cinzentão e estúpido - na senda de não sei quantos Sábados passados.
Frio para a tarde. E vento - forte nas terras altas.... aguaceiros, possibilidades de neve...
a ladainha do costume. Estou farto.
não fora a caxinha "Rosette" que sobrou ontem do negócio nas Arcadas - não sei como teria resolvido a minha vida.
Abri-a pela 9 da manhã - já com uma máquina de roupa lavada, pronta a ir para o estendal- deu para enxugar até à última cueca e ao derradeiro par de peúgas; proporcionar uma manhã de folguedo à interminável gataria; deu para que explodissem em casa dois vasos de jacintos; e ganhassem verde os pés de espinafres que tinha semeado diretamente sobre o estrume.
já como uma luzinha mortiça de círio em fim de liturgia, guardei cuidadosamente a caixa, não vá fazer-me falta ainda para amanhã, domingo, quando me dispuser a fotografar uma cegonha que sobrevoa o Monte às 5 e tal da tarde, como que puxando com o bico o véu que embala a noite
Mais vale prevenir do que (tentar) remediar
sábado, 31 de Janeiro de 2009
sexta-feira, 30 de Janeiro de 2009
SOTURNIDADE MÓRBIDA
Classificaria assim esta série negra de dias (60? 80?) sem ver ponta de sol
em quanto esta depressiva ausência de luz natural afecta a saída da crise do país? Quem pode produzir - no Escritório ou na Fábrica- sentindo que na Rua, nos canteiros dos Jardins as flores hesitam em mostrar-se?
Diz-se, anuncia-se que é preciso criatividade para tirar partido da crise inesperada. Já magiquei negócio. Estou a guardar tara perdida de produtos enlatados:
feijão; grão; salsichas; graxa
graxa sobretudo - que as latas podem refechar-se herméticamente, e são muito brilhantes no interior. E fáceis de arrumar em sacos de plástico preto de embalar o lixo
O negócio então:
ir com estas latas onde o Sol possa aparecer nem que seja por uma ou duas horas - qualquer agência de viagens me encaminhará para um destino próximo - encher as latas todas de LUZ do SOL, e fechá-las com cuidado para que nem um raio se perca na viagem de regresso.
Já em Évora de novo, é só montar a banca sob os Arcos, deixar emitir suavemente a mercadoria de uma das latas para o ar - que ficará iluminado e morno num volume mínimo de uns dois metros cúbicos
Criança que passe não largará a mãe para que vá comprar-lhe uma bola de cores, um kit para fazer bolinhas de sabão, um cachorrito vivo pra lhe amaciar o pelo ao sol. E a mãe, compreendendo o filho, decide-se pelo óbvio:
simplesmente apressar-se a adquirir uma latinha de graxa cheia de Sol.
não haverá idoso que resista, que passe junto a nós, ao nosso cubo mágico de luz/calor de Sol, sem se espreguiçar como se acabasse de se levantar, sem esfregar os olhos, sem espirrar, sem perguntar o preço:
-quanto custa uma latinha?
-25 euros, informamos nós. Veio de Marrocos...
- trate então de me embrulhar duas. O produto é garantido?
Sei agora que não há como crises para gerar oportunidades.
em quanto esta depressiva ausência de luz natural afecta a saída da crise do país? Quem pode produzir - no Escritório ou na Fábrica- sentindo que na Rua, nos canteiros dos Jardins as flores hesitam em mostrar-se?
Diz-se, anuncia-se que é preciso criatividade para tirar partido da crise inesperada. Já magiquei negócio. Estou a guardar tara perdida de produtos enlatados:
feijão; grão; salsichas; graxa
graxa sobretudo - que as latas podem refechar-se herméticamente, e são muito brilhantes no interior. E fáceis de arrumar em sacos de plástico preto de embalar o lixo
O negócio então:
ir com estas latas onde o Sol possa aparecer nem que seja por uma ou duas horas - qualquer agência de viagens me encaminhará para um destino próximo - encher as latas todas de LUZ do SOL, e fechá-las com cuidado para que nem um raio se perca na viagem de regresso.
Já em Évora de novo, é só montar a banca sob os Arcos, deixar emitir suavemente a mercadoria de uma das latas para o ar - que ficará iluminado e morno num volume mínimo de uns dois metros cúbicos
Criança que passe não largará a mãe para que vá comprar-lhe uma bola de cores, um kit para fazer bolinhas de sabão, um cachorrito vivo pra lhe amaciar o pelo ao sol. E a mãe, compreendendo o filho, decide-se pelo óbvio:
simplesmente apressar-se a adquirir uma latinha de graxa cheia de Sol.
não haverá idoso que resista, que passe junto a nós, ao nosso cubo mágico de luz/calor de Sol, sem se espreguiçar como se acabasse de se levantar, sem esfregar os olhos, sem espirrar, sem perguntar o preço:
-quanto custa uma latinha?
-25 euros, informamos nós. Veio de Marrocos...
- trate então de me embrulhar duas. O produto é garantido?
Sei agora que não há como crises para gerar oportunidades.
quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009
roupa velha
Todo o poema
-bom ou não –
Deve ter a sua
Capacidade de devastação
Uma força à solta
Em que se não tenha
Mão
Uma frente de ataque
Um olho
À semelhança de um tufão
E por que não o poema
-Bom ou não-
Dever
também ter
Um coração?
-bom ou não –
Deve ter a sua
Capacidade de devastação
Uma força à solta
Em que se não tenha
Mão
Uma frente de ataque
Um olho
À semelhança de um tufão
E por que não o poema
-Bom ou não-
Dever
também ter
Um coração?
quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009
resposta a blogueiro que apologiza criação de banco de leite materno
mama o fisco pelo imposto
mama a Câmara:Pela sisa
mama o leite e o colostro
mama tudo o que precisa
mama o comércio a retalho
mama o novo hipermercado
É asim: com pouco trabalho
ou se mama - ou se é mamado
mama a Câmara:Pela sisa
mama o leite e o colostro
mama tudo o que precisa
mama o comércio a retalho
mama o novo hipermercado
É asim: com pouco trabalho
ou se mama - ou se é mamado
peganhice
os dias são os mesmos
as horas são as mesmas
mas estes cinzentões molhados
são lentos
como as lesmas
as horas são as mesmas
mas estes cinzentões molhados
são lentos
como as lesmas
EVOLUÇÃO?
somos símios
-símios sim-
mais sofisticados
mais atletas
motorizados como as motas
que outra coisa não são
que desumanizadas
bicicletas
-símios sim-
mais sofisticados
mais atletas
motorizados como as motas
que outra coisa não são
que desumanizadas
bicicletas
terça-feira, 27 de Janeiro de 2009
variações em FREE
free- o
free- nético
free- gorífico
free- eira
free- tos
free- cassé
free- port
free- asco
free- nético
free- gorífico
free- eira
free- tos
free- cassé
free- port
free- asco
enquanto faz a conta
faz de conta:
-então quando é que volta com as suas estórias ao jornal?
-um dia destes, está quase a passar a birra
-então vá, não demore. É que o senhor tratava as coisas sérias com humor. Eu gostava de o ler.
e sobretudo com um fundamento filosófico.
- mas a senhora é Caixa de um Supermercado de província...
- o que não impede que seja licenciada em Filsofia, não acha?
-então quando é que volta com as suas estórias ao jornal?
-um dia destes, está quase a passar a birra
-então vá, não demore. É que o senhor tratava as coisas sérias com humor. Eu gostava de o ler.
e sobretudo com um fundamento filosófico.
- mas a senhora é Caixa de um Supermercado de província...
- o que não impede que seja licenciada em Filsofia, não acha?
segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009
ENSAIO DE ESCRITA CRIATIVA
hoje eu quero fotografar o Sol
não o Sol-Rei
o Sol-Astro, o Sol em si,
Rá dos egípcios
o Sol que brilha nos regatos
e nas ervas dos caminhos
e nos cornos das cabras
tanto quanto brilhará no Nilo
e nos papiros rasteiros
e nas altas tamareiras
que tornará mais claro
um sorriso teu
como se tu fosses Nefertite
não quero fotografar o Sol
hoje eu só quero fotografar
o haver Sol
não o Sol-Rei
o Sol-Astro, o Sol em si,
Rá dos egípcios
o Sol que brilha nos regatos
e nas ervas dos caminhos
e nos cornos das cabras
tanto quanto brilhará no Nilo
e nos papiros rasteiros
e nas altas tamareiras
que tornará mais claro
um sorriso teu
como se tu fosses Nefertite
não quero fotografar o Sol
hoje eu só quero fotografar
o haver Sol
antonio saias
domingo, 25 de Janeiro de 2009
avaliação
concordo com algumas exteriorizações de descontentamento dos 150 mil professores portugueses, por via do negócio das avaliações.
discordo, p.e., que estejam a enviar a esmo cópias do último romance de Miguel Sousa Tavares, como retaliação pelo seu não alinhamento nas lutas que empreendem, mas sobretudo pela desqualificação de elementos da classe.
se fosse eu a avaliar os "enviadores" do texto, reprovava-os a todos.
são mais uns milhares de leitores (futuros compradores) que estão a arranjar ao detractor.
quantos dos contemplados não estarão já ansiosos por novas produções do mesmo autor?
ora valha-Vos Deus. Suspendam a acção, caramba!
discordo, p.e., que estejam a enviar a esmo cópias do último romance de Miguel Sousa Tavares, como retaliação pelo seu não alinhamento nas lutas que empreendem, mas sobretudo pela desqualificação de elementos da classe.
se fosse eu a avaliar os "enviadores" do texto, reprovava-os a todos.
são mais uns milhares de leitores (futuros compradores) que estão a arranjar ao detractor.
quantos dos contemplados não estarão já ansiosos por novas produções do mesmo autor?
ora valha-Vos Deus. Suspendam a acção, caramba!
economia do MAL
ou o Mal da Economia?
Drogas
Armas
Álcool
Tabaco
Pornografia
...........
O caso paradigmático do TABACO:
não sei de onde é originário (bastava clickar no Googlle, e em questão de segundos estaria a escrever atinadamente que é dos Andes ou do Afeganistão ou da Turquia...)
Certo, certo é que gerou/gera caudais incalculáveis de dinheiro. Dóllares sobretudo.
uma economia de taleigo como a nossa, mesmo assim tem tido sérias dificuldades em adaptar-se
ao emagrecimento da fileira do tabaco
Afecta, entre outros, os seguintes sectores:
-agricultura - produtores e mão-de-obra
-Indústria - secagem em estufa, embalagem para envio para Fábrica; fuel; pesticidas
- processamento industrial; maquinaria agrícola
- comércio - toda a cadeia desde representantes a vendedores. Fabricantes de máquinas de
venda
- Saude - Hospitais - públicos e privados - para tratamento de patologias decorrentes de
consumo.
¨+ cangalheiros, morgue
- transportes - aéreo; marítimo; rodoviário; ferroviário...
- contrabando - circuitos múltiplos
os americanos - quem no mundo mais beneficiou/beneficia com todo este negócio, parecem apostados em restringir o consumo no seu país. Se bem calhar fomentam- no no estrangeiro, para evitar a ruina económica dos seus agentes implicados.
Acabar com a Economia do Mal seria sem dúvida um grande passo para resolver o Mal da Economia.
desculpem a trapalhada da exposição. Fica só a ideia
Drogas
Armas
Álcool
Tabaco
Pornografia
...........
O caso paradigmático do TABACO:
não sei de onde é originário (bastava clickar no Googlle, e em questão de segundos estaria a escrever atinadamente que é dos Andes ou do Afeganistão ou da Turquia...)
Certo, certo é que gerou/gera caudais incalculáveis de dinheiro. Dóllares sobretudo.
uma economia de taleigo como a nossa, mesmo assim tem tido sérias dificuldades em adaptar-se
ao emagrecimento da fileira do tabaco
Afecta, entre outros, os seguintes sectores:
-agricultura - produtores e mão-de-obra
-Indústria - secagem em estufa, embalagem para envio para Fábrica; fuel; pesticidas
- processamento industrial; maquinaria agrícola
- comércio - toda a cadeia desde representantes a vendedores. Fabricantes de máquinas de
venda
- Saude - Hospitais - públicos e privados - para tratamento de patologias decorrentes de
consumo.
¨+ cangalheiros, morgue
- transportes - aéreo; marítimo; rodoviário; ferroviário...
- contrabando - circuitos múltiplos
os americanos - quem no mundo mais beneficiou/beneficia com todo este negócio, parecem apostados em restringir o consumo no seu país. Se bem calhar fomentam- no no estrangeiro, para evitar a ruina económica dos seus agentes implicados.
Acabar com a Economia do Mal seria sem dúvida um grande passo para resolver o Mal da Economia.
desculpem a trapalhada da exposição. Fica só a ideia
depois de ortográfico
venha o Fonográfico:
não mais provocação:
sim próvó cação
(mais tropicau, mais gastronômico, mais lê gau)
não mais provocação:
sim próvó cação
(mais tropicau, mais gastronômico, mais lê gau)
sábado, 24 de Janeiro de 2009
eleições à porta
camarodependência
-municipal?
grande?
pequena?
câmara- de ar?
- filmar?
-fotografar?
Escura?
Clara?
-Câmara -
ao caso tanto faz:
arranjem uma ao rapaz
nem que seja de GÁS
-municipal?
grande?
pequena?
câmara- de ar?
- filmar?
-fotografar?
Escura?
Clara?
-Câmara -
ao caso tanto faz:
arranjem uma ao rapaz
nem que seja de GÁS
sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009
já agora
a minha "Quadra P´ra pular"inspirada" num excelente texto hindu
:
quem for honesto profundo
sem fantasia ou batota
se não endireita o mundo
ao menos não o entorta
:
quem for honesto profundo
sem fantasia ou batota
se não endireita o mundo
ao menos não o entorta
recomendação
quando ler, em baixo, Eufemismos, e chegar onde se diz que faço uma breve corrida ao lado da bicicleta, por favor tente ouvir uma campainha.
obrigado
obrigado
crise
já recebo anúncios com preços/saldos de automóveis.
não demora vou mesmo receber ofertas. De borla. É só escolher a marca e a cilindrada
Difícil vai ser escolher
não demora vou mesmo receber ofertas. De borla. É só escolher a marca e a cilindrada
Difícil vai ser escolher
eufemismos
como chamar" apropriar-se do alheio" a roubar, quase como isso, é designar estamotologista o vulgar tiradentes, o dentista, o ferrador - que nas Aldeias era quem acumulava a função de arrebenta-queixos com a sua natural e primeira profissão.
Na minha Casa-Branca, sinceramente já nem me lembro muito bem como a coisa funcionava, sei é que o estomatologista não era originário da Aldeia, parece-me que era de Avis, tinha consultório na Rua e não muito distante da Farmácia, quase frente à casa do meu amigo Julio, Julio Falcato - que virou, em adulto, oficial da Força Aérea em Tancos.
O tiradentes de importação, de que me socorri certa vez em férias, dava consultas de 15 em 15 dias, tirava dentes com uma turquês, que eu bem a vi, que lembrava no tamanho uma de ferrador, de cortar os cascos dos cavalos. E tratava cáries operando com uma broca manual, quer dizer: pedestre - com um pedal no género dos amola-tesouras, que através de minúsculos carretos de desmultiplicação accionava, na extremidade, o mefistofélico engenho, só pelo barulho merecedor de figurar entre os instrumentos de tortura da Idade Média.
Da-Vinci, também especialista nestas artes, não desdenharia assinar, patentear e comercializar semelhante jogo fabricante de terror. E não sei se as Polícias Secretas hodiernas: Pides, CIAs e quejandas -se alguma vez a tivessem experimentado, não continuariam a utilizá-la como auxiliar precioso em todo o processo de investigação:
ai o menino não confessa, chamem lá então o senhor (Almeida, acabo de lembrar agora o nome) para tratar dois dentes cariados deste nosso amigo.
O interrogado renitente não resistiria nem mais um segundo após as primeiras pedaladas do senhor Almeida no chiante e fumegante (porque aquilo aquecia mesmo e fumegava, era arrefecido numa mistura líquida que parecia óleo) engenho accionador da broca.
Para encurtar discurso - e tratando ainda o meu caso pessoal - devo confessar que não resisti à pulsão de fuga, mesmo antes de o senhor Almeida me mandar abrir a boca, depois de ter a broca gemendo e fumegando, a umas não sei quantas rotações por minuto, próxima do meu rosto aterrorizado.
Tinha a bicicleta cá fora, encostada à parede caiada, muito branca; lembro o Sol chapado e a reluzir no guiador cromado; eu afogueado, como se perseguido por fantasma, ensaio uma breve corrida, já fora do passeio e ao lado da minha querida máquina salvadora; monto-a de um salto e dou em pedalar em direcção ao Monte, pedalando sempre, sempre, com energia e raiva, como se pedalasse na mefistofélica máquina do senhor Almeida.
Nunca mais soube nada do estomatologista peregrino. A não ser - passada meia-dúzia de anos- que o senhor Almeida tinha encomendado a alma ao criador. Pensei, na minha irreverente juventude, que subindo ao céu na sua broca diabólica engenhosamente transformada em velocípede.
Que, mais do que significado, é eufemismo de bicicleta, como estomatologista o é de tiradentes
um abraço a você
Na minha Casa-Branca, sinceramente já nem me lembro muito bem como a coisa funcionava, sei é que o estomatologista não era originário da Aldeia, parece-me que era de Avis, tinha consultório na Rua e não muito distante da Farmácia, quase frente à casa do meu amigo Julio, Julio Falcato - que virou, em adulto, oficial da Força Aérea em Tancos.
O tiradentes de importação, de que me socorri certa vez em férias, dava consultas de 15 em 15 dias, tirava dentes com uma turquês, que eu bem a vi, que lembrava no tamanho uma de ferrador, de cortar os cascos dos cavalos. E tratava cáries operando com uma broca manual, quer dizer: pedestre - com um pedal no género dos amola-tesouras, que através de minúsculos carretos de desmultiplicação accionava, na extremidade, o mefistofélico engenho, só pelo barulho merecedor de figurar entre os instrumentos de tortura da Idade Média.
Da-Vinci, também especialista nestas artes, não desdenharia assinar, patentear e comercializar semelhante jogo fabricante de terror. E não sei se as Polícias Secretas hodiernas: Pides, CIAs e quejandas -se alguma vez a tivessem experimentado, não continuariam a utilizá-la como auxiliar precioso em todo o processo de investigação:
ai o menino não confessa, chamem lá então o senhor (Almeida, acabo de lembrar agora o nome) para tratar dois dentes cariados deste nosso amigo.
O interrogado renitente não resistiria nem mais um segundo após as primeiras pedaladas do senhor Almeida no chiante e fumegante (porque aquilo aquecia mesmo e fumegava, era arrefecido numa mistura líquida que parecia óleo) engenho accionador da broca.
Para encurtar discurso - e tratando ainda o meu caso pessoal - devo confessar que não resisti à pulsão de fuga, mesmo antes de o senhor Almeida me mandar abrir a boca, depois de ter a broca gemendo e fumegando, a umas não sei quantas rotações por minuto, próxima do meu rosto aterrorizado.
Tinha a bicicleta cá fora, encostada à parede caiada, muito branca; lembro o Sol chapado e a reluzir no guiador cromado; eu afogueado, como se perseguido por fantasma, ensaio uma breve corrida, já fora do passeio e ao lado da minha querida máquina salvadora; monto-a de um salto e dou em pedalar em direcção ao Monte, pedalando sempre, sempre, com energia e raiva, como se pedalasse na mefistofélica máquina do senhor Almeida.
Nunca mais soube nada do estomatologista peregrino. A não ser - passada meia-dúzia de anos- que o senhor Almeida tinha encomendado a alma ao criador. Pensei, na minha irreverente juventude, que subindo ao céu na sua broca diabólica engenhosamente transformada em velocípede.
Que, mais do que significado, é eufemismo de bicicleta, como estomatologista o é de tiradentes
um abraço a você
quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009
o queixal
o queixal de que me queixo
desleixo de juventude
já me deu conta do queixo
- não o cuidei quando pude
mal possa vais para o lixo
como eu todo irei um dia
- não é de raiva ou capricho
nem sequer é profecia
tal a vingança a verdade
parece serve-se fria
desleixo de juventude
já me deu conta do queixo
- não o cuidei quando pude
mal possa vais para o lixo
como eu todo irei um dia
- não é de raiva ou capricho
nem sequer é profecia
tal a vingança a verdade
parece serve-se fria
INDECENTE
de novo o dente
o moer cada vez mais
consistente
e eu, porque imprudente,
cada vez mais ciente
depen-
dente
o moer cada vez mais
consistente
e eu, porque imprudente,
cada vez mais ciente
depen-
dente
quarta-feira, 21 de Janeiro de 2009
SAPATEIRO
a esta hora, quase 16 aqui na Irejinha, já Obama se terá levantado da cama, tomado um quente duche reformador, um pequeno-almoço de pão integral, fiambre, queijo (abomino mais do que o produto o próprio nome), acompanhado de sumo de toranja e meia-papaia Golden, uma boa chávena de café com leite, terá já limpado os lábios a um guardanapo de pano ( com vista a evitar esse pequeno ónus a cobrar à Natureza)
terá demandado a sua Sala de trabalho pintadinha de fresco, aquecida antecipadamente por sistemas autoregulados,
chamado os seus colaboradores mais chegados e já desenleados da burocracia necessária à sua nomeação definitiva,
sobre uma longa e envernizada mesa de carvalho já estará um mapa-mundi com os problemas mais quentes da actualidade, a que não escapará o seu próprio país - tão rico e tão à beira da ruina.
"Por onde é que vamos começar?........" terá já perguntado, e todo o pessoal terá arregaçado as mangas, e mostrado uma vontade indómita de começar a trabalhar.
aqui na igrejinha já passa das 16, toda a gente trabalha nas suas profissões, mestre Manuel do Santos já gaspiou um par de botas grossas e meteu duas meias-solas nuns delicados sapatinhos de senhora.
A diferença de fusos horários ao que leva!
terá demandado a sua Sala de trabalho pintadinha de fresco, aquecida antecipadamente por sistemas autoregulados,
chamado os seus colaboradores mais chegados e já desenleados da burocracia necessária à sua nomeação definitiva,
sobre uma longa e envernizada mesa de carvalho já estará um mapa-mundi com os problemas mais quentes da actualidade, a que não escapará o seu próprio país - tão rico e tão à beira da ruina.
"Por onde é que vamos começar?........" terá já perguntado, e todo o pessoal terá arregaçado as mangas, e mostrado uma vontade indómita de começar a trabalhar.
aqui na igrejinha já passa das 16, toda a gente trabalha nas suas profissões, mestre Manuel do Santos já gaspiou um par de botas grossas e meteu duas meias-solas nuns delicados sapatinhos de senhora.
A diferença de fusos horários ao que leva!
1º.dia
de OBAMA presidente.
Nem começou ainda - meio-dia aqui na Igrejinha.
tanta gente à espera. Em directo, ao vivo, dizem que uns dois milhões.
Esperando o quê?: Ver a cara do Salvador do mundo?
Salvar de quê a América - e atrás o Mundo?:
do Islão? do Hinduismo? do Budismo?
ou do velho dollarismo e do mais recente eurismo?
hoje, para mim, assim muito particularmente
só esperava de OBAMA - salvador
que me fizesse escapar
a uma ameaçadora
dor de dentes
Nem começou ainda - meio-dia aqui na Igrejinha.
tanta gente à espera. Em directo, ao vivo, dizem que uns dois milhões.
Esperando o quê?: Ver a cara do Salvador do mundo?
Salvar de quê a América - e atrás o Mundo?:
do Islão? do Hinduismo? do Budismo?
ou do velho dollarismo e do mais recente eurismo?
hoje, para mim, assim muito particularmente
só esperava de OBAMA - salvador
que me fizesse escapar
a uma ameaçadora
dor de dentes
terça-feira, 20 de Janeiro de 2009
só lembrar-lhe
que você faz parte da população mundial actual,
que é mais de 1/5 da população de seres humanos que exixtiram desde sempre.
esta ideia não lhe traz conforto?
abraço
que é mais de 1/5 da população de seres humanos que exixtiram desde sempre.
esta ideia não lhe traz conforto?
abraço
segunda-feira, 19 de Janeiro de 2009
haiku
porque ainda ninguem escutou o meu apelo:
no Jardim, junto à esplanada, era agradável dialogar com ESQUILOS
esquilo e esquila
são animais de
som
no Jardim, junto à esplanada, era agradável dialogar com ESQUILOS
esquilo e esquila
são animais de
som
sábado, 17 de Janeiro de 2009
ecologia ou morte
o boneco a seguir - FALAR baixo - é um poste de telefone degolado por ação de um passaroco bem simpático e peculiar que é o chamado PICA-PAU. Eram conhecidas por aqui pelo menos duas variedades bem distintas. Uma, de exemplares relativamente pequenos e de cor acinzentada, e outra de cores variegadas - sobretudo o amarelo-vivo, uns toques de azul, e preto.
Caracteristica comum: o disporem de unhas afiadas que lhes permite trepar em busca de insectos habitantes na madeira (xilófagos) e esburacar os paus, em caprichosas cavidades redondas onde depois acabam por nidificar.
Os cinzentos faziam ninho em grandes buracos naturalmente abertos nos troncos velhos de sobreiros ou azinheiras, vedados com lama e deixando uma entrada exígua, à medida do seu corpo esguio.
A ilustração seguinte diz respeito ao pica-pau maior, ao da segunda espécie, ao quase tropical -
e são visíveis na imagem dois ou três buracos que devem ter sido de simples prospeção. Bastando para deitar o poste abaixo, sem impedir, contudo, o processo de telecomunicação - que passou a verificar-se a um nível inferior. O FALAR baixo - como achámos por bem legendar a factografia que se segue
Pica-paus, quer de uns quer de outros, é que me parece já não há. Ou estarei eu enganado?
Caracteristica comum: o disporem de unhas afiadas que lhes permite trepar em busca de insectos habitantes na madeira (xilófagos) e esburacar os paus, em caprichosas cavidades redondas onde depois acabam por nidificar.
Os cinzentos faziam ninho em grandes buracos naturalmente abertos nos troncos velhos de sobreiros ou azinheiras, vedados com lama e deixando uma entrada exígua, à medida do seu corpo esguio.
A ilustração seguinte diz respeito ao pica-pau maior, ao da segunda espécie, ao quase tropical -
e são visíveis na imagem dois ou três buracos que devem ter sido de simples prospeção. Bastando para deitar o poste abaixo, sem impedir, contudo, o processo de telecomunicação - que passou a verificar-se a um nível inferior. O FALAR baixo - como achámos por bem legendar a factografia que se segue
Pica-paus, quer de uns quer de outros, é que me parece já não há. Ou estarei eu enganado?
roupa a secar
porque não há
Sábado sem Sol
(para além de Domingo sem futebol)
que alguma coisa boa
nos con-sole
Sábado sem Sol
(para além de Domingo sem futebol)
que alguma coisa boa
nos con-sole
sexta-feira, 16 de Janeiro de 2009
EUFEMISMOS
eu tinha razão. Meu Porto-Editora o confirma.
IMPARIDADE, tão agora em moda por via das falcatruas promovidas pelos senhores dos Bancos, pode bem significar o que eu imaginava.
Por um lado, tratar-se de uma situação ímpar - sem parceiro
Mas, por outro, ter estreita ligação a IMPAR - verbo - que equivale a mostrar-se arrogante ou desdenhoso.
sendo, antes do mais, uma inqualificável aldrabice, IMPARIDADE é um acto associado a arrogãncia, bazófia, pesporrência....
IMPARIDADE, tão agora em moda por via das falcatruas promovidas pelos senhores dos Bancos, pode bem significar o que eu imaginava.
Por um lado, tratar-se de uma situação ímpar - sem parceiro
Mas, por outro, ter estreita ligação a IMPAR - verbo - que equivale a mostrar-se arrogante ou desdenhoso.
sendo, antes do mais, uma inqualificável aldrabice, IMPARIDADE é um acto associado a arrogãncia, bazófia, pesporrência....
quinta-feira, 15 de Janeiro de 2009
INSTRUÇÕES PRIMÁRIAS
(a publicar em Notícias do Alentejo)
PONTOS CARDEAIS
Acho que era assim que se aprendia na Instrução Primária para designar os 4 pontos principais de orientação geográfica, chamemos-lhe assim, vulgo Norte-Sul, Este-Oeste. O Sul a apontar para o Algarve (Sol, Praia, Turismo, Resorts, calor, inglesas, sardinha assada) e a Serra da Estrela ( Neve, frio, Rafeiros, Meias-de-lã, Queijo, Ski, Turismo rural, Assado de borrego).
Cardeais porque eram principais, contrariamente aos intercalares, também 4, que davam pelo nome, se não estou em erro, de ordinais. Cardeal serve ainda para designar algumas espécies zoológicas, entre as quais certos peixes e pássaros de poupa cardinalícia frequentes na América e particularmente no Brasil.
Cardeal ainda, e em primeiro lugar, para designar dignitários especiais da Igreja Católica, bispos investidos de privilégios e poderes especiais, conselheiros, colaboradores e eleitores do Papa.
O nosso, português, actual é D. José Policarpo – tido como figura popular, se comparado com seus antecessores mais próximos, em particular o mítico Cardeal Cerejeira – coevo e muito próximo do não menos histórico Presidente do Conselho de Ministros, o Doutor António De Oliveira Salazar.
D. José Policarpo, em nosso entender, é pessoa de profunda e estável cultura, prosélito ao que dizem do chamado ecumenismo religioso – que tenderia a esbater diferenças entre religiões, desde as pré-cristãs: hinduísmo; budismo; taoismo; judaísmo, até às cristãs e pós-cristãs como o catolicismo (com a infinidade de seitas e ramos que seria fastidioso enumerar) e a religião muçulmana, ou maometana, que é a que vem ao caso
das próximas fatias de prosa que pensamos preparar para você.
Fátima Ferreira – conhecida jornalista da Televisão pública nacional – deve ter levado o seu Circo de Comunicação ao confortável, e seguramente bem frequentado, Auditório do CASINO da Figueira da Foz, em que se incluiriam Sua Exª. Reverendíssima o senhor Cardeal Patriarca, para responder às questões colocadas pela experiente moderadora da sessão. E pela esclarecida, motivada assistência ilustre – certamente. Faz-nos confusão – e não somos católicos praticantes, nem fundamentalistas –que se misturem duas variáveis tão aparentemente antagónicas como sejam a Religião e o Jogo. Sabemos que não se joga Póker entre cadeiras da Plateia, nem o Palco bem iluminado da Sala de espectáculos é bordejado de Máquinas de Jogo, as místicas Slot-Machine. As bandejas de servir à mesa, a despeito de redondas, sabemos, não servem de roleta. Nem se joga o Bacará nem a Banca francesa nos corredores de acesso aos Sanitários. Mas a carga semântica das coisas: Casino….Cardeal ….
Juízos de valor à parte, realidade- realidade é que Fátima Ferreira terá questionado o ilustre purpurado sobre as vantagens/inconvenientes (custos/benefícios como se diz em linguagem empresarial) do casamento inter-religioso (não é que ia a escrever inter-racial?)
Ao que S.Eª Rerª.- sem papas na língua (também ia a escrever outra coisa) advertiu de imediato que: cuidado, muito cuidado – sobretudo quando as moças casadoiras pensem na temeridade de oferecer o coração a qualquer infiel seguidor de Maomé.
: “…é meter-se em sarilhos que nem ALÁ sabe onde é que acabam”
Sinceramente, senhor Cardeal. Não tarda temos Vª.Eminência a mobilizar Cruzada contra Hindus porque morrem de fome e não abatem as vacas que lhes pastam os hortejos;
Contra judeus porque abominam visceralmente o Pata-Negra;
Contra os xamanes fumadores de Haxixe – porque não descobriram ainda o fumo oleoso de um genuíno Havana….
E se também fosse pecado invocar o santo nome de ALÁ em vão?
(a publicar em Notícias do Alentejo)
PONTOS CARDEAIS
Acho que era assim que se aprendia na Instrução Primária para designar os 4 pontos principais de orientação geográfica, chamemos-lhe assim, vulgo Norte-Sul, Este-Oeste. O Sul a apontar para o Algarve (Sol, Praia, Turismo, Resorts, calor, inglesas, sardinha assada) e a Serra da Estrela ( Neve, frio, Rafeiros, Meias-de-lã, Queijo, Ski, Turismo rural, Assado de borrego).
Cardeais porque eram principais, contrariamente aos intercalares, também 4, que davam pelo nome, se não estou em erro, de ordinais. Cardeal serve ainda para designar algumas espécies zoológicas, entre as quais certos peixes e pássaros de poupa cardinalícia frequentes na América e particularmente no Brasil.
Cardeal ainda, e em primeiro lugar, para designar dignitários especiais da Igreja Católica, bispos investidos de privilégios e poderes especiais, conselheiros, colaboradores e eleitores do Papa.
O nosso, português, actual é D. José Policarpo – tido como figura popular, se comparado com seus antecessores mais próximos, em particular o mítico Cardeal Cerejeira – coevo e muito próximo do não menos histórico Presidente do Conselho de Ministros, o Doutor António De Oliveira Salazar.
D. José Policarpo, em nosso entender, é pessoa de profunda e estável cultura, prosélito ao que dizem do chamado ecumenismo religioso – que tenderia a esbater diferenças entre religiões, desde as pré-cristãs: hinduísmo; budismo; taoismo; judaísmo, até às cristãs e pós-cristãs como o catolicismo (com a infinidade de seitas e ramos que seria fastidioso enumerar) e a religião muçulmana, ou maometana, que é a que vem ao caso
das próximas fatias de prosa que pensamos preparar para você.
Fátima Ferreira – conhecida jornalista da Televisão pública nacional – deve ter levado o seu Circo de Comunicação ao confortável, e seguramente bem frequentado, Auditório do CASINO da Figueira da Foz, em que se incluiriam Sua Exª. Reverendíssima o senhor Cardeal Patriarca, para responder às questões colocadas pela experiente moderadora da sessão. E pela esclarecida, motivada assistência ilustre – certamente. Faz-nos confusão – e não somos católicos praticantes, nem fundamentalistas –que se misturem duas variáveis tão aparentemente antagónicas como sejam a Religião e o Jogo. Sabemos que não se joga Póker entre cadeiras da Plateia, nem o Palco bem iluminado da Sala de espectáculos é bordejado de Máquinas de Jogo, as místicas Slot-Machine. As bandejas de servir à mesa, a despeito de redondas, sabemos, não servem de roleta. Nem se joga o Bacará nem a Banca francesa nos corredores de acesso aos Sanitários. Mas a carga semântica das coisas: Casino….Cardeal ….
Juízos de valor à parte, realidade- realidade é que Fátima Ferreira terá questionado o ilustre purpurado sobre as vantagens/inconvenientes (custos/benefícios como se diz em linguagem empresarial) do casamento inter-religioso (não é que ia a escrever inter-racial?)
Ao que S.Eª Rerª.- sem papas na língua (também ia a escrever outra coisa) advertiu de imediato que: cuidado, muito cuidado – sobretudo quando as moças casadoiras pensem na temeridade de oferecer o coração a qualquer infiel seguidor de Maomé.
: “…é meter-se em sarilhos que nem ALÁ sabe onde é que acabam”
Sinceramente, senhor Cardeal. Não tarda temos Vª.Eminência a mobilizar Cruzada contra Hindus porque morrem de fome e não abatem as vacas que lhes pastam os hortejos;
Contra judeus porque abominam visceralmente o Pata-Negra;
Contra os xamanes fumadores de Haxixe – porque não descobriram ainda o fumo oleoso de um genuíno Havana….
E se também fosse pecado invocar o santo nome de ALÁ em vão?
frio pular
pular -exactamente
volta a situação em que o recanto de temperaturas mais amenas aqui em casa será o FRIGORÍFICO
PuFF
volta a situação em que o recanto de temperaturas mais amenas aqui em casa será o FRIGORÍFICO
PuFF
quarta-feira, 14 de Janeiro de 2009
valhódeus
D. José Policarpo não tarda está a tentar pôr os Hindus a degolarem as vacas e a transform-las em bifes suculentos;
recomendar aos Judeus que se habituem à carne entremeada e ao presunto;
exigir aos Muçulmanos casados com raparigas portuguesas que abdiquem desse tal de Ramadan.
Enquanto não entrar em campanha contra os fumadores que não consumam a sua marca de tabaco....
senhor D. José,
sempre há cada uma.....
olhem só se o senhor tem chegado a PAPA, como ainda ameaçou!
recomendar aos Judeus que se habituem à carne entremeada e ao presunto;
exigir aos Muçulmanos casados com raparigas portuguesas que abdiquem desse tal de Ramadan.
Enquanto não entrar em campanha contra os fumadores que não consumam a sua marca de tabaco....
senhor D. José,
sempre há cada uma.....
olhem só se o senhor tem chegado a PAPA, como ainda ameaçou!
segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009
ACORDO Hortográfico?
garanto que tenho mesmo alguma simpatia pessoal pelo senhor. Considero-o político: o senhor acredita naquilo por que se bate há muito tempo - o socialismo dito democrático. O senhor não procura benefícios pessoais da seu alinhamento ideológico, não é o que eu julgo ter de forma original designado por "pulhíticos".
Não me agrada nada o conceito, a doutrina de socialismo democrático. Acredito, sim, que ele, acompanhado de seu gémeo verdadeiro - o liberalismo económico- estão condenados à operação que melhor os caracteriza : a Implosão. Melhor - à morte por afogamento. A julgar pelas suas próprias palavras no último artigo de opinião no Jornal da Terra:
"esta crise vai resolver-se com muito esforço, empenho e transpiração, mas no final do processo será a inspiração que fará a diferença e permitirá a alguns Países, territórios e empresas reimergirem com mais sustentabilidade económica, social e ambiental"
ou será gralha - tão frequente em matéria editorial?
Não me agrada nada o conceito, a doutrina de socialismo democrático. Acredito, sim, que ele, acompanhado de seu gémeo verdadeiro - o liberalismo económico- estão condenados à operação que melhor os caracteriza : a Implosão. Melhor - à morte por afogamento. A julgar pelas suas próprias palavras no último artigo de opinião no Jornal da Terra:
"esta crise vai resolver-se com muito esforço, empenho e transpiração, mas no final do processo será a inspiração que fará a diferença e permitirá a alguns Países, territórios e empresas reimergirem com mais sustentabilidade económica, social e ambiental"
ou será gralha - tão frequente em matéria editorial?
dás oliveira
a saga da canção, o poeminha musicado há 30 anos por Fernando Lopes Graça - interpretado ainda pelo Grupo Coral de Queluz - o convite simpático para assistir ao Concerto;
a ida entusiástica para reconfortar o ego; o convidar os filhos para almoçar no Vasco da Gama, a dois passos da Ponte;
o que parecia a dois passos e acabou por verificar-se a duas Pontes;
o acabar por chegar como que milagrosamente às 5 em ponto, como estava programado;
e assistir ao excelente Concerto no talvez mais precioso reduto do Barroco em Portugal; ver e ouvir tudo como se tudo tivesse sido feito para eu ouvir e ver - mesmo o magnífico Concerto no seu todo, mesmo o magnifico Palácio Nacional com estátuas e espelhos e Jardins inspirados em Versailles.
Obrigado GCQ, parabens pela celebração do Vosso 42º. aniversário.
Paguei-Vos com uma lagriminha que nada tinha a ver com o frio que fazia lá fora
a ida entusiástica para reconfortar o ego; o convidar os filhos para almoçar no Vasco da Gama, a dois passos da Ponte;
o que parecia a dois passos e acabou por verificar-se a duas Pontes;
o acabar por chegar como que milagrosamente às 5 em ponto, como estava programado;
e assistir ao excelente Concerto no talvez mais precioso reduto do Barroco em Portugal; ver e ouvir tudo como se tudo tivesse sido feito para eu ouvir e ver - mesmo o magnífico Concerto no seu todo, mesmo o magnifico Palácio Nacional com estátuas e espelhos e Jardins inspirados em Versailles.
Obrigado GCQ, parabens pela celebração do Vosso 42º. aniversário.
Paguei-Vos com uma lagriminha que nada tinha a ver com o frio que fazia lá fora
a propósito de declaração de chorudos rendimentos de Odete Santos
É verdade que os comunistas dizem fazer da sua vida uma luta permanente contra o capitalismo
Mas não é menos verdade que os capitalistas consideram os comunistas uns invejosos que nem habilidade têm para arranjar dinheiro.
em que é que ficamos?: Odete Santos tem ou não direito a gerir algumas centanas de milhares de euros?
Mas não é menos verdade que os capitalistas consideram os comunistas uns invejosos que nem habilidade têm para arranjar dinheiro.
em que é que ficamos?: Odete Santos tem ou não direito a gerir algumas centanas de milhares de euros?
sábado, 10 de Janeiro de 2009
a propósito de GUERRAS
Tanto mal que se tem feito
Com vista a que o Bem se instale
Não daria mais proveito
Tentar evitar o Mal
abraço deste inv(f)erno
Com vista a que o Bem se instale
Não daria mais proveito
Tentar evitar o Mal
abraço deste inv(f)erno
sexta-feira, 9 de Janeiro de 2009
onomástica
dos inconvenientes de me chamar SAIAS:
tinha hoje um mail a convidar-me para me inscrever num curso, gratuito, de
CONSELHEIRA DE BELEZA - num tal Instituto Rocher, ou coisa semelhante.
não me inscrevi, claro
tinha hoje um mail a convidar-me para me inscrever num curso, gratuito, de
CONSELHEIRA DE BELEZA - num tal Instituto Rocher, ou coisa semelhante.
não me inscrevi, claro
quinta-feira, 8 de Janeiro de 2009
AH, já agora
dás oliveira
dás oliveira
frutos redondos
colhê-los dói
nas mãos, nos ombros
dás oliveira
frutos amargos
das feridas fundas
que vais fazendo
nos dedos magros
dás oliveira
frutos pequenos
sabê-los de outros
-a quem os colhe-
não lhes dói menos
esta insignificância de poema mereceu a atenção de Fernando Lopes Graça, que em 8-8-78 resolveu musicá-lo.
Eu só tive conhecimento do facto pela NET, em 2007. E fui ouvir, pelo Grupo Coral de Queluz,
em SIntra, num concerto de comemoração do 25 de Abril.
ora bem, este Grupo Coral continua (generosamente para mim) a manter a Canção no seu rico Repertório.
E vai interpretá-la no próximo Domingo, 11 de Janeiro, pelas 17 horas, no seu Concerto de Ano Novo. No Palácio Nacional de Queluz
Teve a gentileza de me convidar, e eu, abusivamente, estendo o convite a quem me lê. Aceita o desafio? o Concerto é às 17 horas. Dá bem para almoçar e fazer-se ao caminho
abraço
dás oliveira
frutos redondos
colhê-los dói
nas mãos, nos ombros
dás oliveira
frutos amargos
das feridas fundas
que vais fazendo
nos dedos magros
dás oliveira
frutos pequenos
sabê-los de outros
-a quem os colhe-
não lhes dói menos
esta insignificância de poema mereceu a atenção de Fernando Lopes Graça, que em 8-8-78 resolveu musicá-lo.
Eu só tive conhecimento do facto pela NET, em 2007. E fui ouvir, pelo Grupo Coral de Queluz,
em SIntra, num concerto de comemoração do 25 de Abril.
ora bem, este Grupo Coral continua (generosamente para mim) a manter a Canção no seu rico Repertório.
E vai interpretá-la no próximo Domingo, 11 de Janeiro, pelas 17 horas, no seu Concerto de Ano Novo. No Palácio Nacional de Queluz
Teve a gentileza de me convidar, e eu, abusivamente, estendo o convite a quem me lê. Aceita o desafio? o Concerto é às 17 horas. Dá bem para almoçar e fazer-se ao caminho
abraço
saiba que...
dadas situação de crise económico-financeira mundial
e vaga de frio regional e local
governo reforça apoio a
"Cem Abrigos"
medida que não podemos deixar de apoiar.
Bem-Haja
e vaga de frio regional e local
governo reforça apoio a
"Cem Abrigos"
medida que não podemos deixar de apoiar.
Bem-Haja
quarta-feira, 7 de Janeiro de 2009
passeio socrático
ideia colhida de um Post em "serpente emplumada" de hoje, 7/1
com Sócrates há mais de 2500 anos ou agora comigo o mundo não andava ou, se o fizesse, seria de maneira muito mais lenta. Sócrates passeando pela zona comercial de Atenas, perguntado sobre o que fazia:
ando a fazer um levantamento da infinidade de coisas/objectos disponíveis, acessíveis, de que não necessito para ser feliz.
assim eu - exatamente.
abraço a você. AH, e não se esqueça que, quando consome, também você está a ser consumido
com Sócrates há mais de 2500 anos ou agora comigo o mundo não andava ou, se o fizesse, seria de maneira muito mais lenta. Sócrates passeando pela zona comercial de Atenas, perguntado sobre o que fazia:
ando a fazer um levantamento da infinidade de coisas/objectos disponíveis, acessíveis, de que não necessito para ser feliz.
assim eu - exatamente.
abraço a você. AH, e não se esqueça que, quando consome, também você está a ser consumido
p´ra pulares
artigo científico publicado em "Ciência Hoje"desvenda mistérios de Síndrome de Fadiga crónica.
Apus seguinte comentário rimado:
é de crónica fadiga
que sofro desde miudo:
o trabalho não me obriga
nem me seduz 1 segundo
leia o artigo. Pode acontecer se descubra tomado do mesmo Síndrome
abraço
Apus seguinte comentário rimado:
é de crónica fadiga
que sofro desde miudo:
o trabalho não me obriga
nem me seduz 1 segundo
leia o artigo. Pode acontecer se descubra tomado do mesmo Síndrome
abraço
terça-feira, 6 de Janeiro de 2009
Dois poemas sobre FOGO
1
Seduz-me a luz
Das áscuas
O fumo
A flor das tuas brasas
Não é por acaso
Que chamamos fogos
Aos espaços
A que também chamamos
Casas
2
LUME
Companheiro
Irmão
Amigo
Sem o teu calor
Sem a tua luz
Sem o teu fulgor
Sem o teu fumo
Sabe lume:
Ardo
contigo
1
Seduz-me a luz
Das áscuas
O fumo
A flor das tuas brasas
Não é por acaso
Que chamamos fogos
Aos espaços
A que também chamamos
Casas
2
LUME
Companheiro
Irmão
Amigo
Sem o teu calor
Sem a tua luz
Sem o teu fulgor
Sem o teu fumo
Sabe lume:
Ardo
contigo
segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009
glosa sobre os reformados (por invalidez) da CGA, administrando Bancos Privados da concorrência
Os deficientes da Caixa
Geral de Aposentações
Já podem soltar a faixa
Para coçar
comichões
Geral de Aposentações
Já podem soltar a faixa
Para coçar
comichões
ressaca
A coisa parece que está preta
Para os muros
muros, muralhas,
fortalezas
contrafortes
sobretudo estas coisas todas em língua de
S. Majestade
-o inglês de Libra –
e do livra-te (acrescentamos nós em bom alentejano)
porque estas coisas todas
no esperanto actual se dizem WALL
para rimar com Fall
e o Berlin Wall
não foi mais do que o prenúncio de WALL-
Street
Fall
Estou- me nas tintas para que se desmorone
A fortaleza do dinheiro
- a Wall Street de Nova Iorque –
para que rua
o indigente Palácio da Bolsa de Lisboa
Roque
Amorim
Berardo
Cintra
Azevedo
Não me dizem nada
Abramovich diz-me muito menos
Do que MaiaKowsky
Prefiro de longe
O nosso se calhar teso Herberto Hélder
Ao multimilionário Bill Gates
Ó gente do dinheiro
Não há dollar
Libra euro
Que valha um poema ingénuo do
Mais obscuro e anónimo dos poetas
A vossa fama passa
A vossa ganância de dinheiro morre com o vosso
Último suspiro.
Estão agora à rasca? Tremem que nem varas verdes
Pela insegurança dos frutos
Das vossas falcatruas?
Tremam pois – a mim pouco me importa
A minha Bolsa de Poetas está segura
Pessoa
Eugénio
Ramos Rosa
Não precisam de injecções de capital
É neles que as minhas
Economias estão depositadas.
Leio-os quando vou para a cama
E adormeço
Como se não devesse nada ao Mundo
E o Mundo
A mim nada me devesse.
E como é bem melhor
Ó fátuos milionários de pechisbeque
Como um “principezinho” levitar
Do que fazer todas as viagens
Que possam estar
Nos teus livros de cheques
Para os muros
muros, muralhas,
fortalezas
contrafortes
sobretudo estas coisas todas em língua de
S. Majestade
-o inglês de Libra –
e do livra-te (acrescentamos nós em bom alentejano)
porque estas coisas todas
no esperanto actual se dizem WALL
para rimar com Fall
e o Berlin Wall
não foi mais do que o prenúncio de WALL-
Street
Fall
Estou- me nas tintas para que se desmorone
A fortaleza do dinheiro
- a Wall Street de Nova Iorque –
para que rua
o indigente Palácio da Bolsa de Lisboa
Roque
Amorim
Berardo
Cintra
Azevedo
Não me dizem nada
Abramovich diz-me muito menos
Do que MaiaKowsky
Prefiro de longe
O nosso se calhar teso Herberto Hélder
Ao multimilionário Bill Gates
Ó gente do dinheiro
Não há dollar
Libra euro
Que valha um poema ingénuo do
Mais obscuro e anónimo dos poetas
A vossa fama passa
A vossa ganância de dinheiro morre com o vosso
Último suspiro.
Estão agora à rasca? Tremem que nem varas verdes
Pela insegurança dos frutos
Das vossas falcatruas?
Tremam pois – a mim pouco me importa
A minha Bolsa de Poetas está segura
Pessoa
Eugénio
Ramos Rosa
Não precisam de injecções de capital
É neles que as minhas
Economias estão depositadas.
Leio-os quando vou para a cama
E adormeço
Como se não devesse nada ao Mundo
E o Mundo
A mim nada me devesse.
E como é bem melhor
Ó fátuos milionários de pechisbeque
Como um “principezinho” levitar
Do que fazer todas as viagens
Que possam estar
Nos teus livros de cheques
poema do dia (ainda quente)
Mestre Bento – moleiro
Tem um moinho de vento
No outeiro
Velas de pano
Mós pesadas de granito
Mestre Bento mói
O dia inteiro
Há quem diga que mói
Até ao infinito
Mói tempo
Mestre Bento mói tempo
Cada um vai lá
Com seu saco de trigo
Mestre Bento o moendo
Nos devolve
O que sobra
Da maquia
Porém um dia
O trigo de cada um acaba
E mestre Bento
Fica sem ter de que moer
Mais do que a sua própria
Nostalgia
De mestre Bento
-moleiro de tempo-
Cliente
é toda a
gente
Até um dia
Tem um moinho de vento
No outeiro
Velas de pano
Mós pesadas de granito
Mestre Bento mói
O dia inteiro
Há quem diga que mói
Até ao infinito
Mói tempo
Mestre Bento mói tempo
Cada um vai lá
Com seu saco de trigo
Mestre Bento o moendo
Nos devolve
O que sobra
Da maquia
Porém um dia
O trigo de cada um acaba
E mestre Bento
Fica sem ter de que moer
Mais do que a sua própria
Nostalgia
De mestre Bento
-moleiro de tempo-
Cliente
é toda a
gente
Até um dia
domingo, 4 de Janeiro de 2009
palimpsesto
evito-lhe o trabalho de ir ver ao dicionário:
manuscrito em pergaminho que os copistas medievais rasparam para sobre eles escreverem de novo, mas dos quais se tem conseguido, em parte, fazer reaparecer os primitivos caracteres.
só para dizer que, não sei explicar por quê, me sinto um pouco (muito) Palimpsesto
manuscrito em pergaminho que os copistas medievais rasparam para sobre eles escreverem de novo, mas dos quais se tem conseguido, em parte, fazer reaparecer os primitivos caracteres.
só para dizer que, não sei explicar por quê, me sinto um pouco (muito) Palimpsesto
sugestão
para instituições vocacionadas para promoção de
INOVAÇÃO:
Ano - 2000 Inove
prometo não exigir direitos de autor
INOVAÇÃO:
Ano - 2000 Inove
prometo não exigir direitos de autor
A(n)Arca
da pessoa:
já entrou o Ano Novo
que é de tripla votação
mas quem se lixa é o povo
haja ou não haja eleição
então boas entradas
já entrou o Ano Novo
que é de tripla votação
mas quem se lixa é o povo
haja ou não haja eleição
então boas entradas
sexta-feira, 2 de Janeiro de 2009
P´RA PULAR
o Blog "ouriquense" foi eleito pela antena 1 o melhor do Ano.
último post do autor, a caminho de Gana, diz às tantas......:
.".......porque o meu tracto intestinal não se encontra ainda pacificado.......".
meu comentário rimado:
quanto ao tracto intestinal,
amigo não se embasbaque
simulando um vendaval,
venha à Rua e solte um traque
não sei como estará de saude o bloguista nesta altura do campeonato.
espero que tenha lido a receita e se encontre agora mais aliviado
último post do autor, a caminho de Gana, diz às tantas......:
.".......porque o meu tracto intestinal não se encontra ainda pacificado.......".
meu comentário rimado:
quanto ao tracto intestinal,
amigo não se embasbaque
simulando um vendaval,
venha à Rua e solte um traque
não sei como estará de saude o bloguista nesta altura do campeonato.
espero que tenha lido a receita e se encontre agora mais aliviado
réplica
poema de JSL - publicado em "serpente emplumada" ( não conhece? dê uma espreitadela)
:
quem não age vive morrendo
perde tudo e até a sua memória
e quem assim vive não vivendo
será atropelado pela História
Minha réplica:
quem age tem igual sorte
com mais zelo ou menos zelo
mesmo fugindo da morte
ninguém escapa ao atropelo
:
quem não age vive morrendo
perde tudo e até a sua memória
e quem assim vive não vivendo
será atropelado pela História
Minha réplica:
quem age tem igual sorte
com mais zelo ou menos zelo
mesmo fugindo da morte
ninguém escapa ao atropelo
2009
a melhor contribuição que a nova administração norteamericana podia trazer à paz mundial
era não tanto gastar dinheiro e energias (sobretudo bombas) para resolver velhos problemas
como esforçar-se em não criar novos.
vamos ver
era não tanto gastar dinheiro e energias (sobretudo bombas) para resolver velhos problemas
como esforçar-se em não criar novos.
vamos ver
quinta-feira, 1 de Janeiro de 2009
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