:
vota não o irlandês
o Tratado de Lisboa
vá prá senhora que o fez
que há-de ser boa pessoa
já o português não vota
por não ser matéria lúdica
negoceia faz batota
na Assembleia da República
pelo tratado de Lisboa
ficamos pior que dantes
quem já tem a vida boa
é que faz vénia aos tratantes
se é legítimo dizer
que os da marcha são marchantes
...............................................
deixo ao seu crtitério o fim da quadra
abraços/beijinhos
sexta-feira, 31 de Outubro de 2008
apontamentos guarda-factos
:
1-queixo/queixar/queixal
2-garrafa de gás/garrafa de wisky ( devia ser para comprar)
3-auto da Barca do Inverno
4- auto-estima - não confundir com estimar auto
5-hora de se tornar pretérito (devia ser para anunciar morte de alguém)
6-inovação - óculos inquebráveis (não confundir com incobráveis)
7-blogtaylors - não sei do que se trata
8-TIologia - piada, claro
9- Marte- Phoenix (sonda? acho que sim)
10- simulacro de poema:
inspiração.
inspirado
expirado
simplesmente pirado
11- tire daí o TIR TIRodependência (atributo nacional)
12- uma aranha pequenita insinuou-se no teclado
1-queixo/queixar/queixal
2-garrafa de gás/garrafa de wisky ( devia ser para comprar)
3-auto da Barca do Inverno
4- auto-estima - não confundir com estimar auto
5-hora de se tornar pretérito (devia ser para anunciar morte de alguém)
6-inovação - óculos inquebráveis (não confundir com incobráveis)
7-blogtaylors - não sei do que se trata
8-TIologia - piada, claro
9- Marte- Phoenix (sonda? acho que sim)
10- simulacro de poema:
inspiração.
inspirado
expirado
simplesmente pirado
11- tire daí o TIR TIRodependência (atributo nacional)
12- uma aranha pequenita insinuou-se no teclado
quinta-feira, 30 de Outubro de 2008
governo global
o que sofrem, mesmo nesta ponta final, os desgraçados dos dois candidatos à presidência de um dos maiores e mais loucos países do Mundo!
uma maratona de viagens, de contactos, de festas, de comícios, de discursos, de ovações e apupos, de ameaças de morte, de escutar Bandas e Concertos...
por que não produzir este espectáculo logo à escala mundial? o nosso (salvo seja, lagarto, lagarto, lagarto) Durão Barroso não é o Homem Forte da Europa? o Grande timoneiro - para usar uma expressão que lhe deve ser familiar?
em vez dos 50 (?) estados americanos, era juntar-lhes mais os 200 e tal do resto do Mundo, e estava completa a caldeirada.
não se sabe, de sondagem segura, que Obama ganharia na Europa por uma margem volumosa?
80% - 90% ? e se fosse Putin, ou Nino Vieira, ou Cavaco Silva - qual seria a reação a nível mundial?
o presidente dos EU Mundiais bem podia sair do Luxemburgo ou do Bourkina Fasso. Po que não do Quénia, como parece que vai sair o da América?
só que o homenzinho seria logo investido da responsabilidade de governar o mundo- incluindo a China, as duas Coreias, a Russia, o Iraque e o Irão, o Afeganistão, Palestina e Israel, o Vaticano....
os países - 200 e não sei quantos - manteriam uma forte autonomia: bandeira e hino nacionais, língua e História Pátria, como acontece agora em relação à CE, mesmo governos e outros órgãos de poder - tudo subordinado a uma política global dimanada de um Governo Mundial, com sede a escolher, ou rotativa,ainda e de novo como acontece na Comunidade Europeia. Neste momento é a França e o senhor Sarkozy - o beijoqueiro, que já vai causando engulhos ao casal Merkl (?) da Alemanha. estão a ver?
bom, deixo a dica, e espero que quem me lê tenha a generosidade de adoptar a proposta, e subscrevê-la. cuidarei de enviá-la para a ONU, tão mal a vez tenha reunido as primeiras 5 (cinco) assinaturas. Vale?
abraços a vocês, e, olhem, agasalhem-se, que o tempo não está pra brincadeiras
uma maratona de viagens, de contactos, de festas, de comícios, de discursos, de ovações e apupos, de ameaças de morte, de escutar Bandas e Concertos...
por que não produzir este espectáculo logo à escala mundial? o nosso (salvo seja, lagarto, lagarto, lagarto) Durão Barroso não é o Homem Forte da Europa? o Grande timoneiro - para usar uma expressão que lhe deve ser familiar?
em vez dos 50 (?) estados americanos, era juntar-lhes mais os 200 e tal do resto do Mundo, e estava completa a caldeirada.
não se sabe, de sondagem segura, que Obama ganharia na Europa por uma margem volumosa?
80% - 90% ? e se fosse Putin, ou Nino Vieira, ou Cavaco Silva - qual seria a reação a nível mundial?
o presidente dos EU Mundiais bem podia sair do Luxemburgo ou do Bourkina Fasso. Po que não do Quénia, como parece que vai sair o da América?
só que o homenzinho seria logo investido da responsabilidade de governar o mundo- incluindo a China, as duas Coreias, a Russia, o Iraque e o Irão, o Afeganistão, Palestina e Israel, o Vaticano....
os países - 200 e não sei quantos - manteriam uma forte autonomia: bandeira e hino nacionais, língua e História Pátria, como acontece agora em relação à CE, mesmo governos e outros órgãos de poder - tudo subordinado a uma política global dimanada de um Governo Mundial, com sede a escolher, ou rotativa,ainda e de novo como acontece na Comunidade Europeia. Neste momento é a França e o senhor Sarkozy - o beijoqueiro, que já vai causando engulhos ao casal Merkl (?) da Alemanha. estão a ver?
bom, deixo a dica, e espero que quem me lê tenha a generosidade de adoptar a proposta, e subscrevê-la. cuidarei de enviá-la para a ONU, tão mal a vez tenha reunido as primeiras 5 (cinco) assinaturas. Vale?
abraços a vocês, e, olhem, agasalhem-se, que o tempo não está pra brincadeiras
paradigma
"onde a Terra acaba e o Mar começa "
. daqui para diante, só água, só Mar
por que não lutar por alterar a topologia europeia do país?
vendê-lo como porta de entrada (pórtico) da Europa? Para os que vêm de África, das Américas, do Mundo?
"onde o Mar acaba e a Terra principia"
. daqui para diante, só água, só Mar
por que não lutar por alterar a topologia europeia do país?
vendê-lo como porta de entrada (pórtico) da Europa? Para os que vêm de África, das Américas, do Mundo?
"onde o Mar acaba e a Terra principia"
o mundo é um bordel
passamos o tempo a nos vendermos e comprarmos, normalmente baratos.
do mais insolvente sem-abrigo ao empresário, ao padre, ao político mais qualificados
do mais insolvente sem-abrigo ao empresário, ao padre, ao político mais qualificados
quarta-feira, 29 de Outubro de 2008
terça-feira, 28 de Outubro de 2008
LS
INSTRUÇÕES PRIMÁRIAS
SMALL IS BEAUTIFUL
O que é pequenino é bonito: uma criança; um cachorrito; um gatito bebé; um pequeno quintal cultivado com sentido estético; um teatrinho de Bairro; um cavaquinho…
A dimensão dispersa a qualidade dos sentidos. O cheiro de um bom café, do fumo de um charuto de elevada qualidade – devem ser apercebidos de maneira mais intensa, concentrada, por um indivíduo de 50 quilos do que por um latagão de 150…
Teoria? Seja – igual a tantas outras.
O paradigma em ruptura, o estilo de vida que esboroa a todo o instante bem pode ser classificado de, ocorre-me agora, Modelo Limousine. Economia Limousine. Actividade financeira Limousine; vida cultural Limousine; compra de casa Limousine; compras domésticas diárias Limousine. É tudo à grande, minha gente.
Quando eu era puto, vai lá uma eternidade, para se viajar entre o Almadafe (meu fojo) e a Casa-Branca (freguesia) a 5 Kms de estrada macadame – era de carroça, bicicleta, ou mais frequentemente a pé. Os casamentos, por exemplo, eram feitos em carros de parelhas engalanados – tantos quantos os suficientes para transportarem as dezenas de convidados até à Igreja da Aldeia, onde se realizava a cerimónia. O casamento da prima Joana Carapinha com o sapateiro António Varela – porque os pais fossem já gente de alguns teres, mas sobretudo possuídos avant-la- lettre do que acabamos de identificar como sindroma Limousine, retiram-se de cuidados e contratam, para transportar os convidados do grandioso casamento – em substituição dos tradicionais carros de muares – a camioneta da carreira. Para os noivos, alugam o Táxi do Delfino
Quando as nossas Universidades estabelecem protocolos com as grandes Universidades americanas; quando a nossa maltrapilha economia se abre aos grandes potentados mundiais em detrimento de mercados da nossa dimensão, estamos irremediavelmente mergulhados no SL (já sabe, sindroma Limousine – LS, se quiser, à inglesa)
O excelentíssimo senhor presidente da Adega Cooperativa, quando toda a atmosfera exala um saudável cheiro a vinho novo, remata o seu discurso com “ e a seguir quero convidar V.Exas para um Coffee Brake a ter lugar …. Presidente, um TINTO BRAKE, caramba, qual coffee brake qual caneco, e que V.Exas, Presidente…
15 mil famílias, dizem as estatísticas, com a corda na garganta para pagar o T3 em Caracavelos, o T2 no Resort de Tróia, ou o T1 no condomínio não sei quantos da Quinta da Marinha. É evidente que todos temos direito ao conforto, à privacidade, a desfrutar de paisagens frescas e bucólicas de abetos e de bétulas, com passarinhos a cantar por tudo quanto é sítio. Todos temos direito ao S. Carlos e ao Gambrinos, às camisas de seda e às gravatas de 200 €, às férias no Brasil ou nas Maldivas. A tirar retratos às crianças chapinhando de maneira grácil nas águas do TasMahl ou contemplando as neves eternas do Kilimanjaro….
Do meu tempo de arroubos literários, lembro-me de ter produzido a minha versão de “Os Direitos do Homem”, com uma alínea que prescreve o direito universal a um prato:
Toda a gente nasce com direito a um prato
- note-se, vazio
Ninguém nasce com direito a um prato cheio
Pretender enchê-lo diariamente de iguarias em vez de alimentos, também isso é SL
E toda a nossa vida, caros conterrâneos, tem sido, quando não um exibir de Limousine, pelo menos um permanente aluguer do Táxi do Delfino
Deixo-Vos com um que já vai apetecendo caloroso abraço
SMALL IS BEAUTIFUL
O que é pequenino é bonito: uma criança; um cachorrito; um gatito bebé; um pequeno quintal cultivado com sentido estético; um teatrinho de Bairro; um cavaquinho…
A dimensão dispersa a qualidade dos sentidos. O cheiro de um bom café, do fumo de um charuto de elevada qualidade – devem ser apercebidos de maneira mais intensa, concentrada, por um indivíduo de 50 quilos do que por um latagão de 150…
Teoria? Seja – igual a tantas outras.
O paradigma em ruptura, o estilo de vida que esboroa a todo o instante bem pode ser classificado de, ocorre-me agora, Modelo Limousine. Economia Limousine. Actividade financeira Limousine; vida cultural Limousine; compra de casa Limousine; compras domésticas diárias Limousine. É tudo à grande, minha gente.
Quando eu era puto, vai lá uma eternidade, para se viajar entre o Almadafe (meu fojo) e a Casa-Branca (freguesia) a 5 Kms de estrada macadame – era de carroça, bicicleta, ou mais frequentemente a pé. Os casamentos, por exemplo, eram feitos em carros de parelhas engalanados – tantos quantos os suficientes para transportarem as dezenas de convidados até à Igreja da Aldeia, onde se realizava a cerimónia. O casamento da prima Joana Carapinha com o sapateiro António Varela – porque os pais fossem já gente de alguns teres, mas sobretudo possuídos avant-la- lettre do que acabamos de identificar como sindroma Limousine, retiram-se de cuidados e contratam, para transportar os convidados do grandioso casamento – em substituição dos tradicionais carros de muares – a camioneta da carreira. Para os noivos, alugam o Táxi do Delfino
Quando as nossas Universidades estabelecem protocolos com as grandes Universidades americanas; quando a nossa maltrapilha economia se abre aos grandes potentados mundiais em detrimento de mercados da nossa dimensão, estamos irremediavelmente mergulhados no SL (já sabe, sindroma Limousine – LS, se quiser, à inglesa)
O excelentíssimo senhor presidente da Adega Cooperativa, quando toda a atmosfera exala um saudável cheiro a vinho novo, remata o seu discurso com “ e a seguir quero convidar V.Exas para um Coffee Brake a ter lugar …. Presidente, um TINTO BRAKE, caramba, qual coffee brake qual caneco, e que V.Exas, Presidente…
15 mil famílias, dizem as estatísticas, com a corda na garganta para pagar o T3 em Caracavelos, o T2 no Resort de Tróia, ou o T1 no condomínio não sei quantos da Quinta da Marinha. É evidente que todos temos direito ao conforto, à privacidade, a desfrutar de paisagens frescas e bucólicas de abetos e de bétulas, com passarinhos a cantar por tudo quanto é sítio. Todos temos direito ao S. Carlos e ao Gambrinos, às camisas de seda e às gravatas de 200 €, às férias no Brasil ou nas Maldivas. A tirar retratos às crianças chapinhando de maneira grácil nas águas do TasMahl ou contemplando as neves eternas do Kilimanjaro….
Do meu tempo de arroubos literários, lembro-me de ter produzido a minha versão de “Os Direitos do Homem”, com uma alínea que prescreve o direito universal a um prato:
Toda a gente nasce com direito a um prato
- note-se, vazio
Ninguém nasce com direito a um prato cheio
Pretender enchê-lo diariamente de iguarias em vez de alimentos, também isso é SL
E toda a nossa vida, caros conterrâneos, tem sido, quando não um exibir de Limousine, pelo menos um permanente aluguer do Táxi do Delfino
Deixo-Vos com um que já vai apetecendo caloroso abraço
segunda-feira, 27 de Outubro de 2008
???
o que fez Magalhães (Fernando) por este nosso Portugal?
- o ter vendido os seus conhecimentos de navegação marítima aos espanhois?
- ou o ter nascido cá?
- isso também eu, e não virei nome nem de pacote de batatas fritas
- o ter vendido os seus conhecimentos de navegação marítima aos espanhois?
- ou o ter nascido cá?
- isso também eu, e não virei nome nem de pacote de batatas fritas
P´RA PULAR
não adianta disfarçar:
em matéria de cifrões
quem tem cem quer ter milhares
quem tem milhares quer milhões
em matéria de cifrões
quem tem cem quer ter milhares
quem tem milhares quer milhões
domingo, 26 de Outubro de 2008
excesso de liquidez
-constiparvo
- em risco iminente de liquefação total: pelo nariz, pela uretra
- pela extensa inumerável rede de poros espalhados pela cútis
- não corro o risco de ser comido. Bebido já não digo
- será pela vacina contra a gripe? nunca tinha tomado. agora, que tomei, olha, toma
- em secando, voltarei a Vós
abraços & beijinhos
- em risco iminente de liquefação total: pelo nariz, pela uretra
- pela extensa inumerável rede de poros espalhados pela cútis
- não corro o risco de ser comido. Bebido já não digo
- será pela vacina contra a gripe? nunca tinha tomado. agora, que tomei, olha, toma
- em secando, voltarei a Vós
abraços & beijinhos
sexta-feira, 24 de Outubro de 2008
agriões para o seu INVERNO
quinta-feira, 23 de Outubro de 2008
quarta-feira, 22 de Outubro de 2008
EUROmilhões
jogo no 10 - sai no 9
jogo nas estrelas 2 e 6 - sai nas estrelas 1 e 5
jogo no 20 - sai no 21
para mim,
NEUROmilhões.....
jogo nas estrelas 2 e 6 - sai nas estrelas 1 e 5
jogo no 20 - sai no 21
para mim,
NEUROmilhões.....
terça-feira, 21 de Outubro de 2008
diario maluco
agora passo muito tempo em casa
tenho que cozinhar as minhas refeições, lavar a loiça, aspirar alguma caliça de vez em quando, fazer uma ou duas máquinas de roupa por semana, servir duas refeições diárias à ninhada de 8 gatos (já se esquecia disso?) , estou à espera que uma carrada de estrume caia do céu aos trambolhões para fertilizar a minha pequena horta, onde tenho apenas, em fase de emergência, uma leira de espinafres e outra de nabiça, para além de um canteirito de coentros. Para a açorda, caramba. A Natureza é que é muito bem feita (regulada, como se diz agora por causa das finanças): aproxima-se o frio - já hipóteses de neve para amanhã na Serra da Estrela- e os coentros a medrarem como o buraco nos Bancos mundiais e nas Bolsas.
espero é que chova a sério- para ficar na cama até depois das oito, e passar o dia inteirinho em casa com o lume aceso pela primeira vez, e pôr uma panela de barro com água à volta do brasido, para a primeira açorda do outono.
a açorda não é uma refeição - é um ritual druida, que enche a casa toda até ao tecto de um cheiro quente a coentros e poejo, e a alho picante de selvagem, e a azeite amarelo como ouro fundido escorrendo de cadinho.
com o lume aceso é bom não se sair de casa
tenho que cozinhar as minhas refeições, lavar a loiça, aspirar alguma caliça de vez em quando, fazer uma ou duas máquinas de roupa por semana, servir duas refeições diárias à ninhada de 8 gatos (já se esquecia disso?) , estou à espera que uma carrada de estrume caia do céu aos trambolhões para fertilizar a minha pequena horta, onde tenho apenas, em fase de emergência, uma leira de espinafres e outra de nabiça, para além de um canteirito de coentros. Para a açorda, caramba. A Natureza é que é muito bem feita (regulada, como se diz agora por causa das finanças): aproxima-se o frio - já hipóteses de neve para amanhã na Serra da Estrela- e os coentros a medrarem como o buraco nos Bancos mundiais e nas Bolsas.
espero é que chova a sério- para ficar na cama até depois das oito, e passar o dia inteirinho em casa com o lume aceso pela primeira vez, e pôr uma panela de barro com água à volta do brasido, para a primeira açorda do outono.
a açorda não é uma refeição - é um ritual druida, que enche a casa toda até ao tecto de um cheiro quente a coentros e poejo, e a alho picante de selvagem, e a azeite amarelo como ouro fundido escorrendo de cadinho.
com o lume aceso é bom não se sair de casa
segunda-feira, 20 de Outubro de 2008
Sic
passagem de entrevista de Rádio Telefonia do Alentejo a Professor da Universidade de Évora e deputado da Assembleia da Républica:
......próxima década pode fazer do Alentejo a região mais rica do país
é assim mesmo, deputado/professor, e para quando da EUROPA?
:presunbenta e água-são cada quer toma a que qual
......próxima década pode fazer do Alentejo a região mais rica do país
é assim mesmo, deputado/professor, e para quando da EUROPA?
:presunbenta e água-são cada quer toma a que qual
é preciso não ter vergonha
BUSH:
américa vai liderar projecto de recuperação do sistema financeiro mundial
américa vai liderar projecto de recuperação do sistema financeiro mundial
metáforas
há quem recorra a imagens de desastres naturais: derrocada; hecatombe; tempestade; tufão; tsunami; vulcão
para definir a actual crise financeira
prefiro ainda assim terminologia do campo da medicina:
Senhoras Banca e Bolsa sofrendo de bulimia -fome insaciável,
de que resulta obesidade mórbida
estado actual - hospitalizadas para instalação de bandas gástricas.
Mesmo assim, em risco de vida
para definir a actual crise financeira
prefiro ainda assim terminologia do campo da medicina:
Senhoras Banca e Bolsa sofrendo de bulimia -fome insaciável,
de que resulta obesidade mórbida
estado actual - hospitalizadas para instalação de bandas gástricas.
Mesmo assim, em risco de vida
ensaio - a publicar em NA
INSTRUÇÕES PRIMÁRIAS
Não me venham com estórias
A Islândia parece ser uma das primeiras vítimas do tsunami financeiro proveniente do marmoto americano, com epicentro na Rua do Muro em Nova Iorque. Vagas de 10 metros vêm atingindo sucessivamente o pequeno mas até aqui próspero país – de menos de meio milhão de habitantes – tido pelas escalas de bem-estar social e económico mais avançadas do planeta como ocupando os primeiríssimos lugares, e arrastando os molhes e as muralhas diligente e dispendiosamente construídos ao longo de séculos de História
Ao que parece, a prosperidade dos escassos trezentos e não sei quantos milhares de criaturas devia-se sobretudo à mestria negocial de sucessivos governantes, com apurado olfacto e tacto insuperável para o risco da chamada arquitectura financeira, cujos lucros davam para manter à escala do fausto os consumidores mais exigentes.
Como nação ribeirinha, não deviam escassear os recursos marinhos – só por si bastantes para proporcionar um bem-estar real em vez do virtual, que neste momento se confirma não servir mesmo para coisíssima nenhuma. É fácil imaginar que a anunciada prosperidade da maioria dos indígenas assentasse em investimentos financeiros, em depósitos bancários, em produtos dos mais sofisticados que a “indústria” disponibiliza hoje à semelhança do presunto pata negra dos espanhóis ou do pão de sésamo dos gregos. Ora, os papéis de um plano de poupança/reforma ou de qualquer outra “mercadoria” semelhante é que não dão, em tempo de crise, nem para comer como o presunto dos espanhóis ou o pão de cereais dos gregos, nem sequer para aquecer as mãos nas noites árticas em que o território se situa. Ver o seu esforço de anos, as suas expectativas de férias tropicais, de trocar de casa e de automóvel, quem sabe mesmo de abandonar definitivamente a sua fria e escura setentrionalidade, ver tudo isso resumido a uma mala cheia de papéis que não valem um cêntimo, deve ser no mínimo desesperante. É certo que deixa pressupor que só investe em títulos quem já tenha assegurada a satisfação das necessidades básicas – suas e dos seus: já tenha casa própria, com todos os itens de conforto requeridos; automóvel; planos de férias anuais; etc.etc.
À semelhança do que deve acontecer em Portugal e em todo o mundo, pelo que a ruína da Bolsa não deve molestar mais o investidor universal, o “jogador”, do que o “chapaganha-chapagasta” que de acções não conhece mais do que as que os pais lhe impingiram ao longo do processo educativo: faltar ao respeito aos mais velhos é uma má acção; proteger os mais fracos é uma boa acção. Cuja carteira – por mais rica – nunca se traduz em benefícios económicos. Não me venham com estórias - nunca ninguém enriqueceu de praticar o bem.
Lamentar o investidor que perdeu fortunas pela desvalorização de acções é o mesmo que chorar pela multidão de velhas pensionistas que se acotovelam às portas dos Casinos, meia-hora antes da abertura oficial, na expectativa de alcançar o monopólio da sua slot-machine de eleição. Gostam mais dela, estimam-na mais, afagam-na, acariciam-na com mais ternura do que a qualquer
familiar que porventura tenham acamado ou já em trânsito para o desconhecido.
Perdem milhares agora, ao que tudo leva a crer, mas quantas centenas de milhar ganharam, ao longo de anos, pelo simples privilégio de saberem como era possível lá chegar?
Não me venham com estórias, pena tenho a sério é dos milhões de vítimas da sua própria honestidade, que sempre acreditaram na fatalidade aristotélica de que nasceram para escravos, para servir os pré-destinados a senhores.
Pela minha parte, vítimas dos caprichos da Bolsa – lixai-Vos. Não vos lamento mais do que à árvore caída por efeito da tempestade violenta.
sinceramente
Não me venham com estórias
A Islândia parece ser uma das primeiras vítimas do tsunami financeiro proveniente do marmoto americano, com epicentro na Rua do Muro em Nova Iorque. Vagas de 10 metros vêm atingindo sucessivamente o pequeno mas até aqui próspero país – de menos de meio milhão de habitantes – tido pelas escalas de bem-estar social e económico mais avançadas do planeta como ocupando os primeiríssimos lugares, e arrastando os molhes e as muralhas diligente e dispendiosamente construídos ao longo de séculos de História
Ao que parece, a prosperidade dos escassos trezentos e não sei quantos milhares de criaturas devia-se sobretudo à mestria negocial de sucessivos governantes, com apurado olfacto e tacto insuperável para o risco da chamada arquitectura financeira, cujos lucros davam para manter à escala do fausto os consumidores mais exigentes.
Como nação ribeirinha, não deviam escassear os recursos marinhos – só por si bastantes para proporcionar um bem-estar real em vez do virtual, que neste momento se confirma não servir mesmo para coisíssima nenhuma. É fácil imaginar que a anunciada prosperidade da maioria dos indígenas assentasse em investimentos financeiros, em depósitos bancários, em produtos dos mais sofisticados que a “indústria” disponibiliza hoje à semelhança do presunto pata negra dos espanhóis ou do pão de sésamo dos gregos. Ora, os papéis de um plano de poupança/reforma ou de qualquer outra “mercadoria” semelhante é que não dão, em tempo de crise, nem para comer como o presunto dos espanhóis ou o pão de cereais dos gregos, nem sequer para aquecer as mãos nas noites árticas em que o território se situa. Ver o seu esforço de anos, as suas expectativas de férias tropicais, de trocar de casa e de automóvel, quem sabe mesmo de abandonar definitivamente a sua fria e escura setentrionalidade, ver tudo isso resumido a uma mala cheia de papéis que não valem um cêntimo, deve ser no mínimo desesperante. É certo que deixa pressupor que só investe em títulos quem já tenha assegurada a satisfação das necessidades básicas – suas e dos seus: já tenha casa própria, com todos os itens de conforto requeridos; automóvel; planos de férias anuais; etc.etc.
À semelhança do que deve acontecer em Portugal e em todo o mundo, pelo que a ruína da Bolsa não deve molestar mais o investidor universal, o “jogador”, do que o “chapaganha-chapagasta” que de acções não conhece mais do que as que os pais lhe impingiram ao longo do processo educativo: faltar ao respeito aos mais velhos é uma má acção; proteger os mais fracos é uma boa acção. Cuja carteira – por mais rica – nunca se traduz em benefícios económicos. Não me venham com estórias - nunca ninguém enriqueceu de praticar o bem.
Lamentar o investidor que perdeu fortunas pela desvalorização de acções é o mesmo que chorar pela multidão de velhas pensionistas que se acotovelam às portas dos Casinos, meia-hora antes da abertura oficial, na expectativa de alcançar o monopólio da sua slot-machine de eleição. Gostam mais dela, estimam-na mais, afagam-na, acariciam-na com mais ternura do que a qualquer
familiar que porventura tenham acamado ou já em trânsito para o desconhecido.
Perdem milhares agora, ao que tudo leva a crer, mas quantas centenas de milhar ganharam, ao longo de anos, pelo simples privilégio de saberem como era possível lá chegar?
Não me venham com estórias, pena tenho a sério é dos milhões de vítimas da sua própria honestidade, que sempre acreditaram na fatalidade aristotélica de que nasceram para escravos, para servir os pré-destinados a senhores.
Pela minha parte, vítimas dos caprichos da Bolsa – lixai-Vos. Não vos lamento mais do que à árvore caída por efeito da tempestade violenta.
sinceramente
sexta-feira, 17 de Outubro de 2008
ainda CRISE
entro na luxuosa dependência do Banco - 3 horas da tarde, praticamente às moscas
vou transferir 100 euros para um descendente ainda eurodependente
o empregado embrulha burocraticamente a mísera operação
a partir daqui sou eu que imagino:
- chame-me o gerente , se faz favor, quero participar de si
- por causa de uma transferência de 100 euros o senhor faz este barulho todo?
- olhe, e mais, pergunte-lhe quanto é que quer pela LOJA, que eu compro já esta merda toda
vou transferir 100 euros para um descendente ainda eurodependente
o empregado embrulha burocraticamente a mísera operação
a partir daqui sou eu que imagino:
- chame-me o gerente , se faz favor, quero participar de si
- por causa de uma transferência de 100 euros o senhor faz este barulho todo?
- olhe, e mais, pergunte-lhe quanto é que quer pela LOJA, que eu compro já esta merda toda
quinta-feira, 16 de Outubro de 2008
quarta-feira, 15 de Outubro de 2008
memória
De cantiga do Vitorino, mais ou menos: cá chegou a encomenda – que veio pelo Expresso da Piedade……..
E é. Comparável às coisas lindas que acabo de receber, só o gosto genuíno dos paios e dos pães caseiros que ainda viajam da Província para matar saudades dos que
vegetam pelos arredores das cidades grandes.
As Vossas memórias – a poesia de cristal da tua mãe, que espero se recomponha de saúde sem demora; o teu acertar de contas com a bonita Porto Amélia; a garantia de continuidade de beleza e transparência da Andrea, tudo isso me leva a rebobinar mais de 30 anos de memória e me transporta ao também teu Wimbe, ao Restaurante/tasco da Tininha, onde degustei tantos pequenos almoços de carne macia e saborosa que só abominei a partir do dia em que soube que era das simpáticas inofensivas tartarugas.
Falas dos corais no teu ternurento “ O Mar que toca em Ti”. Não sei se alguma vez mergulhaste na floresta de sonho que é aquela composição surrealista de vida que parece morte ( os corais são vivos como nós) e a vida iniludível dos peixes, dos moluscos, dos crustáceos…..
Há por ali umas conchas enormes, que chegam a ser utilizadas como pias baptismais, que são deslumbrantes vivas nesse habitat maluco. Têm mantos acetinados diversos – vulgarmente de um azul – escuro metálico, sei lá, salpicados de pintinhas amarelas. E os peixes, pintados de cores vivas tropicais, verdadeiros desafios ao sentido estético dos pintores. Um tal peixe papagaio – esse até a boca lembra o bico do simpático palrador da Amazónia.
Não sendo um especialista na chamada caça-submarina, mergulhava com regularidade e apanhava alguns peixitos com que alimentava duas crias de jacaré guardadas num ex-galinheiro da minha casa atribuida pelo estado. Um belo dia – como começam as estórias romanescas – auto libertaram-se e foram dar ao Mar mais próximo, que era a velha baía do Paquitequete. Que pelo menos a tua mãe conhece bem, e julgo lhe tenha inspirado alguns poemas.
Sobre os peixes, um pequeno apontamento interessante: em Pembamélia (já agora dar uso ao neotopónimo) colaborava com uma crónica semanal no Diário de Moçambique – e pagavam-me, Inez, e nada mal. Uma dessas crónicas falava do condutor da camioneta de recolha do lixo, que à custa de tantos anos de habituação
ganhara traços fisionómicos da própria camioneta. Que era velha e atarracada, de focinho acachapado estilo bull –dog.
Mas a crónica versava fundamentalmente a tese ( minha – empírica e atrevida) de que havia animais parecidos com pessoas, ou vice-versa, se se quiser.
Já aqui em Évora, um dia, no Arcada, o Café principal cá da terra, um cavalheiro aborda-me mais ou menos nestes termos:
o senhor não me conhece, pois não ,mas dá licença que eu me sente um bocadinho?
Não tive qualquer hesitação em lhe dizer que sim, sente-se por favor e tome qualquer coisa. Explicou então que era aviador no norte de Moçambique – não seria ele, Inez, piloto da OCAPA? – que pensava muitas vezes em mim por via dessa crónica, sabe, dizia o bom amigo, eu fazia caça-submarina e encontrava, sempre que mergulhava, um peixe que era a cara chapada do major Melo Antunes.
Claro que fiquei feliz com a revelação, que serviu também para me alertar para o facto de nem sempre ser inútil aquilo que escrevemos e fazemos chegar a quem nos lê.
Inez, vou ocupar-me agora, já hoje mesmo, com a leitura do conteúdo da tua preciosa “encomenda”. De mim, já sabes, tens a minha “h-ortografias”, onde podes ir acompanhando as minhas aventuras de pequeno escriba de interior. Como isso me diverte, não desisto de forma voluntária. Mesmo que sinta que escrevo só para me distrair a mim-próprio
Olha, miúda, por hoje é tudo, dá um beijinho meu aos teus irmãos e à mãe, a quem volto a desejar restabelecimento rápido
Para ti, Inez, beijo muito grande pela tua generosidade ainda Pembamélica
António Saias
(nota) - Inez, irmã de Andrea, filhas de Glória de Sant´Anna são um trio de gente de uma sensibilidade poética invulgar. Sinto-me lisongeado por me incluirem no seu núcleo de amizades
E é. Comparável às coisas lindas que acabo de receber, só o gosto genuíno dos paios e dos pães caseiros que ainda viajam da Província para matar saudades dos que
vegetam pelos arredores das cidades grandes.
As Vossas memórias – a poesia de cristal da tua mãe, que espero se recomponha de saúde sem demora; o teu acertar de contas com a bonita Porto Amélia; a garantia de continuidade de beleza e transparência da Andrea, tudo isso me leva a rebobinar mais de 30 anos de memória e me transporta ao também teu Wimbe, ao Restaurante/tasco da Tininha, onde degustei tantos pequenos almoços de carne macia e saborosa que só abominei a partir do dia em que soube que era das simpáticas inofensivas tartarugas.
Falas dos corais no teu ternurento “ O Mar que toca em Ti”. Não sei se alguma vez mergulhaste na floresta de sonho que é aquela composição surrealista de vida que parece morte ( os corais são vivos como nós) e a vida iniludível dos peixes, dos moluscos, dos crustáceos…..
Há por ali umas conchas enormes, que chegam a ser utilizadas como pias baptismais, que são deslumbrantes vivas nesse habitat maluco. Têm mantos acetinados diversos – vulgarmente de um azul – escuro metálico, sei lá, salpicados de pintinhas amarelas. E os peixes, pintados de cores vivas tropicais, verdadeiros desafios ao sentido estético dos pintores. Um tal peixe papagaio – esse até a boca lembra o bico do simpático palrador da Amazónia.
Não sendo um especialista na chamada caça-submarina, mergulhava com regularidade e apanhava alguns peixitos com que alimentava duas crias de jacaré guardadas num ex-galinheiro da minha casa atribuida pelo estado. Um belo dia – como começam as estórias romanescas – auto libertaram-se e foram dar ao Mar mais próximo, que era a velha baía do Paquitequete. Que pelo menos a tua mãe conhece bem, e julgo lhe tenha inspirado alguns poemas.
Sobre os peixes, um pequeno apontamento interessante: em Pembamélia (já agora dar uso ao neotopónimo) colaborava com uma crónica semanal no Diário de Moçambique – e pagavam-me, Inez, e nada mal. Uma dessas crónicas falava do condutor da camioneta de recolha do lixo, que à custa de tantos anos de habituação
ganhara traços fisionómicos da própria camioneta. Que era velha e atarracada, de focinho acachapado estilo bull –dog.
Mas a crónica versava fundamentalmente a tese ( minha – empírica e atrevida) de que havia animais parecidos com pessoas, ou vice-versa, se se quiser.
Já aqui em Évora, um dia, no Arcada, o Café principal cá da terra, um cavalheiro aborda-me mais ou menos nestes termos:
o senhor não me conhece, pois não ,mas dá licença que eu me sente um bocadinho?
Não tive qualquer hesitação em lhe dizer que sim, sente-se por favor e tome qualquer coisa. Explicou então que era aviador no norte de Moçambique – não seria ele, Inez, piloto da OCAPA? – que pensava muitas vezes em mim por via dessa crónica, sabe, dizia o bom amigo, eu fazia caça-submarina e encontrava, sempre que mergulhava, um peixe que era a cara chapada do major Melo Antunes.
Claro que fiquei feliz com a revelação, que serviu também para me alertar para o facto de nem sempre ser inútil aquilo que escrevemos e fazemos chegar a quem nos lê.
Inez, vou ocupar-me agora, já hoje mesmo, com a leitura do conteúdo da tua preciosa “encomenda”. De mim, já sabes, tens a minha “h-ortografias”, onde podes ir acompanhando as minhas aventuras de pequeno escriba de interior. Como isso me diverte, não desisto de forma voluntária. Mesmo que sinta que escrevo só para me distrair a mim-próprio
Olha, miúda, por hoje é tudo, dá um beijinho meu aos teus irmãos e à mãe, a quem volto a desejar restabelecimento rápido
Para ti, Inez, beijo muito grande pela tua generosidade ainda Pembamélica
António Saias
(nota) - Inez, irmã de Andrea, filhas de Glória de Sant´Anna são um trio de gente de uma sensibilidade poética invulgar. Sinto-me lisongeado por me incluirem no seu núcleo de amizades
casa de pobre= excesso de liquidez
-a rapariga debulha-se em lágrimas ao menor desaguisado com o namorado
- a sogra sofre de icontinência urinária
- os gaiatos mijam por tudo quanto é sítio
- quando chove, em casa não chove menos do que na rua
digam-me então onde imaginar liquidez maior
- a sogra sofre de icontinência urinária
- os gaiatos mijam por tudo quanto é sítio
- quando chove, em casa não chove menos do que na rua
digam-me então onde imaginar liquidez maior
terça-feira, 14 de Outubro de 2008
por favor me expliquem
1 - onde moram tantos milhares de milhões de dóllars e de euros ?
2 - se ainda há um ano Bancos, Seguradoras, todas as empresas cotadas na Bolsa apresentavam lucros (líquidos?) de milhões (aumentos de 20, 30% em relação ao ano anterior) como, em tão pouco tempo, se passa para uma situação de insolvência?
3 - onde moram agora os milhões perdidos?
4 - estão ou não identificados os salteadores dessas somas fabulosas?
5 - que moral tem um estado, que permite semelhante descontrolo, para punir severamente quem assalta uma modesta Agência Bancária de Bairro suburbano?
6 - investidores que estão neste momento a perder fortunas na Bolsa, por motivos da crise, vão ser ressarcidos de que modo? cobrindo o investimento inicial, ou contando com ganhos que teriam ocorrido em condições normais?
7 - quem se habituou ao roubo que levou à bancarrota vai agora penitenciar-se e vestir os hábitos de qualquer ordem conventual até ao fim dos seus dias? Ou já está, neste momento, escavando o túnel que vai dar à gruta onde estão guardados os milhões acabadinhos de sair das impressoras e prestes a serem distribuidos, com o pomposo título de "liquidez", pelos milhares de agentes em falência anunciada?
8 - será o problema de "falta de liquidez" - dinheiro para reanimar a Economia - ou de "excesso de solidez":
aeroportos
pontes
túneis
automóveis
barcos
casas de habitação
hipermercados
lojas
?????
sem haver quem possa adquiri-los? - Não falam as estatística de um superavit de habitações, em Portugal, na ordem das centenas de milhar?
9 -Por que despromoveram a Rússia (expurgada já do fantasma comunista) do grupo dos G8? Não estará em curso reação próxima da que se verificou na ressaca da crise bolsista de 1929?
10 -por quê em fim de mandato da administração norte-americana, auto proclamada a maior economia mundial?
se houver quem tenha a generosidade de me esclarecer, muito grato lhe ficarei
2 - se ainda há um ano Bancos, Seguradoras, todas as empresas cotadas na Bolsa apresentavam lucros (líquidos?) de milhões (aumentos de 20, 30% em relação ao ano anterior) como, em tão pouco tempo, se passa para uma situação de insolvência?
3 - onde moram agora os milhões perdidos?
4 - estão ou não identificados os salteadores dessas somas fabulosas?
5 - que moral tem um estado, que permite semelhante descontrolo, para punir severamente quem assalta uma modesta Agência Bancária de Bairro suburbano?
6 - investidores que estão neste momento a perder fortunas na Bolsa, por motivos da crise, vão ser ressarcidos de que modo? cobrindo o investimento inicial, ou contando com ganhos que teriam ocorrido em condições normais?
7 - quem se habituou ao roubo que levou à bancarrota vai agora penitenciar-se e vestir os hábitos de qualquer ordem conventual até ao fim dos seus dias? Ou já está, neste momento, escavando o túnel que vai dar à gruta onde estão guardados os milhões acabadinhos de sair das impressoras e prestes a serem distribuidos, com o pomposo título de "liquidez", pelos milhares de agentes em falência anunciada?
8 - será o problema de "falta de liquidez" - dinheiro para reanimar a Economia - ou de "excesso de solidez":
aeroportos
pontes
túneis
automóveis
barcos
casas de habitação
hipermercados
lojas
?????
sem haver quem possa adquiri-los? - Não falam as estatística de um superavit de habitações, em Portugal, na ordem das centenas de milhar?
9 -Por que despromoveram a Rússia (expurgada já do fantasma comunista) do grupo dos G8? Não estará em curso reação próxima da que se verificou na ressaca da crise bolsista de 1929?
10 -por quê em fim de mandato da administração norte-americana, auto proclamada a maior economia mundial?
se houver quem tenha a generosidade de me esclarecer, muito grato lhe ficarei
mirem-se no exemplo
Ricardo Espírito Santo - no Prós e Contras de ontem:
.....tive que reiniciar a minha vida no estrangeiro a partir do ZERO
o Zero desta gente ( até chegar ao Onassis) é que me faz bastante confusão. Deve ser como termómetro Kelvin, cujo Zero absoluto corresponde aos duzentos e setenta e qualquer coisa negativos...
tá beim
.....tive que reiniciar a minha vida no estrangeiro a partir do ZERO
o Zero desta gente ( até chegar ao Onassis) é que me faz bastante confusão. Deve ser como termómetro Kelvin, cujo Zero absoluto corresponde aos duzentos e setenta e qualquer coisa negativos...
tá beim
segunda-feira, 13 de Outubro de 2008
variações sobre "EXISTO"
marca ideal para pensos (higiénicos incluidos) : penso logo EXISTO
o "existo logo penso"nem sempre é verdadeiro.
diria até que só raramente o é
o "existo logo penso"nem sempre é verdadeiro.
diria até que só raramente o é
recriação do Mundo
é o que pretende mostrar o tal LHC - 27 km de túnel na Suiça, onde se pretende fazer chocar
feixes de milhões de protões, como carneiros à marrada em época de acasalamento.
8 mil milhões de euros já terá custado a construção/manutenção do equipamento (verdade que não mais de um terço dos 20 000 milhões que o nosso pelintra público erário vai agora injectar na engrenagem económica com vista a lubrificá-la)
quando na verdade de forma criativa se podiam imaginar alternativas, como a referida por acaso da marrada dos carneiros, muito mais baratas para fazer explodir as insignificantes partículas mínimas de matéria.
ou, também já eu tinha pensado, em vez dos 27 quilómetros de túnel próximo de Genebra, os mesmos 27 quilómetros de estrada entre, por exemplo Lisboa e Cascais - LhC na mesma, como exige a língua inglesa, uma panela-de-protões dentro de um Jaguar de Lisboa em direcção a Cascais, outra igual panela num Ferrari - de Cascais para Lisboa.
um posto de observação intermédio -praí em Santamaro de Oeiras, para instalação dos físicos de partículas e de toda a sorte de cientistas do projecto - esperar que os dois eufóricos, o do Jaguar
com pressa de Casino, o do Ferrari com pressa de chegar a casa para duas horitas de sono até entrar no ministério, esperar dizia que o choque se produza, e pronto, aí está em plena estrada
a reconstituição de como as coisas se passaram há não sei quantos milhares de milhões de (já ia a escrever euros) ANOS
Despesas com esta solução? :
deslocação de brigada de trânsito ao local; limpeza de piso para evitar choques em cadeia;
remoção das viaturas sinistradas (o que acontece diariamente mesmo sem esse fait-divers das experiências);
e pronto - é uma economia de se lhe tirar o chapéu. É ou não é?
feixes de milhões de protões, como carneiros à marrada em época de acasalamento.
8 mil milhões de euros já terá custado a construção/manutenção do equipamento (verdade que não mais de um terço dos 20 000 milhões que o nosso pelintra público erário vai agora injectar na engrenagem económica com vista a lubrificá-la)
quando na verdade de forma criativa se podiam imaginar alternativas, como a referida por acaso da marrada dos carneiros, muito mais baratas para fazer explodir as insignificantes partículas mínimas de matéria.
ou, também já eu tinha pensado, em vez dos 27 quilómetros de túnel próximo de Genebra, os mesmos 27 quilómetros de estrada entre, por exemplo Lisboa e Cascais - LhC na mesma, como exige a língua inglesa, uma panela-de-protões dentro de um Jaguar de Lisboa em direcção a Cascais, outra igual panela num Ferrari - de Cascais para Lisboa.
um posto de observação intermédio -praí em Santamaro de Oeiras, para instalação dos físicos de partículas e de toda a sorte de cientistas do projecto - esperar que os dois eufóricos, o do Jaguar
com pressa de Casino, o do Ferrari com pressa de chegar a casa para duas horitas de sono até entrar no ministério, esperar dizia que o choque se produza, e pronto, aí está em plena estrada
a reconstituição de como as coisas se passaram há não sei quantos milhares de milhões de (já ia a escrever euros) ANOS
Despesas com esta solução? :
deslocação de brigada de trânsito ao local; limpeza de piso para evitar choques em cadeia;
remoção das viaturas sinistradas (o que acontece diariamente mesmo sem esse fait-divers das experiências);
e pronto - é uma economia de se lhe tirar o chapéu. É ou não é?
P´ra Pular
a Banca já está falida
está o Comércio de tanga
o pobre não tem saída
entre os varais e a canga
governo injecta milhões
para arranjar liquidez
como fez c´o Magalhães
um a cada português
mesmo assim não sei se dá
pra chegar ao fim do mês
está o Comércio de tanga
o pobre não tem saída
entre os varais e a canga
governo injecta milhões
para arranjar liquidez
como fez c´o Magalhães
um a cada português
mesmo assim não sei se dá
pra chegar ao fim do mês
EUcarestia
a crise chegou à Igreja
-fonte oficial anuncia que as receitas dos peditórios
baixaram 30%
crise é crise
-fonte oficial anuncia que as receitas dos peditórios
baixaram 30%
crise é crise
sábado, 11 de Outubro de 2008
mentiras e omissões
O almoço estava mesmo muito bom: canja de galinha de campo; a própria galinha de campo assada no forno sobre um tempêro equilibrado e copioso; excelente vinho tinto da Herdade daComenda; culminando com amêijoas eu sei lá à quê, aquelas muito simples com alho e coentros à ganãncia.
as amêijoas estariam impecáveis, não fora um restinho de areia que a urgência do fogão não permitiu eliminar. Eu já tinha dito que a galinha estava deliciosa; a canja de se lhe tirar o chapéu; tudo requintadamente primoroso.
As amêijoas estão óptimas - disse eu - só é pena - não devia ter dito - haver algumas ainda com um restinho de areia.
A anfitriã penso que não gostou, a julgar pelo comentário:
Ah, eu cá já comi uma quantidade delas e ainda não encontrei nehuma areia
Bem feito, pensei eu, quem te manda ser alarve!
Da próxima vê mas é se te contèns
as amêijoas estariam impecáveis, não fora um restinho de areia que a urgência do fogão não permitiu eliminar. Eu já tinha dito que a galinha estava deliciosa; a canja de se lhe tirar o chapéu; tudo requintadamente primoroso.
As amêijoas estão óptimas - disse eu - só é pena - não devia ter dito - haver algumas ainda com um restinho de areia.
A anfitriã penso que não gostou, a julgar pelo comentário:
Ah, eu cá já comi uma quantidade delas e ainda não encontrei nehuma areia
Bem feito, pensei eu, quem te manda ser alarve!
Da próxima vê mas é se te contèns
POP
adaptação de Quadra Popular ouvida ontem a Amadeu Falcão, de Sabugueiro - Arraiolos:
eu a cantar era um espanto
até aos sessenta e sete
agora é que já não canto,
que a saude o não permete
eu a cantar era um espanto
até aos sessenta e sete
agora é que já não canto,
que a saude o não permete
quinta-feira, 9 de Outubro de 2008
sorria, homem
quando eu escrevia no Diário do Sul (qualquer dia faço as pazes com o director e volto a falar com gente que não tem computador nem sabe o que é um blogue) havia um certo feed back, gente que me encontrava na rua, me abordava (não escrevi abordoava) para dizer que nem você sabe, farto-me de rir a ler as suas coisas,
e isso agradava-me sobremaneira, palavra de honra
vejo ao espelho que tenho tudo menos cara de divertido. Safa, quando me levanto até tenho aspecto de afugentar o diabo.
mas eu próprio às vezes, quando releio aquilo que escrevo (o que é raro acontecer) olhem que até acho alguma piada às minhas asneiras. E às minhas descobertas linguísticas acidentais. Como esta de abordoar por abordar
Sorria, porra
e isso agradava-me sobremaneira, palavra de honra
vejo ao espelho que tenho tudo menos cara de divertido. Safa, quando me levanto até tenho aspecto de afugentar o diabo.
mas eu próprio às vezes, quando releio aquilo que escrevo (o que é raro acontecer) olhem que até acho alguma piada às minhas asneiras. E às minhas descobertas linguísticas acidentais. Como esta de abordoar por abordar
Sorria, porra
Nobel da Física
ao japonês Yoichiro Nambu e a mais dois colegas americanos, um deles também de origem nipónica - uma espécie de ObiKwelo português, estão a ver
tudo é constituido por partículas. até nós
isso também até já eu sabia. até o grego Demócrito, ou lá como se chamava o senhor, que viveu há dois mil e muitos anos, que até deu o nome de átomo à partícula menor que se lembrou de inventar.
os átomos são por sua vez constituidos por protões, fotões, neutrões, electrões - e outra coisas terminadas em ões, que eu aí já não sei nem tenho obrigação, até que ninguem me paga para isso.
sei, porque li, é que o japonês Yoichiro avança com a novidade de que todos somos constituidos por partículas.
da minha parte, que assumo como tal, cabe-me é adiantar que somos todos seres "Particulares"
E você, concorda comigo? ou só concorda com o japonês?
tudo é constituido por partículas. até nós
isso também até já eu sabia. até o grego Demócrito, ou lá como se chamava o senhor, que viveu há dois mil e muitos anos, que até deu o nome de átomo à partícula menor que se lembrou de inventar.
os átomos são por sua vez constituidos por protões, fotões, neutrões, electrões - e outra coisas terminadas em ões, que eu aí já não sei nem tenho obrigação, até que ninguem me paga para isso.
sei, porque li, é que o japonês Yoichiro avança com a novidade de que todos somos constituidos por partículas.
da minha parte, que assumo como tal, cabe-me é adiantar que somos todos seres "Particulares"
E você, concorda comigo? ou só concorda com o japonês?
LIVROS
é hoje dia deles.
atribuição do Nobel, que já ocorreu, tendo sido contemplado um escritor francês, que aos 7 anos-diz- já escrevia.
de seu nome Jean-Marie Gustave de Clézio, "escritor de ruptura, aventura poética e êxtase sensual, explorador de uma humanidade mais além da civilização reinante" - na opinião do júri.
aos 7 anos já escrevia, diz o laureado
também eu, óh, óh - e nunca fui candidato a Nobel, até porque nunca escrevi um livro.
escrever em livos já escrevi. em vários:
livros de reclamação; livros-em-branco disto e mais aquilo; de condolências; de felicitações....
mas escrever um livro por inteiro, capa-a-rabo, nunca, isso nunca.
o que mais conheço é gente que tenha escrito livros. muitos livros - você nunca publicou um livro? eu já á vou com 13.
qual o futebolista, hoje em dia, que não tenha publicado um livro? qual a modista, qual o artista de teatro, o director desportivo, o viajante, o chefe de cozinha, o enólogo, o professor do ensino especial, o equitador, o domesticador de iguanas, o pároco, o antropólogo, o filatelista que não tenha no curricullum meia-dúzia de incunábulos - mesmo que de edição de autor?
eu nunca escrevi um sequer. Contudo, prodígio dos prodígios, esta noite custei a adormecer, matutando na estupidez de nunca ter publicado um livro,
quem sabe não seria merecedor do Nobel.
Poça!!!!!!
atribuição do Nobel, que já ocorreu, tendo sido contemplado um escritor francês, que aos 7 anos-diz- já escrevia.
de seu nome Jean-Marie Gustave de Clézio, "escritor de ruptura, aventura poética e êxtase sensual, explorador de uma humanidade mais além da civilização reinante" - na opinião do júri.
aos 7 anos já escrevia, diz o laureado
também eu, óh, óh - e nunca fui candidato a Nobel, até porque nunca escrevi um livro.
escrever em livos já escrevi. em vários:
livros de reclamação; livros-em-branco disto e mais aquilo; de condolências; de felicitações....
mas escrever um livro por inteiro, capa-a-rabo, nunca, isso nunca.
o que mais conheço é gente que tenha escrito livros. muitos livros - você nunca publicou um livro? eu já á vou com 13.
qual o futebolista, hoje em dia, que não tenha publicado um livro? qual a modista, qual o artista de teatro, o director desportivo, o viajante, o chefe de cozinha, o enólogo, o professor do ensino especial, o equitador, o domesticador de iguanas, o pároco, o antropólogo, o filatelista que não tenha no curricullum meia-dúzia de incunábulos - mesmo que de edição de autor?
eu nunca escrevi um sequer. Contudo, prodígio dos prodígios, esta noite custei a adormecer, matutando na estupidez de nunca ter publicado um livro,
quem sabe não seria merecedor do Nobel.
Poça!!!!!!
quarta-feira, 8 de Outubro de 2008
proposta para ajudar a resolver a crise
se a morte um dia poupasse
o pobre sem ter vintém
talvez o rico acordasse
em dar o excesso que tem
o pobre sem ter vintém
talvez o rico acordasse
em dar o excesso que tem
CRISe
Bolsa mundial entrou em menopausa. Não vai mais procriar
não se entende, aliás, que os resultados de "mandar palpites" fosse 4-5 vezes superior aos de quem esgalhava dia e noite para produzir alguma coisa que pudesse ser:
tragada/comida
pilotada
aparafusada
lida
disfrutada
encaixotada
...........
não se entende, aliás, que os resultados de "mandar palpites" fosse 4-5 vezes superior aos de quem esgalhava dia e noite para produzir alguma coisa que pudesse ser:
tragada/comida
pilotada
aparafusada
lida
disfrutada
encaixotada
...........
B&S
Bancos e Seguradoras (e ainda Agências Imobiliárias) aparecem nas urbanizações como carraceiros atrás do ruido dos tratores. Com carácter urbano, sub-urbano, rural
Não tarda vamos começar a vê-los junto às Estradas, como os vendedores de melancia no Verão:
Veja a nossa oferta - crédito à habitação irresistível, pode abrir, pode provar, não estamos aqui para enganar ninguém. Por uma arroba, oferecemos uma réstia de cebolas. Perdão, disse.....
Não tarda vamos começar a vê-los junto às Estradas, como os vendedores de melancia no Verão:
Veja a nossa oferta - crédito à habitação irresistível, pode abrir, pode provar, não estamos aqui para enganar ninguém. Por uma arroba, oferecemos uma réstia de cebolas. Perdão, disse.....
terça-feira, 7 de Outubro de 2008
crista
INSTRUÇÕES PRIMÁRIAS
A GRANDE SALGANHADA
Não percebo nada de Economia – tanto quanto percebo de Finanças. Destas lembro é que Pessoa (Caeiro, Campos, Reis ?) atribuía a Jesus Cristo a santa ignorância que me auto-atribuo - … não percebia nada de Finanças/nem consta que tivesse biblioteca.
De resto, para mim começam por baralhar-me as palavras-chave do negócio, a começar por Banca ( universo de Bancos?), Bolsa – o que é que tem a ver com bolsos – ou se corresponde mesmo àquelas bolsinhas de pano em que as nossas mães nos metiam 5 milréis para irmos à Mercearia por meio quilo de açúcar amarelo e um pacote de café de cevada e não te demores e vê se tratas de não perder o troco e não te enlameares todo pelo caminho.
Julgo que se chama Caçorino. É branco
A apresentadora da Antenaum disse que era um génio português da área das Finanças, estava, tem estado, tem passado a vida em Nova Iorque, um alto executivo dum tal de Citibank, falido não de agora, de há uns tempos, vocês lembram-se como eu, sei que fui altamente assediado telefonicamente por alguém que a todo o custo me queria impingir um cartão de crédito(?) desse tal de Citibank, ó homem, disse-lhe eu, não perca tempo que eu vivo duma pensão de reforma miserável – que acaba em regra antes que chegue o fim do mês, e o homem insistindo pois por isso mesmo é que o cartão do Citibank lhe vai trazer muitas vantagens, o senhor desloca-se ao estrangeiro, ó homem, do estrangeiro o mais longe que fui foi a Badajós, quando era miúdo, numa excursão do Liceu, e só me lembro dos automóveis e autocarros muito velhos, a caírem de podres, isto porque tinha acabado a guerra civil há uma dúzia de anos e até a peseta deles era uma porcaria que valia menos de 5 tostões, 10 milréis davam para comprar saquiladas de caramelos, beber sumos, tragar churros…. , este assédio acho que foi em Setembro ou Outubro de há um ano, e o homem insistindo, olhe, e se eu o contactar daqui por uns meses o senhor importa-se, disse que sim, mas que não depositasse grandes expectativas, e não é que em Março deste ano aí estava de novo o marchand, o dealer, o comissionista – ainda se lembra de mim, do Citibank, como tem passado, olhe não estou mesmo interessado, desculpe lá que tenho o jantar a refogar…
Às vezes eu fantasio um bocado as coisas, baralho a realidade com a ficção – tão realista é esta e fantasiosa aquela se apresenta. Desde o atear da ponta do rastilho que ando com a ideia na cabeça de que a perita, então ministra das Finanças Manuela Ferreira Leite, pegara no eufemismo que esteve em voga por governos sucessivos, pomposamente batizado de engenharia financeira, e que dava para uma infinidade de malabarismos com cifrões, com que se ia enganando os rafeirosos FMI e Banco Mundial. Uma destas habilidades de funâmbulo consistia em vender património do estado desactivado e a entrar em processo de degradação. Quartéis, Conventos, Igrejas,
Palácios…etc…
MLF, líder do maior partido de oposição – à data ministra das Finanças – fez uma negociata com uma instituição financeira dos states, que consistia mais ou menos nisto:
A ministra embalou uma cartucheira de dívidas ao estado – incobráveis ou de cobrança problemática – e tratou de concessionar o“embrulho” a essa tal empresa americana, seguramente ao preço de lana caprina ou uva mijona como também por cá se diz. O que, contudo, foi bastante para aplacar a fúria dos supranacionais FMI ou Banco Mundial, e parte da oposição interna, a menos conhecedora dos trâmites da trama.
Volto a Caçorino (será isto, por Marduk?) , alto executivo do tal falido Citibank, agora em Londres a fazer não sei o quê, se bem calhar acautelando o paraquedas dourado que o segurou na queda, deu nessa noite na Antenaum explicações que levaram quase para deduzir que o negociado pacote de dívidas (contaminadas dizem agora os peritos) terá sido re, e multi, negociado com múltiplas instituições, sempre colhendo e amealhando mais-valias, na expectativa sempre de que um batalhão de cobradores dinâmicos recrutados no Alasca ou no Texas desembarcariam aqui na Portela ou em FigoMaduro e era mesmo só colher e guardar na cesta e está a andar.
Ao que bem os homens se enganaram, que esta máfia lusitana anónima é mais complicada de apernar do que todas as Casas Nostras juntas, estejam elas na Itália ou no Afeganistão.
Muitas negociatas destas devem ter contribuído de maneira decisiva para o caos
Caçorino – branco, alto executivo do falido Citibank – era (é) uma figura no mínimo solene, de retrato de parede, sempre com a cabeça ligeiramente inclinada para a esquerda, segurando o queixo entre um rigoroso ângulo recto formado pelos indicador e
e médio da sua mão direita. A tentativa de descrição de Caçorino – para uma ligeira pincelada da ruína financeira da Aldeia
A GRANDE SALGANHADA
Não percebo nada de Economia – tanto quanto percebo de Finanças. Destas lembro é que Pessoa (Caeiro, Campos, Reis ?) atribuía a Jesus Cristo a santa ignorância que me auto-atribuo - … não percebia nada de Finanças/nem consta que tivesse biblioteca.
De resto, para mim começam por baralhar-me as palavras-chave do negócio, a começar por Banca ( universo de Bancos?), Bolsa – o que é que tem a ver com bolsos – ou se corresponde mesmo àquelas bolsinhas de pano em que as nossas mães nos metiam 5 milréis para irmos à Mercearia por meio quilo de açúcar amarelo e um pacote de café de cevada e não te demores e vê se tratas de não perder o troco e não te enlameares todo pelo caminho.
Julgo que se chama Caçorino. É branco
A apresentadora da Antenaum disse que era um génio português da área das Finanças, estava, tem estado, tem passado a vida em Nova Iorque, um alto executivo dum tal de Citibank, falido não de agora, de há uns tempos, vocês lembram-se como eu, sei que fui altamente assediado telefonicamente por alguém que a todo o custo me queria impingir um cartão de crédito(?) desse tal de Citibank, ó homem, disse-lhe eu, não perca tempo que eu vivo duma pensão de reforma miserável – que acaba em regra antes que chegue o fim do mês, e o homem insistindo pois por isso mesmo é que o cartão do Citibank lhe vai trazer muitas vantagens, o senhor desloca-se ao estrangeiro, ó homem, do estrangeiro o mais longe que fui foi a Badajós, quando era miúdo, numa excursão do Liceu, e só me lembro dos automóveis e autocarros muito velhos, a caírem de podres, isto porque tinha acabado a guerra civil há uma dúzia de anos e até a peseta deles era uma porcaria que valia menos de 5 tostões, 10 milréis davam para comprar saquiladas de caramelos, beber sumos, tragar churros…. , este assédio acho que foi em Setembro ou Outubro de há um ano, e o homem insistindo, olhe, e se eu o contactar daqui por uns meses o senhor importa-se, disse que sim, mas que não depositasse grandes expectativas, e não é que em Março deste ano aí estava de novo o marchand, o dealer, o comissionista – ainda se lembra de mim, do Citibank, como tem passado, olhe não estou mesmo interessado, desculpe lá que tenho o jantar a refogar…
Às vezes eu fantasio um bocado as coisas, baralho a realidade com a ficção – tão realista é esta e fantasiosa aquela se apresenta. Desde o atear da ponta do rastilho que ando com a ideia na cabeça de que a perita, então ministra das Finanças Manuela Ferreira Leite, pegara no eufemismo que esteve em voga por governos sucessivos, pomposamente batizado de engenharia financeira, e que dava para uma infinidade de malabarismos com cifrões, com que se ia enganando os rafeirosos FMI e Banco Mundial. Uma destas habilidades de funâmbulo consistia em vender património do estado desactivado e a entrar em processo de degradação. Quartéis, Conventos, Igrejas,
Palácios…etc…
MLF, líder do maior partido de oposição – à data ministra das Finanças – fez uma negociata com uma instituição financeira dos states, que consistia mais ou menos nisto:
A ministra embalou uma cartucheira de dívidas ao estado – incobráveis ou de cobrança problemática – e tratou de concessionar o“embrulho” a essa tal empresa americana, seguramente ao preço de lana caprina ou uva mijona como também por cá se diz. O que, contudo, foi bastante para aplacar a fúria dos supranacionais FMI ou Banco Mundial, e parte da oposição interna, a menos conhecedora dos trâmites da trama.
Volto a Caçorino (será isto, por Marduk?) , alto executivo do tal falido Citibank, agora em Londres a fazer não sei o quê, se bem calhar acautelando o paraquedas dourado que o segurou na queda, deu nessa noite na Antenaum explicações que levaram quase para deduzir que o negociado pacote de dívidas (contaminadas dizem agora os peritos) terá sido re, e multi, negociado com múltiplas instituições, sempre colhendo e amealhando mais-valias, na expectativa sempre de que um batalhão de cobradores dinâmicos recrutados no Alasca ou no Texas desembarcariam aqui na Portela ou em FigoMaduro e era mesmo só colher e guardar na cesta e está a andar.
Ao que bem os homens se enganaram, que esta máfia lusitana anónima é mais complicada de apernar do que todas as Casas Nostras juntas, estejam elas na Itália ou no Afeganistão.
Muitas negociatas destas devem ter contribuído de maneira decisiva para o caos
Caçorino – branco, alto executivo do falido Citibank – era (é) uma figura no mínimo solene, de retrato de parede, sempre com a cabeça ligeiramente inclinada para a esquerda, segurando o queixo entre um rigoroso ângulo recto formado pelos indicador e
e médio da sua mão direita. A tentativa de descrição de Caçorino – para uma ligeira pincelada da ruína financeira da Aldeia
semãntica
as Bolsas estão à beira da ruina
não faz mal
enquanto não chegar aos Bolsos, sinto-me tranquilo
não faz mal
enquanto não chegar aos Bolsos, sinto-me tranquilo
segunda-feira, 6 de Outubro de 2008
passeio pelo passado
Memorial de pedra na Barragem do Divor:
"a rega é considerada magno problema de interesse simultâneamente económico, social e militar, que, como nenhum outro, contribuirá para a valorização do património nacional, para a criação da riqueza pública, para a absorção do nosso excesso demográfico e para o desenvolvimento do comércio interno e externo do país.
1964 - assina SALAZAR
"a rega é considerada magno problema de interesse simultâneamente económico, social e militar, que, como nenhum outro, contribuirá para a valorização do património nacional, para a criação da riqueza pública, para a absorção do nosso excesso demográfico e para o desenvolvimento do comércio interno e externo do país.
1964 - assina SALAZAR
cartoons
mal-vestido, encostado a enxada: - isto é meu ganha-pão
bem-vestido, assinando cheque: - isto é meu ganha-caviar
bem-vestido, assinando cheque: - isto é meu ganha-caviar
domingo, 5 de Outubro de 2008
H H
Howard Hughes?
não
Herberto Hélder
nota: (de 10/9 ) - RTP2 acaba de passar filme sobre o excêntrico senhor. Mais de uma hora sobre um génio louco - prodigiosamente rico. Só dizer que era dono da TWA
Depois de ver o filme, esbateu-se no meu espírito a distãncia que o separava de Herberto Helder
porque também ele, Hughes, era um prodigioso criativo.
já tirei esta pedra do sapato. Boa noite, durma bem
não
Herberto Hélder
nota: (de 10/9 ) - RTP2 acaba de passar filme sobre o excêntrico senhor. Mais de uma hora sobre um génio louco - prodigiosamente rico. Só dizer que era dono da TWA
Depois de ver o filme, esbateu-se no meu espírito a distãncia que o separava de Herberto Helder
porque também ele, Hughes, era um prodigioso criativo.
já tirei esta pedra do sapato. Boa noite, durma bem
sábado, 4 de Outubro de 2008
FELICIDADE
é uma prima que eu tenho
desde tenra idade
mas felicidade
com fê pequeno
é coisa que não existe
quando muito
há-de
desde tenra idade
mas felicidade
com fê pequeno
é coisa que não existe
quando muito
há-de
sexta-feira, 3 de Outubro de 2008
quinta-feira, 2 de Outubro de 2008
o que diz Platero
por que não vais dormir?
as noites já estão frescas.
se não tens nada a dizer - por que não
te callas, hombre?
-talvez no dia - sem saber - em que extinguiu MOLERO. Desculpa, Dinis
as noites já estão frescas.
se não tens nada a dizer - por que não
te callas, hombre?
-talvez no dia - sem saber - em que extinguiu MOLERO. Desculpa, Dinis
CRIS-e
A coisa parece que está preta
Para os muros
muros, muralhas,
fortalezas
contrafortes
sobretudo estas coisas todas em língua de
S. Magestade
-o inglês de Libra –
e do livra-te (acrescentamos nós em bom alentejano)
porque estas coisas todas
no esperanto actual se dizem WALL
para rimar com Fall
e o Berlin Wall
não foi mais do que o prenúncio de WALL-
Street
Fall
Estou- me nas tintas para que se desmorone
A fortaleza do dinheiro
- a Wall Street de Nova Iorque –
para que rua
o indigente Palácio da Bolsa de Lisboa
Roque
Amorim
Berardo
Cintra
Azevedo
Não me dizem nada
Abramovich diz-me muito menos
Do que MaiaKowsky
Prefiro de longe
O nosso se calhar teso Herberto Hélder
Ao multimilionário Bill Gates
Ó gente do dinheiro
Não há dollar
Libra euro
Que valha um poema ingénuo do
Mais obscuro e anónimo dos poetas
A vossa fama passa
A vossa ganância de dinheiro morre com o vosso
Último suspiro.
Estão agora à rasca? Tremem que nem varas verdes
Pela insegurança dos frutos
Das vossas falcatruas?
Tremam pois – a mim pouco me importa
A minha Bolsa de Poetas está segura
Pessoa
Eugénio
Ramos Rosa
Não precisam de injecções de capital
É neles que as minhas
Economias estão depositadas.
Leio-os quando vou para a cama
E adormeço
Como se não devesse nada ao Mundo
E o Mundo
A mim nada me devesse.
E como é bem melhor
Ó fátuos milionários de pechisbeque
Com um “principezinho” levitar
Do que fazer todas as viagens
Que possam estar
Nos teus livros de cheques
Para os muros
muros, muralhas,
fortalezas
contrafortes
sobretudo estas coisas todas em língua de
S. Magestade
-o inglês de Libra –
e do livra-te (acrescentamos nós em bom alentejano)
porque estas coisas todas
no esperanto actual se dizem WALL
para rimar com Fall
e o Berlin Wall
não foi mais do que o prenúncio de WALL-
Street
Fall
Estou- me nas tintas para que se desmorone
A fortaleza do dinheiro
- a Wall Street de Nova Iorque –
para que rua
o indigente Palácio da Bolsa de Lisboa
Roque
Amorim
Berardo
Cintra
Azevedo
Não me dizem nada
Abramovich diz-me muito menos
Do que MaiaKowsky
Prefiro de longe
O nosso se calhar teso Herberto Hélder
Ao multimilionário Bill Gates
Ó gente do dinheiro
Não há dollar
Libra euro
Que valha um poema ingénuo do
Mais obscuro e anónimo dos poetas
A vossa fama passa
A vossa ganância de dinheiro morre com o vosso
Último suspiro.
Estão agora à rasca? Tremem que nem varas verdes
Pela insegurança dos frutos
Das vossas falcatruas?
Tremam pois – a mim pouco me importa
A minha Bolsa de Poetas está segura
Pessoa
Eugénio
Ramos Rosa
Não precisam de injecções de capital
É neles que as minhas
Economias estão depositadas.
Leio-os quando vou para a cama
E adormeço
Como se não devesse nada ao Mundo
E o Mundo
A mim nada me devesse.
E como é bem melhor
Ó fátuos milionários de pechisbeque
Com um “principezinho” levitar
Do que fazer todas as viagens
Que possam estar
Nos teus livros de cheques
quarta-feira, 1 de Outubro de 2008
CRISE
não tarda, os media estão a dar notícias de encontros com extra-terrestres,
avistamento de OVNIs, raptos espaciais.
Vem aí o spacial jacking
acredita?
avistamento de OVNIs, raptos espaciais.
Vem aí o spacial jacking
acredita?
originais em tudo
até na maneira de aldrabar
retirado de blog local, a propósito da crise financeira - puro alentejão:
para alguns tácticos se abtuarem com a massa
maravilha de gente do meu Barro
retirado de blog local, a propósito da crise financeira - puro alentejão:
para alguns tácticos se abtuarem com a massa
maravilha de gente do meu Barro
GATOS
A Gata Christie - tartaruga, de três patas, foi agora contemplada com um guiso
herdado do malogrado Lince - bonacheiraão e companheiro, que se estendia sobre a mesa como que produzindo energia para o trabalho de escrita que eu tivesse em mão.
Christie amamenta em simutâneo filhotes de 2 últimas ninhadas. Entre adultos e jovens, são agora 8, isto porque pelo menos 3 foram espalhados no caminho da Aldeia, pelo incorrigível hábito que têm de se enfiar no habitáculo do motor.
2 gatas adultas a amamentar - Christie e a mãe - sugadas à vez pelos 6 filhotes que restam de duma promiscuidade de gerações
hoje, ao chegar a casa, Gata Christie, mesmo com uma pata a menos, e agora de guiso, corre desalmadamente em direcção ao carro. Em direcção a mim, pensei, com alguma auto-benevolência.
Não - Christie corria em direcção à mãe, que vinha de longe com um rato vivo na boca para mimar a filha. Encontraram-se, junto ao carro, dentro do meu campo visual, traficaram a mercadoria e marcharam cada uma para seu lado: Christie em direcção ao Monte, onde a filharada a aguardava, a Mãe em sentido contrário, no sentido do milho, onde as refeições parecem abundantes.
não pensei retirar da cena ilações moralistas estilo La Fontaine, mas não faz mal que vo-la conte aqui, que mais não seja pela oportunidade deste que vo-la conte aqui, que não tenho memória de alguma vez ter utilizado.
Tivesse o episódio lhe acontecido a si, acha que seria motivo para me-lo contar?
herdado do malogrado Lince - bonacheiraão e companheiro, que se estendia sobre a mesa como que produzindo energia para o trabalho de escrita que eu tivesse em mão.
Christie amamenta em simutâneo filhotes de 2 últimas ninhadas. Entre adultos e jovens, são agora 8, isto porque pelo menos 3 foram espalhados no caminho da Aldeia, pelo incorrigível hábito que têm de se enfiar no habitáculo do motor.
2 gatas adultas a amamentar - Christie e a mãe - sugadas à vez pelos 6 filhotes que restam de duma promiscuidade de gerações
hoje, ao chegar a casa, Gata Christie, mesmo com uma pata a menos, e agora de guiso, corre desalmadamente em direcção ao carro. Em direcção a mim, pensei, com alguma auto-benevolência.
Não - Christie corria em direcção à mãe, que vinha de longe com um rato vivo na boca para mimar a filha. Encontraram-se, junto ao carro, dentro do meu campo visual, traficaram a mercadoria e marcharam cada uma para seu lado: Christie em direcção ao Monte, onde a filharada a aguardava, a Mãe em sentido contrário, no sentido do milho, onde as refeições parecem abundantes.
não pensei retirar da cena ilações moralistas estilo La Fontaine, mas não faz mal que vo-la conte aqui, que mais não seja pela oportunidade deste que vo-la conte aqui, que não tenho memória de alguma vez ter utilizado.
Tivesse o episódio lhe acontecido a si, acha que seria motivo para me-lo contar?
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