domingo, 31 de Maio de 2009

ELEIÇÕES

=
cio oral

in extremis

aboboreira salva de, por falta de água, morte eminente
salvador feliz
como se estivesse
a salvar
GENTE

portugueses

- bom clima
- boa gastronomia
- boa gente

contudo, eternamente tesos

somos uns
parvilegiados

SE

passar por aqui antes das 13, não esqueça: a essa hora acompanhe minha estória " o Incorruptível" na Antena 1

boas notícias, BD (bom domingo)

sábado, 30 de Maio de 2009

em tempo oral - de eleições
as alterações climáticas são
:
altercações

semântica

de tractor não é igual
a
detractor

nem Sexta-Feira =
a
Sesta-Feira

ACARRO

temos que nos habituar à ideia de que, em termos de sensibilidade ao calor, somos muito mais herbívoros do que omnívoros.
Passamos estas horas de calor à sombra, dormitando. É o chamado acarro,ou calmeiro

Mesmo para nos alimentarmos, só durante a noite. E não me venham com estórias: não é só no Alentejo.

Aliás, Portugal é o Alentejo da Europa
D E S A L E N T E J O

mais um Verão antecipado, mais um ano sem varrer a aberração
de "obrigar" a varrer Ruas às 3 horas da Tarde.

e a função pública senhores? e as Escolas?

para quando "copiar"o que em matéria de horários se pratica aqui ao lado em Espanha?

nome completo de Picasso

jornalista informado não diz Pinto da Costa ou Filipe Vieira:

Nuno Pinto da Costa ou Luis Filipe Vieira

Para falar com propriedade de Picasso teria que dizer. Prepare-se:

Pablo Diego José FRancisco de Paula Juan Nepomoceno Maria de los Remédios Cipriano de la Santissima Trindad Martyr Patricio Clito Ruiz y PICASSO.

É obra. Polícia que pensasse em autuá-lo....

guarda-factos

ideias-tópicos:
1 - conseguir resultados sólidos

2 - nome completo de Picasso

3 - DESALENTEJO

4 - acarro

sexta-feira, 29 de Maio de 2009

pulhítica

pretender colar o PSD (em exclusivo) ao escândalo BPN
é o mesmo que asseverar que toda a população de Peniche
ou da Marinha Grande
é filiada no PC

vão dar uma volta

onda Tchekov

tratei das galinhas: pus ração e removi água que elas capricham em sujar todos os dias

pus pílulas anti-concecionais à gataria feminina (para quando a invenção do preservativo?)

semeei o feijão frade no terreno húmido e humoso de onde arranquei as batatas

tomei banho (as alterações climáticas ainda vão permitindo esse luxo diário)

telefonou vizinho e amigo perguntando se eu estaria ainda em casa dentro de dez minutos

disse que sim, pensei que me procurasse por uma promessa minha de lhe levar um molho de erva-de-S.João para fazer um unguento milagroso contra artroses e pequenas dores nas articulações.
não, não era por isso

apareceu de Jeep com a mulher, com um saco de papel muito primaveril contendo o quê?: talvez uns dois quilos de cerejas da sua produção

foi a primeira coisa que comi, de manhã, mesmo antes ainda de laar a cara. São ótimas as cerejas destes meus amigos

quinta-feira, 28 de Maio de 2009

é VITAL

a 8 dias de eleições europeias
em que Vital é candidato do partido
que detem maioria absoluta
é Vital que muito se fale
de Vital

não sei se foi o partido de Vital
que agendou a discussão de um documento
que dá pelo nome de
"Testamento Vital".

são os deputados, são os média,
é todo o Portugal
a falar e a ouvir falar do tal
"Testamento Vital"

sei é que a menos de 8 dias de eleições
é Vital
que o eleitor transporte no ouvido
o som essencial.

e quando for votar daqui a menos de 8 dias
seja a sílaba aberta
a marcar
como que o destino
da ingénua esferográfica:
cruz só em
VITAL

fado Alexandrino

é importante salvar a menina. Arranjar um lar em condições, com gente que possa prover alimentação, educação condigna, roupinhas iguais às das meninas da sua idade, bem-estar, carinho.....

a mãe de Alexandra é Natália, que nasceu em NovaKibirki - onde Ivetutchenko escreveu há muitos anos um delicioso poema que ainda guardo na memória: Cai granizo em Novak.....

o som do granizo nos telhados

nas bilhas da vendedeira de leite

sobre o capacete metálico dum soldado que estava de plantão à porta do quartel

Toda a gente se indigna porque Alexandra foi entregue à Natália que a concebeu quem sabe bêbeda e drogada, capaz de tudo menos de dar à menina a alimentação o carinho e os cuidados de que tanto necessita. Eu concordo com a decisão do tribunal. Já concordei no caso de Esmeralda.
Os filhos são de quem os faz e depois os tem, não de quem tem condições para que eles sejam felizes em aparência.

além de que não são poucos os génios da humanidade que nasceram de, e foram criados com, pais
alcoolizados e/ou drogados, sifilíticos, sidosos. Sei também que são muitos os que ficam pelo caminho. É um jogo de sorte ou de azar....

já se calaram os média com Esmeralda?

P´RA PULAR

GAY

camisola de marujo
às listras azuis e brancas
só és diferente do cujo
na forma de dar às ancas

carestia

de público político para comícios em tempo de eleições. Tempo Oral
Fácil já não é encontrar gente para encher uma pequena Sala de Cafeteria
de Bairro, quanto mais uma mesmo que exígua Plateia de Teatro

bom negócio fariam os chineses se deslocassem até nós o se inumerável exército
de guerreiros de terracota, durante séculos inumados, para alugar aos produtores de eventos comicieiros que ainda sobrevivem, com sérias dificuldades, nesta época

podia ter sido eu

mas não fui:

-quem tem boca
vaia Sócrates

não é um incentivo ao desatino - é um acto criativo

quarta-feira, 27 de Maio de 2009

eleições

ao que parece
até ao fim do ano
-é obra

entanto
multiplica-se a apresentação de livros
a passagem de filmes
a realização de encontros

apresentação de peças de Teatro
de autores disfarçadamente inócuos

espectáculos de Ballet com descendentes de militantes
aparentemente comprometidos só
com a arte dos filhotes

um não acabar
de manifestações artísticas
onde apenas na penumbra dos corredores se adivinha
o aliciante apêlo:

Vota

ruido

tenho que escrever a minha página "Tempo Oral"
a propósito de eleições

o que vai tomar-me
cerca de uma hora

dentro de uma hora
em Roma
defrontam-se
Barcelona e Manchester

o que vai tomar-me
o tempo necessário a escrever a minha estória

começar a escrever agora?
na dúvida, assobio

pego a tampa de uma esferográfica azul
sopro com alguma força,
e não é
que assobia mesmo.......

poesia também passa por isto:
inventarmos surpresa
naquilo que
desde sempre já sabemos

ideologia

ou Propaganda?

Goebel, Ferro em Portugal....



talvez dourar a pílula:

O Presidente da Câmara, de que eu fiz parte em Évora,

na inauguração de Cemitério local

dizia que era um espaço novo

ajardinado

cuidado

que apetecia visitar



ontem um animador desportivo da Aldeia

conseguiu convencer-me

a participar numa marcha a pé

de 6 Km



ideologia mesmo

é que este animador

sem grande esforço

-a par de mim

mobilizou um coxo

que não dá um passo

sem apoio de canadianas


O tempo é de eleições
do fervilhar
de ideologias

tempo de eleições

daqui até ao fim do ano. Seca

Tempo Oral

Vou escrever, depois de semear o feijão-frade

segunda-feira, 25 de Maio de 2009

curtas

passa a vida nos Tascos:

resolveu dedicar-se em exclusivo
à litratura

carro novo

uma vez nos Canaviais
um vizinho acordou-me para me mostrar seu carro novo
seu Seat
acabadinho de comprar

achei uma insolência
uma abominação

hoje eu sei
que a Antena 1 vai pôr no ar
uma pequena estória minha
-é uma espécie de um concurso popular
que os consagrados desconhecem

já cuidei de enviar
mensagens aos meus contactos todos
mesmo àqueles
que só conheço do mundo virtual

estou a acordar meio-mundo
para mostrar meu carro
acabadinho de comprar
- que ainda por cima nem é novo

domingo, 24 de Maio de 2009

apelo a caloteiros

proletários deste país
unamo-nos

todos os que devemos
abaixo de mil euros
juntemo-nos
federemo-nos
fundemos nosso próprio Banco

tomemos
nossas dívidas por quotas
por ações
devamos em conjunto
não mil
mas mil milhões

reclamemos
à porta do governo
para o Hall de entrada
do Banco de Portugal:
socorro
este é o nosso Banco

estamos com a corda na garganta

na impossibilidade física
comercial
de distribuirem
um pequeno baraço
a cada devedor

não tarda nos abordarão
não só para nos cortar a homicida corda da garganta
como para ver se alguém
ficou com marcas
nas carótidas

aos frequentadores deste espaço

que fica onde?
em que espaço do espaço?
em que vazio de sistema
de planeta
de galáxia?

fosse eu a escolher,
de imediato me decidiria por Andrómeda.
Tenho um fraco por Andrómeda
Sei exatamente onde procurá-la
Aqui, de onde me encontro,
sobre entre Évoramonte e Azaruja

aos frequentadores deste espaço dizer então que se quiserem estar comigo no próximo Domingo,
eu estarei na rádio Antena 1, a partir das 13, por uma estória chamada "incorruptível". Não sou eu em pessoa mas é a minha estória

abraço

QUEM

dos poetas vivos
gostaria de ser Pessoa?
:
eterno
mas morto?

quem trocaria
da sua efemeridade tosca
cinzenta
1 só minuto
pela glória inapagável
do Desassossego dele?

questiono-me por vezes
e não sei
quanto daria
por um só poema
do seu
Guardador de rebanhos

sábado, 23 de Maio de 2009

QUEM NÃO SABE INVENTA


A vida é um ato contínuo de inventar. Desde que nascemos até que nos sumimos, de nos levantarmos até voltarmos a adormecer, raro é o dia em que não fazemos qualquer coisa de modo diferente do que até aí tínhamos feito. Não damos por isso, é o nosso subconsciente que determina e executa essas manobras, pelo que não paramos sequer para pensar no que fizemos de novo nesse dia.
Inventar é resolver problemas: a Roda; a Escrita; o Fogo; a Agulha de coser; a Panela de Pressão; o Elástico das meias; o Lenço de papel; a Esferográfica…tudo são invenções. A maioria sem paternidade reconhecida, tão instável continua a ser o estádio em que se encontra. A escrita – tomemos a escrita como exemplo. Começa com os hieróglifos no Egipto, passa a cuneiforme na Suméria ou Mesopotâmia, diversifica-se e forma grandes grupos ou famílias em que radicam as línguas com que na atualidade nos entendemos melhor ou pior em todo o mundo. O meu corretor de texto acaba de me sublinhar a vermelho, como erro, “atualidade; ato; corretor” , que ou já é ou não tardará a ser a grafia correta de “actualidade; acto; correcto” – o que prova a dutililidade não só da portuguesa como de todas as línguas que há no mundo.
Inventar palavras é como inventar fórmulas matemáticas ou descobrir estruturas de moléculas, ou criar especialidades gastronómicas até aí desconhecidas. Na minha casa nos Canaviais os meus amigos eram contemplados após as refeições com um coktail diabólico assim improvisado pela primeira vez: Aguardente amarelinha do Mouchão;
uma folhinha de hortelã; uma minúscula rosinha de Santa Teresinha.
Quem ao fazer uma sangria não joga com o poder criativo com que foi dotado? Funcho, por exemplo, funciona bem com vinho e com laranja, e maçã, e ananás, e framboesas – o quê de frutas uma sangria pode recusar? Ou de ervas aromáticas?

A companheira do meu filho mais novo não parava de me atazanar o juízo por via da não existência em casa de uma varinha mágica para bater claras de ovos e realizar prodígios semelhantes. Ai é? Pois bem: aí tem varinha mágica:
Black&Decker, garfo na ponta – que não cabia na abertura berbequim, afiado o cabo (de plástico, verde) até entrar, carregar no botão, aí tem a sua varinha mágica. Quer bater ovos? Experimente

Inventar/criar/desenrascar – de significado próximo são contudo só aparentemente semelhantes. Diferentes, sim, não tanto pelos fins como pelos meios. Em França consideram dois tipos de investigadores, que talvez ajudem a localizar a trilogia apresentada: Chercheurs e Trouveurs . Procuradores e Encontradores. Os que garimpam e os que sabem que pisando determinados trilhos acabam por tropeçar no diamante.
A invenção pressupõe sobretudo intuição. Mas também conhecimentos.
Eu nunca inventei coisa nenhuma. Mas, sabendo que a água é um composto químico com duas moléculas de hidrogénio e uma de oxigénio, e a água oxigenada – peróxido de hidrogénio – tem mais uma molécula de oxigénio, pensei um dia que isso poderia influenciar positivamente a germinação das sementes. Pensei mas não experimentei. Até que um dia, entrando na Pharmácia da Misericórdia, na Praça do Giraldo, despertou cá dentro a velha ideia adormecida da água oxigenada, ao ver um cliente pedir ao balcão uma embalagem do doméstico simpático desinfetante.
Era dia de eclipse do Sol – só por isso entrei na Farmácia, em busca de óculos -de –ver-eclipse – e mal cheguei a casa cuidei de preparar um rudimentar ensaio em três pratinhos, com sementes da nabiça, um com água da torneira, outro com água oxigenada pura, um terceiro com uma mistura das duas.
Passados três dias, o resultado era uma verdadeira provocação: o da mistura estava todo germinado, enquanto nos outros nem vestígios.
Fiz chegar o meu entusiasmo à Estação Agronómica Nacional, que fez ensaios científicos com os meios de que dispõem, confirmando as boas expetativas avançadas pela minha brincadeira empírica.
O inventor que há em mim, como em cada um de nós, ficou feliz. Valeu a pena por isso a aventura

quinta-feira, 21 de Maio de 2009

7 cavaleiros do Apocalipse


de coleira -decepada, irreverente, senhoras e senhores: A Ghata Cristhie......

será que vale a pena?

tentar esconder a peneira
com o Sol?

balanço de pinturas

como em tudo na vida
e toda a gente:

para poupar na trincha
gastei no diluente

terça-feira, 19 de Maio de 2009

entropia

2ª.lei da termodinâmica
que postula
que tudo caminha para a desordem
para o frio
para o caos.


a entropia começa
como a lei o predizia
mal o animal tropeça
na primeira luz do dia

segunda-feira, 18 de Maio de 2009

poeminha 1

Pelas cores ingénuas
Com que julgo me pinto

Pela clara luz
Com que suponho me dou

Corro o risco – pressinto –
de vir a ser tomado
pelo que sou

dois poeminhas exumados do lixo

a um mosquito que me suga

bebes do meu sangue
vejo-te ainda mergulhado sobre
um afluxo roxo que me aflora
a pele

podia matar-te agora mesmo
podia esborrachar-te
mão contra o meu pulso-fonte
impávido tranquilo

podia afugentar-te com um sopro
podia em suma pegar-te
cauteloso
trincar-te e engolir-te

recuperar meticulosamente
os infinitésimos
desses miseráveis glóbulos
brancos e vermelhos
de que deixo embebedares-te

mas prefiro
sim prefiro
olhar-te o ventre cada vez mais tenso
obeso como um odre

ver-te partir em paz
batendo as asas lento como um albatroz

pesado e lento – cada vez mais lento
e podre
cada vez mais podre

domingo, 17 de Maio de 2009

A Q U E N T E J O


PASSEIO CASTRONÓMICO


Como que castrante, castrador, para quem ouse empreender uma viagem pela comida vulgar duma cidade capital. Falo de Évora, passeio de fim-de-tarde pela cidade, fazendo horas para uma sessão de Teatro às nove e meia.
Faltam perto de duas horas para início do espetáculo (só avisar que sou defensor do novo acordo ortográfico, pelo que vou desde já ensaiando as primeiras pedaladas) há que escolher mesa na Praça Principal para moer aí alguns minutos. Os empregados andam como que meio-aparvalhados. Embora nos conheçam já de há muito tempo, nenhum deles se aproxima para nos perguntar o que queremos. Somos nós que esbracejamos – como se estivéssemos a sinalizar uma aterragem de avião – gritamos: olá, pst, faz favor, e os nossos belos conterrâneos distraídos como os pombos que garimpam migalhas nos interstícios dos cubos da calçada.
Finalmente um deles, a quem pedimos, a minha amiga uma água das Pedras, eu: uma Coca-Cola num copo, com limão, duas pedras de gelo, uma colher para mexer.
Demora uma infinidade de tempo a trazer o que pedimos, não bem o que pedimos porque, olhe, não temos Coca-Cola em lata, só há desta a copo, espero que não lhe faça diferença, e a rodela de limão era uma lascazita mal cortada, minúscula, dum limão cuja polpa era tão ou mais amarela do que a casca. O que indiciava péssimo estado de conservação.
Conformámo-nos, e cuidámos desde logo de pedir a conta para pagar e nos pormos a milhas do lugar. O rapaz meio-apardalado terá sido ligeiramente mais eficiente nesta operação, mesmo assim a distância de produzir um trabalho exemplar.
Vi, de relance, que tínhamos a pagar 3.30€, pus ao lado do tiquê duas moedas de 2 € , que o jovem empregado não tardou, agora sim, em recolher. Bem mais célere do que a devolver os 70 cêntimos de troco, que eu, por vício atávico, não deixei de converter automaticamente em 140 escudos dos meus tempos. Não pode ser, comentei para a minha companheira: 70 cts por um serviço desta natureza, sem trambelho, vou mas é pedir que me os devolva sem demora.
Volto a esbracejar – como se estivesse a sinalizar uma aterragem de avião – e a gritar: olá, pst, faz favor, e o rapaz – moita carrasco, a olhar pró lado e a escarafunchar o ouvido direito com a unha do mindinho da respetiva mão.
Levanto-me e abordo-o pessoalmente: o senhor esqueceu-se do meu troco, não se lembra que lhe deixei duas moedas de dois euros?
E o rapaz, ,espere aí um bocadinho, que o meu colega já o meteu na Caixa. Ele julga que é esperto mas eu sou mais esperto do que ele.

Abandono a cena. Não tenho paciência para mais. Esta gente parece ignorar que o mau serviço que presta se repercute inadiavelmente na sua própria vida, no futuro económico da empresa em que trabalha, na vida da Cidade. Qualquer turista, em particular estrangeiro, cuidará de imediato de fazer chegar ao seu agente de viagens o incómodo por que passou em determinada situação. Se o não fizer logo no próprio país, junto das entidades competentes.
E as consequências futuras para o turismo da Cidade não se farão esperar, traduzidas em perdas significativas de visitas.
O país é uma Esplanada enorme, em que todos nós somos simples empregados de mesa.
O nosso comportamento é retrato fiel daquilo que nós somos

Platero

nepotismo

uma das grandes chagas dos sistemas democráticos

Numa pequena Câmara da profunda Beira Interior, 1/3 dos funcionários chamava-se da Silva, que era o nome do Presidente eleito;
Outro terço era Aguiar, por via do nome da mulher do Presidente. O terço que sobrava distribuia-se por Melo; Malaquias; Azevedo - próximos do Presidente da Assembleia Municipal, do responsável pelo Departamento de Urbanismo e do próprio Padre.

tudo funcionava muito direitinho até ao dia em que, sendo época de elições, alguém do contra se lembrou de publicitar esta lista nominal. Deu mesmo para o torto: o partido de Silva não foi além da maioria relativa porque duas das mais volumosas famílias do concelho resolveram emigrar para o Brasil.
Coincidência ou não, das duas mais volumosas famílias do concelho uma era Silva, outra Aguiar

repescado (de crónica antiga)

..............................................
o homem era estúpido, e antiquado como ventoinha de teto.......

sábado, 16 de Maio de 2009



flores silvestres - caprichosas de cores e de hábitos de vida

quer dizer: de se exibirem.

com cuidado, clic a um cantinho para ver melhor

OMOsexual

detergente para lavar zona pudibunda

não confundir

hemofilia com ------enofilia

ansião

ancião inconformado = ansioso

sexta-feira, 15 de Maio de 2009

ao som de

no Mercado de Estremoz, lembra-se:

5 pintas e 1 pinto
5 frangas e 1 frango
hoje mesmo;
5 galinhas e 1 galo

o galo acaba de cantar - pela primeira vez na vida. Um fazer-a-barba com sabão e gilette
Cantou mal. Como clarim desafinado anunciando o render-da-guarda

Cantou para anunciar coisa nenhuma. Despropositadamente às 5 em punto de la tarde....

ao som de

repescado

"...silvestre retomou o gosto pelo contacto com o cabo da enxada. Ganhou bolhas nas mãos de novo, pensa que esse facto lhe traz uma sanidade mental acrescentada"

o texto é de não sei quando (tenho essa, ao menos, originalidade de nunca datar aquilo que escrevo) chama-se Verão Antecipado, e tem a precedê-lo esta auto-citação:

não confundir:
o trabalho de cavar
com o
cavar do trabalho

quinta-feira, 14 de Maio de 2009

e se

há meia-dúzia de anos alguém se lembrasse de dizer:

"Exponáutica é o maior certame náutico do Alentejo"?

Solnado é que se dizia filho de pai que era escafandrista em Évora....


(é bem de ver que será Sol Nado e não Son aldo como tinha escrito)

a estudanta

a entrevista passou perto da meia-noite na antena 1, a rapariga era muito
loira e bonita
não muito expedita a expressar-se, dispersava vagamente o olhar pelo cenário.
Tatiana - não era mas podia ser - olhos azuis, filha de emigrantes eslavos (?), estudante universitária de Microbiologia, saída do ensino médio com a melhor média nacional:

19.7

- mas também estudas piano...?- perguntava, já sabendo a resposta, o tb jovem entrevistador.

Tatiana (nome fictício) confirmava: tem aulas de piano aos fins-de-semana no Algarve. Quando prepara concertos, leva ainda muito trabalho para casa.

-Duas paixões: a Ciência e a música. Por qual optar? inquiria de novo o novel entrevistador.
Tatiana diz que não é difícil conciliar as duas, até concluir a sua formação académica na Universidade: estudar Microbiologia -saber coisas sobre a vida: o que é, como apareceu, como tenderá a evoluir...
e fazer concertos de piano - pelo que sente verdadeira paixão.

mas concluir o Secundário com 19.7 poderá ser outra coisa que não fruto de paixão?

abençoadas criaturas estas Tatianas

quarta-feira, 13 de Maio de 2009

LOJISMOS

pavor às LOJAS dos chineses:

chinofobia

terça-feira, 12 de Maio de 2009

pressão psicológica (Freeport e outros)

= Mind Jacking

se

não fôssemos visceralmente gananciosos,
nos contentaríamos com os potenciais
milhões semanais
do euromilhões

há muita gente que só joga
quando há Jackpot
na esperança de ganhar
-não milhões
mas milhares
de milhões

segunda-feira, 11 de Maio de 2009

para minha sobrinha Mafalda na Queima das Fitas de Direito

Código Penal
Sharia
Código de Hamurabi

que nem para todos é igual
eis o que de Leis
teu tio António sabe

Parabens, beijinhos, Boa sorte

?

ovos (de galinha, outros) não fecundados
serão ovos ou
óvulos?

Não seria mais correto pedir no restaurante:
um bife mal-passado
com um óvulo- a-cavalo?

domingo, 10 de Maio de 2009

não confundir

ser Henrique
com querer
Henrique ser

ritmo

escrevo com a regularidade com que
defeco:

1 vez por dia

fernando

casado com Maria, Maria do Rosário, deu-lhe quase tudo:
amor; felicidade; segurança.....
Não lhe deu filhos.
Era a sua Maria relativa

Separou-se e casou de novo com Maria, Maria da Anunciação,
que lhe deu tudo quanto lhe dava já Rosário
mais os filhos
Era a sua Maria absoluta

sábado, 9 de Maio de 2009

com fusão

todos no Aeroporto à espera de Paula

Veio Inês

foi um desfecho
Inêsperado

para quem esteja em ou visite Évora

Exposição linda na Fundação Eugénio de Almeida. Da pintora/escultora NIKI de Saint Phalle
Um festival de cores vivas, naturais (não sei se é assim que se chamam, sem misturas, como os lápis de cores) . Um carrossel de extravagãncias cromáticas. Figuras femininas gordas, redondas, disformes:
"dear diary":
vi uma mulher gorda na Praia/ fez-me lembrar uma deusa pagã

logo à entrada, de caras, a Morte - um cavaleiro-Caveira, amarelo, cavalgando um cavalo preto com um manto azul. Azul-escuro? Ferrete? Azul de quando se diz ouro sobre AZUL, está a ver?

o conjunto passeia-se sobre uma esteira de vítimas: pessoas, animais, plantas. Tudo que já tenha tido vida.
Eu gostei. Acredito que você vai ter o mesmo sentimento. Vá ver

poeminha de manhã fresca de Maio

pusilânimes
diversos
sejamos sempre em tudo
extraordinários

como o ourives:

que mesmo sendo 1 só
é gramaticalmente
sempre
vários

quinta-feira, 7 de Maio de 2009

faltam máscaras

balanço assim por alto devem ter morrido no Mundo até esta altura cerca de meia-centena de pessoas vítimas desse tal coktail de vìrus (traçadinho) 1/3 suino; + 1/3 galinha + 1/3 humano.

Laboratórios farmacêuticos a trabalhar a todo o gás para identificar/desenrolar e analisar genoma/ preparar vacina contra. Meia centena de óbitos a nível mundial, repete-se

Pesquise na Net ( nem é preciso pesquisar - é só escrever- Malária no Mundo, por exemplo) ; ou Cólera; ou Ébola; sei lá......

mais simples ainda- porque nem sequer é moléstia virial ou contagiosa- escreva:
"fome no mundo"

uma primeira abordagem começa deste modo:
em cada 3,5 segundos morre um ser humano à fome
para proseguir:
calcula-se em 815 milhões o número de vítimas de fome crónica ou de subnutrição

se a conversa o incomoda, o enjoa, o enoja, lhe provoca vómitos tente pesquisar em "água potável"
Só que, infelizmente, continuará ainda a ver referências a milhões de vítimas:
"Calcula-se em 1,6 milhões de perdas humanas anuais por escassez de água"

Isto para dizer o quê? Ah, já me lembro: Faltam máscaras. Não aquelas gazes delicadas brancas e azuis que enfeitam rostos de modelos ou de estrelas de cinema de regresso de CanCun. Máscaras das tragédias gregas - para ocultar os rostos dos responsáveis mundiais por Pandemias vergonhosas como as faltas de água e de comida.


a nossa era

Banco Privado Português, ou lá como se chama a Loja (Chetol em Macua de Moçambique)
está em palpos de aranha para devolver massa aos depositantes
A mulher da Loja, como escrito aqui noutro local, vendeu-me/faturou a "faneca"duma douradinha por 9.85€.
A culpa é das máquinas que processam estas contabilidades de meter na gaveta

entrámos decididamente na era da ROUBÓTICA

gostaria de ler um conto de Allan Poe?

pois bem:
este não é tão bom, mas tem 2 vantagens:
1- é de borla, você não paga nada
2 - é bastante mais pequeno

força então, coragem

O ELETRICISTA


Toda a gente na Vila conhecia o Zé Maria. José Maria Paulo Imaginário, eletricista de profissão, a trabalhar na EDP aquando do estúpido acidente que o vitimou no Ribatejo, proximidades da Chamusca, ao montar, com a sua equipa, uma linha de alta tensão entre Santarém e aquela Vila.
Morreu eletrocutado - dizem que por negligência imperdoável em operários com os seus traquejo e profissionalismo: Nas alturas da estrutura metálica que suporta as linhas, tentou atabalhoadamente libertar-se de um enxame que passava acidentalmente em busca de local adequado para se transferir. De tal ordem ficou perturbado o Zé Maria que esbracejou com uma vara metálica na tentativa de afugentar as abelhas, e acabou
ligando duas linhas que provocaram o fatal, inevitável curto-circuito que o esturricou num abrir e fechar de olhos.
Na Vila, dizíamos atrás, Zé Maria não só era conhecido, como toda a gente nutria por ele uma estima indisfarçável, não só pelos pequenos favores que prestava a qualquer um – reparar um frigorífico que de repente se recusou a trabalhar; um candeeiro de pé que entrou em greve e deixou de iluminar a sala de televisão; o próprio quadro, cérebro de toda a distribuição de energia elétrica do prédio – Zé Maria estava sempre pronto, como médico de aldeia, a socorrer a qualquer hora quem lhe batesse à porta para uma consulta elétrica de urgência.
Era além do mais um ser eminentemente social, devoto de um bom petisco e alguns copos ditos pós-laborais nos vários templos báquicos do burgo. Ele próprio era perito na localização e coleta de especialidades campestres como espargos, túberas, silarcas, cogumelos, favorecido por um faro animalesco que o tornava imbatível também nestas competências.
Já o conhecia de quando trabalhámos juntos numa Fábrica de produtos alimentares da região – ele como técnico de manutenção da parte elétrica do complexo, eu, engenheiro agrário, enquanto responsável pela produção de matéria-prima que alimentava o complexo fabril. Hierarquicamente superior, eu, acima uns degrauzitos, não o suficiente para anular a enorme desproporção física que havia entre nós. Zé Maria era grande na ordem de um metro e noventa
A Fábrica fechou, por gestões sucessivas incompetentes e corruptas, e cada um se fez à vida por seu lado, ele, Zé Maria, concorrendo com sucesso à pública EDP, eu, de mais difícil retoma de trabalho, emigrando para Moçambique – onde passei mais de uma década de cerveja e ataques traiçoeiros de paludismo.
Quis o acaso que voltássemos a ficar de novo perto, porque me lembrei, de regresso a Portugal (saudosismo serôdio?) de procurar casa na Vila mais próxima da Fábrica, do esqueleto da Fábrica, mesmo que a duas dezenas de quilómetros da cidade, onde pareceria mais avisado tê-lo feito. Talvez levado pela moda, pela vaga ecológica pós-revolucionária que varria as melhores mentalidades burguesas da província. Foi assim que comprei um Monte, junto à Ribeira que servia a velha Fábrica, numa parcela de terreno de quase quatro hectares, que daria o bastante, quando cultivada, não só para o meu escasso consumo alimentar diário, como, passe a redundância, para alimentar a quase totalidade da população da Vila.
Por mais do que uma vez precisei dos bons, e sempre graciosos, serviços do amigo Imaginário – primeiro para eletrificar o Monte como casa de habitação, depois para fazer chegar a enigmática energia ao poço e à charca para rega, aos estábulos, ao celeiro, a tudo quanto compete a uma pequena exploração agrícola minimamente eficiente.
O número de telemóvel do Zé Maria Imaginário fazia parte da minha agenda de primeiros socorros, embora o conhecesse de cor talvez como nenhum outro: 93
……com pouco esforço era capaz de o reproduzir sem ter que recorrer às folhas
engorduradas da agenda
- Zé Maria? Por onde é que anda o meu amigo?
Sei que era capaz, quando aflito com trabalho, da pequena mentira piedosa: sabe, engenheiro, fui chamado a Évora e não sei a que horas me vou despachar desta empreitada com que não contava. Mas diga lá, engenheiro, com o que é que está aflito agora? Se for coisa que eu possa desenrascar….

Zé Maria Paulo Imaginário morreu, como já se disse, em estúpido acidente de trabalho, no Ribatejo, vai para uma boa dezena de anos.
Guardo ainda o número de telemóvel do inestimável pronto-a-desenrascar que era o grandalhão do Zé Maria, e, não me perguntem por quê, quando há pouco tempo necessitei de um trabalho de eletricista urgente, sem saber a quem me dirigir, pensei desta forma no mínimo anacrónica:
E se, com a morte do Zé Maria, a empresa tivesse transferido o telemóvel que lhe estava atribuído para o funcionário que logo após a sua morte ocupara o lugar em sua substituição? Meio desesperado, nada como tentar a minha chance. Aliás, o que é que tinha a perder! Nada, pois, como tentar
93 25 5 74 10 .Tinha memorizado, lembro, por se tratar de 25 de Abril – do 5 – de 74, pelas 10 horas, que foi quando tomei conta do acontecimento, pela rádio, em Alter-do-Chão. Seria fácil não me ter perdido na marcação de cor, preferi contudo não arriscar e retomar o número da Agenda guardada ainda na gaveta.
Marquei, sem grande esperança, aguardei uma boa meia-dúzia de toques de chamada, até que, para surpresa minha alguém respondeu do outro lado:
-José Maria Imaginário. Diga, senhor engenheiro o que é que o traz por cá
- Mas….José Maria Imaginário morreu há pelo menos uma dezena de anos eletrocutado
quando fazia….
- Eu sei, eu sei, o senhor até teve a amabilidade de acompanhar o meu funeral para o cemitério da Vila….
- Não brinque, por favor, morreu e continua a falar comigo ao telefone?
- Morri mas continuo a arder, pode crer, nada me impede de falar. Desligue o telemóvel e ponha-o em lugar seguro, não o guarde no bolso como é seu costume

Procedi em conformidade, meio crédulo meio em pânico:
Desliguei o telemóvel, coloquei-o sobre o mármore frio do balcão da Cozinha.

Explodiu de imediato, provocando uma chama enorme e exalando um cheiro intenso, insuportavelmente intenso a enxofre
e ozono

Igrejinha, Maio de 2009

factografia

Rosas Bravas
- cheiro a roupa lavada e procissão

+ mini-horta flutuante

eletrocutado

quando espirrou violenta e abundantemente sobre a tomada elétrica do escritório

VEJA

"bonecos" lindos de meu filho clicando em Rodrigo Saias - à direita. Depois diga-me

quarta-feira, 6 de Maio de 2009

FLORES



LINDAS MAS EFÉMERAS

como tudo o que é belo. Uma chita celeste que se esfiapa

quando o sol aperta
E o Jardineiro?

profissão

que me agradaria, se ainda tivesse idade para isso:

desafinador de pianos

adenda a douradinha

Enchi-me de coragem (os parvos precisam de coragem para tudo), peguei o tiquê com o preço do pescado e fui em demanda da respeitável senhora que me faturou 9.85 euros por uma douradinha.
A mulher (caixa) não estava, pelo que tive que expor a minha reclamação à responsável pelo Boteco:
-sim senhor, tem toda a razão, a rapariga enganou-se e pôs o preço do quilo da dourada
- E mesmo assim a dourada congelada é a 9.85 euros?
- Correcto: é 9.85 euros o quilo

devolveu-me 5 euros, que guardei no bolso, disse boa tarde, saí sem mostrar pressa, mas pensando:
FOGO!

terça-feira, 5 de Maio de 2009

ANGOLA

queixa-se o pessoal aqui em Évora - tb não sei porquê - dos avultados investimentos angolanos, de raíz presidencial, na Construção dita Civil e na Indústria Hoteleira.

Deixei eu de estranhar o facto desde que soube, de fonte científica, que os nossos ascendentes Sapiens eram de origem (isso eu já sabia) africana, e tinham invadido, e conquistado, a Europa há cerca de 150 000 anos.
Vindos sabe de onde?:
de uma região que se situa hoje entre ANGOLA e a Namíbia

E nós que os consideramos atrasados, está bem, está!

Douradinha?

mais do que isso: Dourada
ou melhor ainda:
de OURO

Lojinha cá do Burgo, meia-dúzia de compras que incluiam a tal dita douradinha e uma posta, pequena, de um chamado Red-Fish. As duas congeladas.
Contas, contra meu hábito guardei o papelinho, que especificava:
peixe congelado: - 9.85 5% 9.85

peixe congelado: - 1. 59 5% 1.59

O que só pode mesmo ter sido a congelada douradinha que custou o preço escaldante de quasequase uma dezena de euro.
Fogo! Esta gente não brinca a facturar

segunda-feira, 4 de Maio de 2009

BLOGALIZAÇÃO

A Liberdade que nos resta: um espaço imaterial para escrever. O Ar, o Éter para soltarmos pensamentos e ideias.

não nos queixemos mais de sermos Ilhas. O Mundo está aberto à nossa legítima curiosidade. Se não veja-se:
aqui mesmo à nossa porta - no Estoril - realiza-se, de 7 a 9 deste mês, uma longa Jornada, designada por "Desafios Globais - Respostas Locais". São palestrantes convidados, imagino a que preço, entre outros, Tony Blair; Aznar; Scroeder; Henrique Cardoso; Belmiro de Azevedo.......

se um mês de pensão de reforma me desse para franquear a porta do Forum, era capaz de arriscar.
A entrada custa, per capita, 1 200 euros

domingo, 3 de Maio de 2009

homem, cuide-se

o engº., claro, o nosso primeiro. A política é na realidade uma arma terrível.
Chamei-lhe em tempos, e não estou arrependido: PULHÍTICA

Se pousou neste Blog pessoal por mero acaso, tem oportunidade de constatar a veracidade da minha afirmação.

O meu nome verdadeiro é António Saias. As visitas às páginas deste blog andam agora pelas 17 .000 . Desde não sei quando. Entre 30 a 50 diariamente.
Há 3 ou 4 dias esse número subiu para mais de 250. Não sei por quê.

se em vez de "h-ortografias", com que acede a este espaço, pesquisar em "antonio saias", vai encontrar o Blog em que se encontra, com um primeiro post com o título OVIBEJA.

E por quê OVIBEJA e não qualquer dos outros posts - deste dia ou de dias anteriores?

leitor acidental:
pela razão simples de que logo o primeiro parágrafo:
o candiadto europeu do PSD diz na Ovibeja que o ministro da Agricultura é um aldrabão......
e porque o post, no seu todo, serve perfeitamente à propaganda anti-governamental. Só pode ser por isso

E eu que julgava, ingenuamente, que a NET era blindada a manipulações desta natureza

(experimente e veja, e xpique se souber. Vamos lá, apague "h-ortografias"e substitua por "antonio saias"
Já viu?
mesmo que tenha uma indisfarçavel vontade de ver esta coisa de pantanas, diga se é verdade ou não que são insondáveis os designíos da política )

obrigado, abraço

sábado, 2 de Maio de 2009

OVIBEJA

O candidato europeu do PSD diz, de visita à Feira, que o ministro da Agricultura é um aldrabão porque não paga atempadamente os subsídios aos agricultores

O ministro da Agricultura diz, de visita à mesma Feira, que o candidato europeu do PSD não percebe nada do assunto, corre o risco de o considerarem mais dia memos dia um Extra-Terrestre.

devido ao facto propomos, pela nossa parte, que a Feira passe a desinar-se por OVnIBEJA

NOTA- com ou sem extra-terrestres, a verdade é que uns magros, mas preciosos, 400 €
de subsidio rural, que normalmente me são pagos por volta do Natal, com muita mágoa minha
parece que na melhor das hipóteses este ano só vão surgir lá mais pró Verão.

Já estou por tudo, como diz o outro: assim eles venham

gripe suina ou

A ?

hÁ ?

Ah ?

e se o mundo?

A melhor maneira
De nos aproximarmos dos deuses
É fazendo bolas de sabão

Sabemos todos
Como eles se entretinham
Construindo mundos:
Galáxias nebulosas
Sistemas planetários
Estrelas
Terras

Redondos de rolar
Ou a caminho disso
O Hubble nos ensina hoje
Que o mundo o universo
Não é mais do que
Fortuita diversão dos deuses

Façamos pois
Bolinhas de sabão
Que amanhã serão Andrómeda
Cisne ou Orion

E os homens que vierem
Nos contemplarão
Nos templos
Que fizeram para nós
com muito sangue
e alguma devoção

sexta-feira, 1 de Maio de 2009

e se!!!!

parte das grandes descobertas mundiais é pura obra do acaso

descobri hoje, ao recolher as calças de ganga do estendal, que as mesmas tinham sido lavadas com vários ojetos "perecíveis", afogáveis, no bolso de trás do lado esquerdo.
Um desses objetos lavados indevidamente era uma embalagem de sementes de melão. Pelo menos durante a lavagem sei que não germinaram. Mas vou estar atento aos resultados de um pequeno e simples ensaio de germinação - não vá mesmo o processo de lavagem ou o simples efeito detergente acelerar a emergência das plantinhas.

depois conto, tá?

NOTA - importa saber qual é o bolso de trás do lado esquerdo das calças. É o lado esquerdo das calças - tendo-as eu vestidas? ou despidas e segurando-as na minha frente, com a abertura virada para mim?
Como se, ainda despidas, as visse ao espelho?
Não sei, foi no bolso de trás contrário ao onde uso a carteira.

entendido?