavam à distância: descemos a Rua Miguel Bombarda, a do Hotel Planície (?), passamos por uma Tipografia secular, alguns metros de Rua cheiram a papel virgem, a tintas, a óleo das máquinas impressoras, a transpiração dos operários…
tudo em movimento rotativo, em carrossel, em vórtice, a dar aos pouco habituados uma volta à cabeça capaz de induzir o vómito.
Segue-se uma oficina de Sapataria: dois mestres, outros tantos aprendizes. O som é de martelos sobre a sola demolhada, chegando à Rua o cheiro e o som. O som, que se sobrepõe, de maneira compassada, a uma amálgama musical com epicentro num rádio Phillips de válvulas, com uma luzinha verde a catrapiscar.
Duas Tabernas concorrentes – uma à direita de quem desce, a outra ao fundo, de gaveto, emitindo olores vulcânicos de iguarias carregadas de louro e de vinagre. No Inverno, o cheiro destes santuários invade a Rua toda.
Isto para dizer, com ressaibos talvez corporativistas, que as Ruas que albergam casas de prostituição têm um cheiro peculiar a água com sabão azul, a permaganato de potássio – não sei como estes odores se instalam na calçada - e a desinfectantes baratos que abrem caminho aos perfumes asiáticos.
Isto ainda para dizer o quê?: que o interior destas casas de comércio obedece a uma planta universal, com mobiliário de série, com destaque para um canapé de fundo de buinho, ornamentado de almofadas puídas pelo tempo e pelo uso.
E é aqui que vou deixar de abusar da sua paciência: quem ouse sentar-se no garrido canapé, fica sujeito a um jogo de sedução feminina de que dificilmente se liberta: “estás bonito, já tinha saudades tuas, vê lá se te lembraste mais de mim”…tudo consertado com carícias estrategicamente localizadas, a ponto de tornar a vítima incapaz de um gesto de defesa.
Isto, finalmente, para dizer o quê?:
Que a vida das pessoas – TODAS as pessoas – é um ininterrupto jogo de sedução de canapé. Perdidos estão todos os que pensam que é impunemente que aí se sentam
quinta-feira, 28 de Agosto de 2008
escrever no cimento
é o que fazem os pedreiros.
na chaminé das casas, nas soleiras das portas
como que para marcar a perenidade dos seus actos
dos seus trabalhos
dos seus feitos
inscrevem normalmente o ano
as minhas obras de pedreiro
não ultrapassam o efémero
sempre são
de curta duração
por isso não inscrevo nelas
mais do que o dia
e o mês
assino com um A
não de António,
por vergonha de
Anónimo
na chaminé das casas, nas soleiras das portas
como que para marcar a perenidade dos seus actos
dos seus trabalhos
dos seus feitos
inscrevem normalmente o ano
as minhas obras de pedreiro
não ultrapassam o efémero
sempre são
de curta duração
por isso não inscrevo nelas
mais do que o dia
e o mês
assino com um A
não de António,
por vergonha de
Anónimo
quarta-feira, 27 de Agosto de 2008
parece-me Justo
que os russos (comunistas?) não aceitem instalação de mísseis americanos na Polónia
como os americanos (capitalistas) ameaçaram com a III Guerra Mundial quando os russos tinham tudo preparado para instalar os seus na parceira ideológica Cuba.
quem não se lembra?
como os americanos (capitalistas) ameaçaram com a III Guerra Mundial quando os russos tinham tudo preparado para instalar os seus na parceira ideológica Cuba.
quem não se lembra?
terça-feira, 26 de Agosto de 2008
por causa
de pequeno incêndio
junto à grande
Fábrica do Divor
ardeu minha linha telefônica.
meu cordão umbilical
minha ligação ao mundo
- que são vocês vinte ou trinta
que têm paciência para me ler de vez em quando.
a linha, e eu, estamos re(s)postos
abraço
junto à grande
Fábrica do Divor
ardeu minha linha telefônica.
meu cordão umbilical
minha ligação ao mundo
- que são vocês vinte ou trinta
que têm paciência para me ler de vez em quando.
a linha, e eu, estamos re(s)postos
abraço
sábado, 23 de Agosto de 2008
do tempo
Rosto rugas
- rios de rugas –
Sem margens
Sem limites
(cordas)
Rosto Música
Rostro
Povich
Foto de Fernando Moital
tempo de caracóis
M E T A F Í S I C A ( no intervalo duma aula de condução )
Há muito mais metafísica em chupar caracóis do que na burguesa pessoana prática de comer chocolates . chocolates são uma coisa lisa plana geométrica euclidiana em que predominam rectas planos pontos ângulos quadrados ou rectângulos que destacamos com os dedos com estalinhos secos que nunca distinguimos se são do quebrar dos chocolates se dos próprios dedos
5º.
postulado de euclides:
“se uma linha rectacai em duas linhas rectas....”
aí está o chocolate. Euclideshá dois mil e trezentos anos inventou a fórmula da forma chocolatiana.
Que metafísica pode haver na forma física duma tablette?
Já com os caracóis assim não acontece
começa porque não são lisos
planos chatos – como os chocolates.
São volumosos e helicoidais
a um produtor de chocolates chama-se friamente
um industrial
Chocolateiro? Já viram bem?
Um produtor de caracóis designa-se
aristocraticamente por helicicultor!
A geometria da estruturacálcica do caracol é não-euclidiana:
elíptica talvez
ou hiperbólica
Não tanto da área de Pitágoras:num triângulo rectângulo....
apelando mais à utilização de PI
onde poisa maior concentração de metafísica?
E mais:você come um chocolate
e o que sobra?:uma prata amarrotada como um lenço de papel(acabado de assoar)
uma estúpida paisagem
dos Alpes da Suiça
com uma vaca azul
de manchas brancas.
Pelo contrário
e a questão aqui já é da própria Física
-você suga
os caracóis contidos num pequeno prato
e os despojos
já não vão caber
num pratinho exactamente igual
que lhe puseram
ao lado do copo de cerveja
Porquê?Parece legítimo perguntar
e entraríamos então
nos domínios de Arquimedes:que é uma mistura
de Euclides e Aristóteles, entende?
Onde, pois,mais metafísica?
:
em comer avidamente chocolates
ou chupar tranquilamente caracóis?
Para não falar
da clitoriana textura do molusco.
você se lembra, eu sei, este poema é do estio passado
DES...
efeito des...:
família insolvente aplica diariamente aos filhos, antes das refeições, um desaperitivo
rapaz proactivo sexual toma com regularidade um desafrodisíaco.
família insolvente aplica diariamente aos filhos, antes das refeições, um desaperitivo
rapaz proactivo sexual toma com regularidade um desafrodisíaco.
sexta-feira, 22 de Agosto de 2008
a modos que...
....uma preguiça mental, um breve exercício de auto-crítica que leva à conclusão de que não tenho nada de importante a comunicar a quem me lê, e aí estou abandonado ao spleen deste fim-de-verão aqui no Monte, feito feno fresco em mangedoura para os dentes afiados do burro que é o tempo.
também me gasto um pouco a ver televisão:
JO, Jogos Olímpicos, Olimpíadas...
ou a ler-me nos blogues onde consigo pôr (está bem, de ovos) algum breve comentário, que espero suscite a curiosidade de navegadores solitários como eu.
vamos ver como vou conseguir cozinhar esta caldeirada. Como sempre, em tudo, improvisada.
também me gasto um pouco a ver televisão:
JO, Jogos Olímpicos, Olimpíadas...
ou a ler-me nos blogues onde consigo pôr (está bem, de ovos) algum breve comentário, que espero suscite a curiosidade de navegadores solitários como eu.
vamos ver como vou conseguir cozinhar esta caldeirada. Como sempre, em tudo, improvisada.
quinta-feira, 21 de Agosto de 2008
mensagem
Évora ganhou
-Portugal ganhou com Évora
Viva Évora
Viva Portugal,
etc e tal
etc e tal, etc e tal
-Portugal ganhou com Évora
Viva Évora
Viva Portugal,
etc e tal
etc e tal, etc e tal
terça-feira, 19 de Agosto de 2008
Olimpicus/Olimpacus
na Vela - não velámos ninguém, velaram-nos a nós
no salto....ficámo-nos pelo sobressalto
- que é modalidade nova, pré-olímpica
estamos em preparação para Londres
no salto....ficámo-nos pelo sobressalto
- que é modalidade nova, pré-olímpica
estamos em preparação para Londres
mimetismo
segunda-feira, 18 de Agosto de 2008
não confundir ou o valor do hífen
meias-finais (prova de apuramento para provas finais)
meias finais (último par de meias = meias de defunto)
meias finais (último par de meias = meias de defunto)
sábado, 16 de Agosto de 2008
húmido e quente
os bébés de mama
têm cheiro
a frutos tropicais:
manga?
mamão?
maracujá?
todos talvez
fruta-pão
banana
sementes de cacau
a frutos tropicais
sob o calor húmido
de Luanda
ou de
Macau
têm cheiro
a frutos tropicais:
manga?
mamão?
maracujá?
todos talvez
fruta-pão
banana
sementes de cacau
a frutos tropicais
sob o calor húmido
de Luanda
ou de
Macau
quinta-feira, 14 de Agosto de 2008
resultados
estes Jogos estão a ser para nós
mais picos do que
Olímpi
Boas férias - a despeito do Outono - bons banhos, ah, a propósito de banhos, velho poeminha com mais de 30 anos:
cheguei a casa
tomei um banho
- não muito grande,
do meu tamanho
do meu tamanho
do meu feitio
Cheguei a casa
tomei um banho
-não muito quente,
não muito frio
Valeu a pena? ou acha que era melhor ter ficado sossegado?
mais picos do que
Olímpi
Boas férias - a despeito do Outono - bons banhos, ah, a propósito de banhos, velho poeminha com mais de 30 anos:
cheguei a casa
tomei um banho
- não muito grande,
do meu tamanho
do meu tamanho
do meu feitio
Cheguei a casa
tomei um banho
-não muito quente,
não muito frio
Valeu a pena? ou acha que era melhor ter ficado sossegado?
quarta-feira, 13 de Agosto de 2008
GENÉSIO PONTES
Quadra Monumental - que serve de Mote a umas décimas:
neste falso mundo novo
onde a guerra os bens consome
não se mata a fome ao povo
só se mata o povo à fome
grandes parabens ao amigo Genésio. É de Génio
neste falso mundo novo
onde a guerra os bens consome
não se mata a fome ao povo
só se mata o povo à fome
grandes parabens ao amigo Genésio. É de Génio
terça-feira, 12 de Agosto de 2008
DÉCIMAS DO IGREJINHENSE GENÉSIO PONTES
DÉCIMAS DO GENÉSIO PONTES
Visco branco e palmeirão
Vara de ouro e pilriteiro
O cardo-santo e rinchão
Fel da terra e noveleiro
Verónica e trepadeira
Feto-macho, valeriana
Tramazeira e verbena
Sanamuda e ulmeira
Mil folhas e cerejeira
Urze e selo de Salomão
Goivo e amor de hortelão
Canabras e avoadinha
Espinheiro e sargacinha
Visco-branco e almeirão
Betónica e pulmonária
Sanícula e tasneirinha
Sarão-curto e cavalinha
Pinheiro silvestre avelária
Pepino S.Gregório, aliaria
Douradinha e sabugueiro
Norsa-preta e alfeneiro
Nevada dos gatos, violeta
Luminária e faia-preta
Vara de ouro e pilriteiro
Erva S. Roberto, ficária
Tussilagem, salgueirinha
Trevo de água, carvalinha
Ninho de cuco, vulneraria
Silvão-macho e fumaria
Celidónia, dente-leão
Consola-real, urtigão
Feto real, morangueiro
O cardo-santo, rinchão
Alfazema e escrofolária
Alecrim e pimpinela
Erva terrestre e rosela
Cardo-corredor, saponária
Nevada, papoila ordinária
Mangerona, marmeleiro
Erva-férrea, algodoeiro,
Silva-macha, matricária
Pé-de-leão, paritária
Fel da terra, nevoleiro
Visco branco e palmeirão
Vara de ouro e pilriteiro
O cardo-santo e rinchão
Fel da terra e noveleiro
Verónica e trepadeira
Feto-macho, valeriana
Tramazeira e verbena
Sanamuda e ulmeira
Mil folhas e cerejeira
Urze e selo de Salomão
Goivo e amor de hortelão
Canabras e avoadinha
Espinheiro e sargacinha
Visco-branco e almeirão
Betónica e pulmonária
Sanícula e tasneirinha
Sarão-curto e cavalinha
Pinheiro silvestre avelária
Pepino S.Gregório, aliaria
Douradinha e sabugueiro
Norsa-preta e alfeneiro
Nevada dos gatos, violeta
Luminária e faia-preta
Vara de ouro e pilriteiro
Erva S. Roberto, ficária
Tussilagem, salgueirinha
Trevo de água, carvalinha
Ninho de cuco, vulneraria
Silvão-macho e fumaria
Celidónia, dente-leão
Consola-real, urtigão
Feto real, morangueiro
O cardo-santo, rinchão
Alfazema e escrofolária
Alecrim e pimpinela
Erva terrestre e rosela
Cardo-corredor, saponária
Nevada, papoila ordinária
Mangerona, marmeleiro
Erva-férrea, algodoeiro,
Silva-macha, matricária
Pé-de-leão, paritária
Fel da terra, nevoleiro
BX
Banho do XiXi
Na Praia. Nunca fez?
o chichi que a gente faz
na água fria do Mar
é a pensar que é capaz
de pôr o Mar a escaldar
Na Praia. Nunca fez?
o chichi que a gente faz
na água fria do Mar
é a pensar que é capaz
de pôr o Mar a escaldar
JOGOS DE MENTIRA
mentira dos jogos:
A esperança de medalhas olímpicas para Portugal tem muito pouco a ver com atletas nascidos no país. É glória comprada. À semelhança, aliás, com o que acontece em quase todo o mundo. Globalização?
O Brasil exporta praticantes desportivos - como S. Tomé e Príncipe enchia os Portos mundiais com o seu cacau. Não há club de futebol mundial, que entre em competições supranacionais, que não tenha nas suas fileiras um Ronaldinho ou um Luisão de origem brasileira.
Raro não é também que esses morenaços se naturalizem nas Suécias onde decidiram instalar-se.
Há dois dias, um olímpico Geórgia X Brasil, em Voleibol de Praia, era dirimido entre 4 praticantes brasileiros: dois de cada lado
Creio que ganharam os brasileiros da Geórgia.
Não tardará que o Dubai ou os Emiratos árabes Unidos venham a destronar os tradicionais ganhadores de medalhas e coroas de ramos de loureiro.
É justo!
A esperança de medalhas olímpicas para Portugal tem muito pouco a ver com atletas nascidos no país. É glória comprada. À semelhança, aliás, com o que acontece em quase todo o mundo. Globalização?
O Brasil exporta praticantes desportivos - como S. Tomé e Príncipe enchia os Portos mundiais com o seu cacau. Não há club de futebol mundial, que entre em competições supranacionais, que não tenha nas suas fileiras um Ronaldinho ou um Luisão de origem brasileira.
Raro não é também que esses morenaços se naturalizem nas Suécias onde decidiram instalar-se.
Há dois dias, um olímpico Geórgia X Brasil, em Voleibol de Praia, era dirimido entre 4 praticantes brasileiros: dois de cada lado
Creio que ganharam os brasileiros da Geórgia.
Não tardará que o Dubai ou os Emiratos árabes Unidos venham a destronar os tradicionais ganhadores de medalhas e coroas de ramos de loureiro.
É justo!
segunda-feira, 11 de Agosto de 2008
Pessoa? - Nunca
também eu gostava de ter escrito O Livro do Desassossego
- sem saber que Fernando Pessoa
existia
- sem saber que Fernando Pessoa
existia
mensagens
adoro estes mensageiros
que alternam
a sua religião: Deus; Jesus; Nossa Senhora....
com as mais desbragadas imagens
de
pornografia
e são gente de Missa
que alternam
a sua religião: Deus; Jesus; Nossa Senhora....
com as mais desbragadas imagens
de
pornografia
e são gente de Missa
doMar
domingo, 10 de Agosto de 2008
crónica a publicar em Noticias do Alentejo
INSTRUÇÕES PRIMÁRIAS
PEQUINIZAÇÃO DO SUCESSO NACIONAL
Olímpico, claro, que na fase de gestação da crónica não se sabe ainda quantas medalhas vão voar até este extremo (fim? princípio?) da Europa.
Fim para alguns: “onde a Terra acaba e o Mar começa…”, ou coisa semelhante, ou princípio, porta de entrada da Europa: “onde o Mar acaba e a Terra principia….” – estou no meu direito de sugerir.
Jogos Olímpicos portanto – velhos de mais de dois mil anos, associados a festividades religiosas – deuses ou semi, que iam de Apolo a Posídon, até chegar a Zeus, como que deus dos deuses.
Os heróis vencedores destas jornadas eram vitoriados no último dia do certame, em sessão pública de encerramento, coroados com ramos de loureiro nos Jogos Píticos; ramos de aipo nos Nemeus; de pinheiro nos Jogos Ístmicos; coroas de ramos de oliveira nos verdadeiros Jogos Olímpicos.
Nenhum, hoje, não direi vencedor, simples participante se contentaria com prémios de origem florestal, ou mesmo hortícola, como no caso do delicioso aipo culinário. Euros sim; dólares; ienes – metal sonante em complemento dos metais contidos nas medalhas.
Diz a minha fonte:
“no início todos os atletas eram amadores; com o passar do tempo começaram a receber prémios monetários não só pela vitória como pela participação nos Jogos. A única excepção a esta prática foram os Jogos Olímpicos”
Como puro exercício de especulação, ponhamos alguns dos actuais super-campeões a descerem de helicóptero em Corinto ou Olímpia, em pleno decurso dos seus Jogos. Lembremos que as modalidades praticadas iam do Box às Corridas equestres, passando pela luta-livre; lançamento de disco; remo; pentatlo, saltos – pouco mais.
Imaginemos o salto em comprimento, cujas marcas desconheço mas que, com algum optimismo, não iriam além dos 5 metros. Cinco metros?: é o comprimento desta sala. Duvido que alguém há mais dois mil anos conseguisse transpor esta distância….
Chegaria a nossa(?) Naíde Gomes – mulher inda por cima – falaria com o Director da prova, com vossa licença deixem-me lá experimentar. E numa primeira tentativa ultrapassava os 7 metros….
Gomes seria de imediato promovida a deusa.
Os Jogos, considerados manifestações pagãs, são interrompidos em 391 por decreto do imperador romano Teodósio I. Só retomados em finais do séc.XIX, por influência do barão Pierre de Coubertain, com realização em Atenas – capital da Pátria original do a que hoje se chamaria de “grandioso Evento”.
Só referir que nesta reposição a célebre Maratona foi ganha pelo grego Spyridou Louis, que fez todo o percurso acompanhado pelo seu fiel inseparável companheiro – o cachorrito ZEUS.
Esta longa, e talvez despropositada introdução, para dizer o quê? que nesta altura do campeonato ainda não há medalhas para Portugal. Nem nos deva custar que as não haja até o fim. Custem-nos sim as explicações pacóvias do estilo: o árbitro estava feito para dar a vitória à minha adversária; para a próxima não falha: tenho pela frente 4 anos para me preparar
Ou dos comentadores: não é desonra perder por 16 centésimos de segundo – o que, numa prova de 100 metros de natação basta para remeter o concorrente para além do vigésimo lugar.
O drama é que os problemas do desporto são iguais aos problemas do país.
Esperemos performances mais consentâneas com os targets estabelecidos. No desporto e não só
Bons Banhos
PEQUINIZAÇÃO DO SUCESSO NACIONAL
Olímpico, claro, que na fase de gestação da crónica não se sabe ainda quantas medalhas vão voar até este extremo (fim? princípio?) da Europa.
Fim para alguns: “onde a Terra acaba e o Mar começa…”, ou coisa semelhante, ou princípio, porta de entrada da Europa: “onde o Mar acaba e a Terra principia….” – estou no meu direito de sugerir.
Jogos Olímpicos portanto – velhos de mais de dois mil anos, associados a festividades religiosas – deuses ou semi, que iam de Apolo a Posídon, até chegar a Zeus, como que deus dos deuses.
Os heróis vencedores destas jornadas eram vitoriados no último dia do certame, em sessão pública de encerramento, coroados com ramos de loureiro nos Jogos Píticos; ramos de aipo nos Nemeus; de pinheiro nos Jogos Ístmicos; coroas de ramos de oliveira nos verdadeiros Jogos Olímpicos.
Nenhum, hoje, não direi vencedor, simples participante se contentaria com prémios de origem florestal, ou mesmo hortícola, como no caso do delicioso aipo culinário. Euros sim; dólares; ienes – metal sonante em complemento dos metais contidos nas medalhas.
Diz a minha fonte:
“no início todos os atletas eram amadores; com o passar do tempo começaram a receber prémios monetários não só pela vitória como pela participação nos Jogos. A única excepção a esta prática foram os Jogos Olímpicos”
Como puro exercício de especulação, ponhamos alguns dos actuais super-campeões a descerem de helicóptero em Corinto ou Olímpia, em pleno decurso dos seus Jogos. Lembremos que as modalidades praticadas iam do Box às Corridas equestres, passando pela luta-livre; lançamento de disco; remo; pentatlo, saltos – pouco mais.
Imaginemos o salto em comprimento, cujas marcas desconheço mas que, com algum optimismo, não iriam além dos 5 metros. Cinco metros?: é o comprimento desta sala. Duvido que alguém há mais dois mil anos conseguisse transpor esta distância….
Chegaria a nossa(?) Naíde Gomes – mulher inda por cima – falaria com o Director da prova, com vossa licença deixem-me lá experimentar. E numa primeira tentativa ultrapassava os 7 metros….
Gomes seria de imediato promovida a deusa.
Os Jogos, considerados manifestações pagãs, são interrompidos em 391 por decreto do imperador romano Teodósio I. Só retomados em finais do séc.XIX, por influência do barão Pierre de Coubertain, com realização em Atenas – capital da Pátria original do a que hoje se chamaria de “grandioso Evento”.
Só referir que nesta reposição a célebre Maratona foi ganha pelo grego Spyridou Louis, que fez todo o percurso acompanhado pelo seu fiel inseparável companheiro – o cachorrito ZEUS.
Esta longa, e talvez despropositada introdução, para dizer o quê? que nesta altura do campeonato ainda não há medalhas para Portugal. Nem nos deva custar que as não haja até o fim. Custem-nos sim as explicações pacóvias do estilo: o árbitro estava feito para dar a vitória à minha adversária; para a próxima não falha: tenho pela frente 4 anos para me preparar
Ou dos comentadores: não é desonra perder por 16 centésimos de segundo – o que, numa prova de 100 metros de natação basta para remeter o concorrente para além do vigésimo lugar.
O drama é que os problemas do desporto são iguais aos problemas do país.
Esperemos performances mais consentâneas com os targets estabelecidos. No desporto e não só
Bons Banhos
sábado, 9 de Agosto de 2008
sexta-feira, 8 de Agosto de 2008
OLÍMPICOS
porquê Pequim
- uma espécie de pequeno pecado original
em vez de BEIJING
de quem como que passa
a vida a dar BEIJINhos
?
- uma espécie de pequeno pecado original
em vez de BEIJING
de quem como que passa
a vida a dar BEIJINhos
?
PRAIA
um homem na Praia
com um cão
(um Dalamata?)
e um calção
com o padrão
(desenho e cor)
da pele do cão
questão:
?
de onde partiu o homem
para a peculiar
cena de Verão?:
do cão (Dalmata?) sarapintado
para a idiossincrasia
do calção
ou do calção sarapintado
para a pele mosqueada do
seu cão
porque não soube
na Praia responder
e agora já em casa também não
a quem tiver a paciência de me ler
deixo a intrigante
interrogação
com um cão
(um Dalamata?)
e um calção
com o padrão
(desenho e cor)
da pele do cão
questão:
?
de onde partiu o homem
para a peculiar
cena de Verão?:
do cão (Dalmata?) sarapintado
para a idiossincrasia
do calção
ou do calção sarapintado
para a pele mosqueada do
seu cão
porque não soube
na Praia responder
e agora já em casa também não
a quem tiver a paciência de me ler
deixo a intrigante
interrogação
OLÁS
fim-de-férias
como tinha ameaçado, cá estou de novo a chatear
dia 8, do mês de 8, do ano se 2008, cá estou regressado de 3 dias malmedidos
de passeios pela areia e pelas rochas afiadas que retalham a sola dos pés
do mais resistente caminheiro
só dizer que me deu, de volta, para lavar o carro,
e meter a mangueira pela primeira vez
pelo labirintico guarda-lamas
lama por tudo quanto é sítio
entendo o porquê do nome: é mesmo parte da chaparia onde se guarda
a mistura peganhenta de argila e água
ao longo de um Outono
e um Inverno
tenho o carro há cerca de 4 anos. Pois desde essa época que o simp
e aristocrático Mercedes
tem lama acumulada nos respectivos guarda-Lamas
e me parece até, pala amostra da lavagem,
que já tem lama
adiantada
de dois ou três Invernos que hão-de-vir
como tinha ameaçado, cá estou de novo a chatear
dia 8, do mês de 8, do ano se 2008, cá estou regressado de 3 dias malmedidos
de passeios pela areia e pelas rochas afiadas que retalham a sola dos pés
do mais resistente caminheiro
só dizer que me deu, de volta, para lavar o carro,
e meter a mangueira pela primeira vez
pelo labirintico guarda-lamas
lama por tudo quanto é sítio
entendo o porquê do nome: é mesmo parte da chaparia onde se guarda
a mistura peganhenta de argila e água
ao longo de um Outono
e um Inverno
tenho o carro há cerca de 4 anos. Pois desde essa época que o simp
e aristocrático Mercedes
tem lama acumulada nos respectivos guarda-Lamas
e me parece até, pala amostra da lavagem,
que já tem lama
adiantada
de dois ou três Invernos que hão-de-vir
terça-feira, 5 de Agosto de 2008
críticas
femininas
aceito a eu deixar a tampa da sanita levantada
quando eu deixar de a encontrar em baixo
após a senhora a ter utilizado
tá?
aceito a eu deixar a tampa da sanita levantada
quando eu deixar de a encontrar em baixo
após a senhora a ter utilizado
tá?
por uns tempos
umas horas
as horas de dois dias
três se tanto
até aos jogos Olímpicos de Pequim
vou estar ausente
quer dizer:
vou não estar
não é que vá participar nos Jogos
-em jogos já eu participo
desde que vi pela primeira vez a luz do dia
só então avisar
que por estes dias vou
não estar
as horas de dois dias
três se tanto
até aos jogos Olímpicos de Pequim
vou estar ausente
quer dizer:
vou não estar
não é que vá participar nos Jogos
-em jogos já eu participo
desde que vi pela primeira vez a luz do dia
só então avisar
que por estes dias vou
não estar
segunda-feira, 4 de Agosto de 2008
o que é feito
da preciosidade alentejana que dava pelo nome precioso de
ALENTEJANDO
?
A quem souber, peço o obséquio de me informar.
também tenho direito a qualidade
ALENTEJANDO
?
A quem souber, peço o obséquio de me informar.
também tenho direito a qualidade
sobre notícia
do PÚBLICO em que o governo sugere possibilidade de pagamento em espécie:
da produção nacional
melhor ao fim e ao cabo
é dar um salto ao nabal
e pagar ao povo em nabo
da produção nacional
melhor ao fim e ao cabo
é dar um salto ao nabal
e pagar ao povo em nabo
não sei
mas não me importava
que esta quadra fosse minha: Pra Pular
se mentir desse coceira
como sarna ou escarlatina
muita gente à tua beira
já tinha a pele em ruina
que esta quadra fosse minha: Pra Pular
se mentir desse coceira
como sarna ou escarlatina
muita gente à tua beira
já tinha a pele em ruina
semântica
nem sempre que respondo "Giro" quer dizer que achei piada
muitas vezes significa:
"vou dar uma volta"
muitas vezes significa:
"vou dar uma volta"
domingo, 3 de Agosto de 2008
amor adolescente
que nunca amar nos canse
e o mundo mude
e cada um de nós ajude
e o mundo avance
e cada um de nós avance
e o mundo ajude
(anos 70)
e o mundo mude
e cada um de nós ajude
e o mundo avance
e cada um de nós avance
e o mundo ajude
(anos 70)
sábado, 2 de Agosto de 2008
Kultura
Index = indez no meu tempo de miudo, o ovo que se deixava no (linheiro) ninheiro para levar as galinhas a porem mais naquele sítio.
usamos, no nosso dia-a-dia, com deplorável frequência, a estratégia do indez!
usamos, no nosso dia-a-dia, com deplorável frequência, a estratégia do indez!
não confundir
o modernaço palavrão clus(s)ter - que significa, em última instância meter no cofre
com o velho doméstico equipamento clis(s)ter - que serve, como todos nós sabemos,
em última instãncia para meter noutro lugar
com o velho doméstico equipamento clis(s)ter - que serve, como todos nós sabemos,
em última instãncia para meter noutro lugar
AS MINHAS ROSAS
sexta-feira, 1 de Agosto de 2008
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