agora com o julgamento de Madoff
150 anos? O sistema capitalista precisa do homem como de pão prá boca
a versão lusitana- Pedro Caldeira -alguém me diz em que cárcere apodrece?
não me façam rir, por causa do cieiro!
terça-feira, 30 de Junho de 2009
segunda-feira, 29 de Junho de 2009
a noção primária (?)de lucro
o imigrante Bava
que veio para Portugal a peso de ouro para gerir PT
diz que só lhe interessa que a empresa distribua cada vez mais dividendos aos acionistas
eu que sou apenas - e sem possibilidades de fuga- consumidor
por que tenho que contribuir
minimamente que seja
para milhares de iluminados
donos de ações da sua empresa?
se acabassem com os lucros das ações
comunicar não seria mais barato pra milhões?
que veio para Portugal a peso de ouro para gerir PT
diz que só lhe interessa que a empresa distribua cada vez mais dividendos aos acionistas
eu que sou apenas - e sem possibilidades de fuga- consumidor
por que tenho que contribuir
minimamente que seja
para milhares de iluminados
donos de ações da sua empresa?
se acabassem com os lucros das ações
comunicar não seria mais barato pra milhões?
os reformados
tão engraçados
os reformados
passam os dias
muito ocupados
vivem no Lar
vão às excursões
gostam de dar
mil sugestões
fazem recados
de vez em quando
são bem tratados
os reformados
com os cuidados
que lhes vão dando
jogam sueca
aprendem jogos
de computador
são bem tratados
os reformados
com mil cuidados
são sim senhor
vão visitá-los
filhos e netos
levam-lhes bolos
e outros afetos
em embrulhinhos
muito discretos
dizem-lhes tchau
até pró ano
está pronto o almoço
estão de saída
trocam-se abraços
é assim a vida
o almoço é frango
com batata frita
segue-se uma sesta
não muito comprida
porque às 3 e meia
vai haver palestra
sobre a terceira idade
e a esperança de vida
tão engraçados
os reformados
passam os dias
muito ocupados
tão engraçados
os reformados
passam os dias
muito ocupados
vivem no Lar
vão às excursões
gostam de dar
mil sugestões
fazem recados
de vez em quando
são bem tratados
os reformados
com os cuidados
que lhes vão dando
jogam sueca
aprendem jogos
de computador
são bem tratados
os reformados
com mil cuidados
são sim senhor
vão visitá-los
filhos e netos
levam-lhes bolos
e outros afetos
em embrulhinhos
muito discretos
dizem-lhes tchau
até pró ano
está pronto o almoço
estão de saída
trocam-se abraços
é assim a vida
o almoço é frango
com batata frita
segue-se uma sesta
não muito comprida
porque às 3 e meia
vai haver palestra
sobre a terceira idade
e a esperança de vida
tão engraçados
os reformados
passam os dias
muito ocupados
sábado, 27 de Junho de 2009
ÇA ME DIT
pobres reformados
a quem tudo tiram
até a prata
de chocolate
que enfeitava
seus sábados
e domingos
hoje é sábado
bem podia ser segunda
terça ou quarta-feira
não aproveito o dia
para descansar do chefe
- a semana toda a controlar
os minutos gastos
com o vício do tabaco
nada
meu grande projeto para este dia
agora que atingido pela reforma:
ir à Feira
jantar sardinhas
com pimentos assados
pobre(s) reformado(s)
a quem tudo tiram
até a prata
de chocolate
que enfeitava
seus sábados
e domingos
hoje é sábado
bem podia ser segunda
terça ou quarta-feira
não aproveito o dia
para descansar do chefe
- a semana toda a controlar
os minutos gastos
com o vício do tabaco
nada
meu grande projeto para este dia
agora que atingido pela reforma:
ir à Feira
jantar sardinhas
com pimentos assados
pobre(s) reformado(s)
sexta-feira, 26 de Junho de 2009
VITILIGO
Jackson
seguramente um dos últimos ídolos negros (antes de Tiger Wood ou Barak Obama)
a lutar até à morte
por ser Branco
Paz à sua alma:
- Branca ou
Negra?
seguramente um dos últimos ídolos negros (antes de Tiger Wood ou Barak Obama)
a lutar até à morte
por ser Branco
Paz à sua alma:
- Branca ou
Negra?
observação II

feijão de trepar:
4 feijoeiros crescem em altura enrolando-se, no sentido retrógrado ( o de rotação da Terra),
competindo entre si, em direção ao "infinito".
Quando acaba a cana (tutor) deixam de competir e unem-se para formar uma estrutura verde, viva, única, uma espécie de corda grossa, por que trepam em conjunto.
a cooperação sucede à competição - quando acaba proteção do tutor
interessante, não é?
ainda a saga (chaga?) dos feijões

a brincadeira pode divertir:
acompanhar a evolução diária de uma forma de vida.
- o que pensarão os feijoeiros quando dão comigo a espreitá-los mal me levanto?
repito tratar-se de um "ensaio" de germinação de sementes, com recurso a uma leve aplicação de
água oxigenada - H2 O2
quando estiver saturado, não abandone h-ortografias, diga
quinta-feira, 25 de Junho de 2009
homenagem a FUKUOKA
FUKUOKA é um naturalista/ecologista japonês com uma prática agrícola verdadeiramente original:
não prepara a terra, não elimina ervas daninhas nem parasitas animais, semeia "à molhada", sem o cuidado de estética ou de rigor geométrico.
não utiliza nem tractores nem máquinas - é tudo feito à mão
as plantas concorrem livremente com a vegetação espontânea, uma espécie de liberalismo económico aplicado ao mundo vegetal
o tufo de vegetação na foto é parte sigificativa da minha Horta:
há ali, em inextricável profusão, tomates; pimentos; feijão; abóboras; mogangos
a dificuldade maior é descobrir onde é que estão
somos símios
mais sofisticados
mais atletas
motorizados como as motas
que outra coisa não são
que desumanizadas
bicicletas
mais atletas
motorizados como as motas
que outra coisa não são
que desumanizadas
bicicletas
quarta-feira, 24 de Junho de 2009
?
não se é pintor, escultor, músico, poeta porque se é sensível
é-se sensível porque se esculpe, pinta, compõe, escreve poesia
é-se sensível porque se esculpe, pinta, compõe, escreve poesia
terça-feira, 23 de Junho de 2009
AH,
só dizer que sexta (não escrevi sesta!) -feira, 26, sobe ao palco em Arraiolos Theater (?) a comédia-drama "OS 5 PAPAS ", de José Carlos de Oliveira, com interpretações a cargo de, entre outros, para além do autor, da parelha familiar JANITA/VITORINO e António Manzoni - o que já torna incorreta a expressão "entre outros", porque só falta um, pelo que deve fazer o favor de substituir por "entre outro".Tá
não esqueça, pois, nem olvide jamais este ponto alto da arte de TALMA - e compareça 6ª.fª. no Cineteatro Arraiolense aí por volta das 19 e 30. Tá?
se levar uns trocados, até pode pagar uma imperial na Esplanada ao lado
não esqueça, pois, nem olvide jamais este ponto alto da arte de TALMA - e compareça 6ª.fª. no Cineteatro Arraiolense aí por volta das 19 e 30. Tá?
se levar uns trocados, até pode pagar uma imperial na Esplanada ao lado
variações sobre Alma
1 - segredo é Alma de negócio
2 - Alma é negócio de segredo
3 - negócio é segredo de Alma
4 - ............................................ fica para si
2 - Alma é negócio de segredo
3 - negócio é segredo de Alma
4 - ............................................ fica para si
germinação de feijões ao vivo
segunda-feira, 22 de Junho de 2009
variação sobre pato
pato
mais arroz de pato - não,
por amor-de-deus dá-me
faisão
que eu de pato
estou farto
além do mais
comer pato
mais do que uma vez
ao dia
entra de facto
no campo da
Patologia
mais arroz de pato - não,
por amor-de-deus dá-me
faisão
que eu de pato
estou farto
além do mais
comer pato
mais do que uma vez
ao dia
entra de facto
no campo da
Patologia
este blog é para se comer
giro o homem
esta gente é castiça. Balanço?:
-não só cumprimos como excedemos em muito todos os nossos objetivos
conversa do diretor de pequeno club de "parvoíncia", ou de responsável por qualquer Direção Geral de qualquer coisa.
Carlos Queirós - seleção nacional de futebol farta de insucessos desportivos....
-não só cumprimos como excedemos.......
homenzinho da Seleção nacional de atletismo, que precisava de ficar em 6º. lugar para se manter no grupo em que se encontrava, concorreram 12, a sua Seleção, a do homenzinho, ficou em 11º.,
não perdeu tempo em explicar ao país que:
-não só cumprimos como excedemos em muito todos o nossos objetivos
sacana de país, atrasado por ser dirigido por gente que não conhece o insucesso. Até dá gosto
-não só cumprimos como excedemos em muito todos os nossos objetivos
conversa do diretor de pequeno club de "parvoíncia", ou de responsável por qualquer Direção Geral de qualquer coisa.
Carlos Queirós - seleção nacional de futebol farta de insucessos desportivos....
-não só cumprimos como excedemos.......
homenzinho da Seleção nacional de atletismo, que precisava de ficar em 6º. lugar para se manter no grupo em que se encontrava, concorreram 12, a sua Seleção, a do homenzinho, ficou em 11º.,
não perdeu tempo em explicar ao país que:
-não só cumprimos como excedemos em muito todos o nossos objetivos
sacana de país, atrasado por ser dirigido por gente que não conhece o insucesso. Até dá gosto
domingo, 21 de Junho de 2009
sábado, 20 de Junho de 2009
Belmiro & eu
Belmiro e Sonae acabam de ser citados como exemplos de empreendedorismo
eu (teso que nem barrote), morador em Monte em pequena parcela de terreno, com direito a subsídio anual,
acabo se saber que este ano não tenho direito ao confortante montante de 500 € porque
esqueci de preencher a papelada
no tempo regulamentar:
Fev./Março
não mereceria também eu um Prémio Anti-Empreededorismo?
eu (teso que nem barrote), morador em Monte em pequena parcela de terreno, com direito a subsídio anual,
acabo se saber que este ano não tenho direito ao confortante montante de 500 € porque
esqueci de preencher a papelada
no tempo regulamentar:
Fev./Março
não mereceria também eu um Prémio Anti-Empreededorismo?
polissemia
à semelhança de sementes polissémicas.
Todo agricultor sabe que semeando um caroço de nespera se podem obter duas ou três novas plantinhas . A semente da nespereira é polissémica. Assim todas as palavras.
Por exemplo desempatar:
Descobri, já faz tempo, no Restaurante de Estrada de Arraiolos, entre outras iguarias gastronómicas um requintado Arroz-dePato. Em que entro com regularidade - sempre que o balanço crise/disponibilidades financeiras é favorável à segunda.
Só que, às tantas, também começa a enjoar.
Hoje, por exemplo, vou comer sardinhas assadas com salada de tomate à Feira de S. João, exatamente para aliviar do Pato. Isto é:
para desemPatar
abraço
Todo agricultor sabe que semeando um caroço de nespera se podem obter duas ou três novas plantinhas . A semente da nespereira é polissémica. Assim todas as palavras.
Por exemplo desempatar:
Descobri, já faz tempo, no Restaurante de Estrada de Arraiolos, entre outras iguarias gastronómicas um requintado Arroz-dePato. Em que entro com regularidade - sempre que o balanço crise/disponibilidades financeiras é favorável à segunda.
Só que, às tantas, também começa a enjoar.
Hoje, por exemplo, vou comer sardinhas assadas com salada de tomate à Feira de S. João, exatamente para aliviar do Pato. Isto é:
para desemPatar
abraço
sexta-feira, 19 de Junho de 2009
CALOR
o homem disse
a propósito de Mercado
ser a situação actual
bastante introgessiva
nem o homem sabe
seguramente o que dizia
nem eu sei
nem nunca saberei
o que é
introgressivo
a palavra contudo
me parece clara
e me agrada
e a sinto perfeitamente adaptada
ao tempo que faz hoje:
mais de quarenta graus de temperatura
o sol a reluzir no céu
como no guiador cromado
de qualquer
nossa primeira bicicleta
os pássaros calaram-se nos galhos
sombreados dos freixos e dos choupos
nas oliveiras cinzentas
nem as cigarras cantam
como se o calor
lhes tivesse impiedosamente
derretido as asas
procuro nos poetas gregos:
Arquílogo de Paros
Ìbico de Régio
em Safos natural de Lesbos
a palavra exacta
que defina
este insuportável
desarranjo meteorológico
posso associá-lo
vagamente a Vulcano
ou à fusão do átomo
ao efeito de estufa
nada porém que me diga tanto
como o insuspeitado introgressivo
do homem
a propósito de
Mercado
sendo que
não poder sair à Rua
é um estado
indiscutívelmente introgressivo
não me resta outra saida
que não seja:
despir a alma
e pendurá-la num cabide
onde corra
um mínimo de aragem
deixá-la assim a abanar
inflada como vela de pequeno barco
T-shirt de Ulisses
que o conduzisse
de regresso
a Ítaca
é penosa
a estação e tudo
esmorece com o calor
disse Alceu de Mitilene
há pelo menos
dois mil
e setecentos anos
isto
pelo facto simples
de não ter sido ainda
a propósito de Mercado
criado o inefável
vocábulo
INTRO
GRESSIVO
o homem disse
a propósito de Mercado
ser a situação actual
bastante introgessiva
nem o homem sabe
seguramente o que dizia
nem eu sei
nem nunca saberei
o que é
introgressivo
a palavra contudo
me parece clara
e me agrada
e a sinto perfeitamente adaptada
ao tempo que faz hoje:
mais de quarenta graus de temperatura
o sol a reluzir no céu
como no guiador cromado
de qualquer
nossa primeira bicicleta
os pássaros calaram-se nos galhos
sombreados dos freixos e dos choupos
nas oliveiras cinzentas
nem as cigarras cantam
como se o calor
lhes tivesse impiedosamente
derretido as asas
procuro nos poetas gregos:
Arquílogo de Paros
Ìbico de Régio
em Safos natural de Lesbos
a palavra exacta
que defina
este insuportável
desarranjo meteorológico
posso associá-lo
vagamente a Vulcano
ou à fusão do átomo
ao efeito de estufa
nada porém que me diga tanto
como o insuspeitado introgressivo
do homem
a propósito de
Mercado
sendo que
não poder sair à Rua
é um estado
indiscutívelmente introgressivo
não me resta outra saida
que não seja:
despir a alma
e pendurá-la num cabide
onde corra
um mínimo de aragem
deixá-la assim a abanar
inflada como vela de pequeno barco
T-shirt de Ulisses
que o conduzisse
de regresso
a Ítaca
é penosa
a estação e tudo
esmorece com o calor
disse Alceu de Mitilene
há pelo menos
dois mil
e setecentos anos
isto
pelo facto simples
de não ter sido ainda
a propósito de Mercado
criado o inefável
vocábulo
INTRO
GRESSIVO
MAR
se fosse possível estimar a quantidadede chi-chi que se faz no Mar
- o resultado seria uma cifra gigantesca
o chi-chi que a gente faz
na água fria do Mar
é a pensar que é capaz
de pôr o Mar a escaldar
- o resultado seria uma cifra gigantesca
o chi-chi que a gente faz
na água fria do Mar
é a pensar que é capaz
de pôr o Mar a escaldar
quinta-feira, 18 de Junho de 2009
caro Ronaldo?
caro Ronaldo,
espero que este recado te encontre de boa saúde - em Madrid ou Los Angelos, em Mogadíscio ou no Qatar, na remota Etiópia ou na moderníssima Arábia Saudita. Deves ler nos Jornais, ouvir na rádio, ver/ouvir nas televisões, pressentir no éter o que por aqui se diz do teu contrato com o Real Madrid. Diga-se, para começar, que se trata de um Real Contrato. Fala-se de um "salário" diário de 25 mil euros - mais de mil por hora. E vocifera-se a propósito que esse balúrdio que o teu patrão te paga ao fim do mês daria para matar a fome a não sei quantos milhares de indigentes do chamado 3º. mundo.
Como, digo eu, se te pagassem só metade, o Real Madrid distribuisse outra metade, em papo-secos e salsichas, aos milhões de crianças esfomeadas que viajam connosco nesta Passarola de pedra e de cimento.
Caro (caríssimo) Ronaldo,
não é de ti, nem dos poucos milhares de ganhadores do teu jaez, que a Passarola ameaça vir a baixo: os de mais de 50 milhões da Bola; os americanos multimilionários do Basket; os Tiger wood do Golf; os "taxistas" da disputada chamada Fórmula 1; os Picasso, Van Gogh, Rotko da
pintura - todos com trabalhos a mais de 50 milhões o metro quadrado - não são essas situações de privilégio que ameaçam deitar a baixo a frágil máquina voadora, herança genial do não menos padre Bartolomeu de Gusmão. Não, não é por aí que a turbulência ameaça o voo da engenhoca.
Tu, caríssimo Ronaldo, ao fim e ao cabo baratíssimo, mais todos os teus pares de páragrafo pregresso, esforçam-se, trabalham, lutam, suam, perdem quilos nas suas actuações profissionais.
Deves ter, hoje mesmo, lido nos Jornais, ouvido na Rádio, visto/ouvido na Televisão, pressentido no éter que a Polícia procura saber a origem de 10 milhões (o que tu ganhas por ano?) depositados nas Ilhas Caimão em nome de impolutos descendentes de um ilustre insuspeito cidadão da nossa Praça.
Com que esforço? com que lágrimas? com que sacrifício?:
Um voo tranquilo, em avião fretado, a essas tais Ilhas de Caimão, e uma breve mas bem legível assinatura num papel. Não é esforço?
10 milhões, Ronaldo, ainda por aqui se diz que és caro!
espero que este recado te encontre de boa saúde - em Madrid ou Los Angelos, em Mogadíscio ou no Qatar, na remota Etiópia ou na moderníssima Arábia Saudita. Deves ler nos Jornais, ouvir na rádio, ver/ouvir nas televisões, pressentir no éter o que por aqui se diz do teu contrato com o Real Madrid. Diga-se, para começar, que se trata de um Real Contrato. Fala-se de um "salário" diário de 25 mil euros - mais de mil por hora. E vocifera-se a propósito que esse balúrdio que o teu patrão te paga ao fim do mês daria para matar a fome a não sei quantos milhares de indigentes do chamado 3º. mundo.
Como, digo eu, se te pagassem só metade, o Real Madrid distribuisse outra metade, em papo-secos e salsichas, aos milhões de crianças esfomeadas que viajam connosco nesta Passarola de pedra e de cimento.
Caro (caríssimo) Ronaldo,
não é de ti, nem dos poucos milhares de ganhadores do teu jaez, que a Passarola ameaça vir a baixo: os de mais de 50 milhões da Bola; os americanos multimilionários do Basket; os Tiger wood do Golf; os "taxistas" da disputada chamada Fórmula 1; os Picasso, Van Gogh, Rotko da
pintura - todos com trabalhos a mais de 50 milhões o metro quadrado - não são essas situações de privilégio que ameaçam deitar a baixo a frágil máquina voadora, herança genial do não menos padre Bartolomeu de Gusmão. Não, não é por aí que a turbulência ameaça o voo da engenhoca.
Tu, caríssimo Ronaldo, ao fim e ao cabo baratíssimo, mais todos os teus pares de páragrafo pregresso, esforçam-se, trabalham, lutam, suam, perdem quilos nas suas actuações profissionais.
Deves ter, hoje mesmo, lido nos Jornais, ouvido na Rádio, visto/ouvido na Televisão, pressentido no éter que a Polícia procura saber a origem de 10 milhões (o que tu ganhas por ano?) depositados nas Ilhas Caimão em nome de impolutos descendentes de um ilustre insuspeito cidadão da nossa Praça.
Com que esforço? com que lágrimas? com que sacrifício?:
Um voo tranquilo, em avião fretado, a essas tais Ilhas de Caimão, e uma breve mas bem legível assinatura num papel. Não é esforço?
10 milhões, Ronaldo, ainda por aqui se diz que és caro!
pulhítica
"a política não é essencial no Mundo-
é agora um estádio necessário e passageiro"
Agostinho da Silva - em Alcorão
é agora um estádio necessário e passageiro"
Agostinho da Silva - em Alcorão
quarta-feira, 17 de Junho de 2009
brevíssima
no seio de extensa família Gay, não suportaram mais. Sairam:
ela com uma mão atrás e outra à frente,
ele com as duas mãos atrás
ela com uma mão atrás e outra à frente,
ele com as duas mãos atrás
possíveLogismo
1 - saíu de casa sem armas nem bagagem
2 - carteiristas no Metropolitano subitrairam-lhe a carteira, deixando-o sem um cêntimo para comprar uma chamuça
3 - dá Deus dentes....
4 - só com 1 tiro deitou a baixo meia-dúzia de pardais --------------- = bioadversidade
2 - carteiristas no Metropolitano subitrairam-lhe a carteira, deixando-o sem um cêntimo para comprar uma chamuça
3 - dá Deus dentes....
4 - só com 1 tiro deitou a baixo meia-dúzia de pardais --------------- = bioadversidade
terça-feira, 16 de Junho de 2009
segunda-feira, 15 de Junho de 2009
salvado
trovoada violenta aqui por cima do Monte
água em torrente junto à chaminé - despejada sobre uma velha mesa de Cozinha
onde guardo uma infinidade de papéis muito importantes para mim. Se calhar só para mim
estes versinhos à Reforma Agrária ficaram encharcados que nem pintos
esrevi-os numa altura de ouro - em que era proibido não sonhar. por isso o meu empenho em salvá-los do capricho meteorológico
Versinhos sobre a Reforma Agrária
R. A.
Duas palavras apenas
Pra escrever Reforma Agrária
É das palavras pequenas
Aquela que mais abarca:
Charnecas de urze olivais
Campos de milho ervilhaca
É das palavras que mais
De ser pequena me encanta
Suor e pó sobre o rosto
Espigas de trigo na cara
Chapéus queimados de Agosto
Esperança força de seara
Frescura de barro – cântaro
De sombra e de prata fria
Mundo melhor alavanca
Bolota glande alegria
Ai Alentejo ai motor
Reforma Agrária poesia
Casa de velho senhor
Virada pra outro dia
água em torrente junto à chaminé - despejada sobre uma velha mesa de Cozinha
onde guardo uma infinidade de papéis muito importantes para mim. Se calhar só para mim
estes versinhos à Reforma Agrária ficaram encharcados que nem pintos
esrevi-os numa altura de ouro - em que era proibido não sonhar. por isso o meu empenho em salvá-los do capricho meteorológico
Versinhos sobre a Reforma Agrária
R. A.
Duas palavras apenas
Pra escrever Reforma Agrária
É das palavras pequenas
Aquela que mais abarca:
Charnecas de urze olivais
Campos de milho ervilhaca
É das palavras que mais
De ser pequena me encanta
Suor e pó sobre o rosto
Espigas de trigo na cara
Chapéus queimados de Agosto
Esperança força de seara
Frescura de barro – cântaro
De sombra e de prata fria
Mundo melhor alavanca
Bolota glande alegria
Ai Alentejo ai motor
Reforma Agrária poesia
Casa de velho senhor
Virada pra outro dia
factografias
possíveLogismo
francês passeando a pé por uma rua = -----------------franseunte
explosão de garrafa de gás em oficina de serralheiro mecânico
resultando escoriações diversas em diversos operários = ----------carnoficina
explosão de garrafa de gás em oficina de serralheiro mecânico
resultando escoriações diversas em diversos operários = ----------carnoficina
sábado, 13 de Junho de 2009
eventos & inventos
evento - Feira de S.João
inventos (concurso de) - evento que vai fazer parte do evento Feira de S.João
Vou apresentar 3 projectos inovadores: tão simples como os premiados
clips lenços de papel ou cotonettes
conto com a compreensão do júri
inventos (concurso de) - evento que vai fazer parte do evento Feira de S.João
Vou apresentar 3 projectos inovadores: tão simples como os premiados
clips lenços de papel ou cotonettes
conto com a compreensão do júri
sexta-feira, 12 de Junho de 2009
acabo de ler algures
e transcrevo porque achei interesante:
faz o que tu queres
não é o mesmo que:
faz o que quiseres
faz o que tu queres
não é o mesmo que:
faz o que quiseres
ciclos meteorológicos
semanais:
calor durante a semana - tempo instável: vento, trovoadas, Sábado e Domingo
Vem sendo assim desde há uns tempos.
Para hoje, esperam-se 36 graus. Nada mau
calor durante a semana - tempo instável: vento, trovoadas, Sábado e Domingo
Vem sendo assim desde há uns tempos.
Para hoje, esperam-se 36 graus. Nada mau
pandemias
3 espécies de gripe pandémica:
1- ----------------------------- a A
2 ------------------------------a que Há
3 ------------------------------a Ah!
vírus ; contágio ; dispersão por muitos países de vários continentes ; muitas mortes
Pergunta:
Porquê a Gripe A
e não o
HIV - Sida?
1- ----------------------------- a A
2 ------------------------------a que Há
3 ------------------------------a Ah!
vírus ; contágio ; dispersão por muitos países de vários continentes ; muitas mortes
Pergunta:
Porquê a Gripe A
e não o
HIV - Sida?
quinta-feira, 11 de Junho de 2009
GOMORRA
Ronaldo - transferência de futebolista mais cara de sempre: 94 milhões de euros; 9 milhões de salário anual para o rapaz, contas feitas, ouvi na telefonia, dá 24 000 por dia
ou seja: 1 ooo por hora, 1000€/hora.
estou-me inteiramente nas tintas para isso. Nem saberia como gastar o seu salário de um mês. Palavra de honra.
9 milhões de euros/ano = 54 milhões em 6 anos - que é tempo de duração do contrato - é uma aberração qualquer. Mas experimente o meu leitor, se tiver curiosidade, ver na Net os preços por que foram vendidos os dez quadros mais caros do mundo.
acima dos 100 milhões de dólares tem pelo menos 2 Picassos; um Klint; 1 Van Gogh e 1 Jackson Pollock que atingiu os 140 milhões.
Julgo que Rotko - uns 50 X 50cms de tela com três ou quatro faixas de cores diferentes na horizontal deve ter suplantado estas loucuras todas.
O pobre do Ronaldo ainda se farta de transpirar para ganhar em 6 anos metade do valor de qualquer uma destas celebridades.
Não é justo, caramba
ou seja: 1 ooo por hora, 1000€/hora.
estou-me inteiramente nas tintas para isso. Nem saberia como gastar o seu salário de um mês. Palavra de honra.
9 milhões de euros/ano = 54 milhões em 6 anos - que é tempo de duração do contrato - é uma aberração qualquer. Mas experimente o meu leitor, se tiver curiosidade, ver na Net os preços por que foram vendidos os dez quadros mais caros do mundo.
acima dos 100 milhões de dólares tem pelo menos 2 Picassos; um Klint; 1 Van Gogh e 1 Jackson Pollock que atingiu os 140 milhões.
Julgo que Rotko - uns 50 X 50cms de tela com três ou quatro faixas de cores diferentes na horizontal deve ter suplantado estas loucuras todas.
O pobre do Ronaldo ainda se farta de transpirar para ganhar em 6 anos metade do valor de qualquer uma destas celebridades.
Não é justo, caramba
as 7 MInas lusitanas
não sei nome nem origem da empresa que descobriu (como Vasco da Gama a Índia ou Pedro Álvares Cabral o Brasil) a mina das 7 maravilhas. Parece-me que é um grandalhão, que contrasta com o nosso Vitorino, não diz uma palavra em português, a não ser o clássico tetrassílabo que aprendemos logo em miúdos quando nos ofereciam qualquer coisa:
então, menino, o que é que se diz? : muito....
isso, lindo menino
ele foram as 7 maravilhas do Mundo;
a que se seguiram agora as 7 maravilhas portuguesas espalhadas pelo Mundo;
já se anunciam as 7 maravilhas paisagísticas nacionais (Ilhas incluidas);
hão-de suceder-se os melhores 7 monumentos religiosos construidos até ao sec.XX;
as 7 Praias mais limpas;
os 7 Bares mais apelativos
os 7 petiscos mais procurados nas Taberna nacionais - incluindo o carapau de escabeche e a patanisca de bacalhau;
os 7 sem-abrigo mais resistentes ao frio e à geada......
.............................................................................................
um não mais acabar -até o grandalhão, que me parece que é suiço (a indústria relojoeira está em crise!) deixar de ouvir tinir o euro na algibeira lusitana.
Temos programa, pelos vistos, para lavar e durar. E ainda bem, acrescento eu, para bem se não da economia helvética ao menos do senhor que deve rondar os 2 metros de altitude e me parece que é suiço
então, menino, o que é que se diz? : muito....
isso, lindo menino
ele foram as 7 maravilhas do Mundo;
a que se seguiram agora as 7 maravilhas portuguesas espalhadas pelo Mundo;
já se anunciam as 7 maravilhas paisagísticas nacionais (Ilhas incluidas);
hão-de suceder-se os melhores 7 monumentos religiosos construidos até ao sec.XX;
as 7 Praias mais limpas;
os 7 Bares mais apelativos
os 7 petiscos mais procurados nas Taberna nacionais - incluindo o carapau de escabeche e a patanisca de bacalhau;
os 7 sem-abrigo mais resistentes ao frio e à geada......
.............................................................................................
um não mais acabar -até o grandalhão, que me parece que é suiço (a indústria relojoeira está em crise!) deixar de ouvir tinir o euro na algibeira lusitana.
Temos programa, pelos vistos, para lavar e durar. E ainda bem, acrescento eu, para bem se não da economia helvética ao menos do senhor que deve rondar os 2 metros de altitude e me parece que é suiço
ponto V
são conhecidos alguns topos mágicos conhecidos por pontos, ou espaços:
ponto G - você conhece, o mítico milímetro quadrado capaz de pôr a mais frígida fêmea em plena efervescência. Onde está? Como encontrar? Tudo objecto da especulação mais desenfreada, mesmo por parte da Ciência
espaço Abelha - 32 milímetros - distância ideal no interior das colmeias, para circulação desinibida das abelhas. Inferiores, onde não caibam mas por onde possam circular os inimigos, são tapados. Superiores, são reduzidos àquela dimensão
espaço V, de Vassoura, minha mais recente descoberta:
32 centímetros - dimensão ideal para separar móveis das paredes: largura média de vassoura, que permite de uma passagem única remover o lixo ou o cotão. Inferior tem que se introduzir e operar com a vassoura de lado - o que é ineficaz. Superior implica mais do que uma passagem, o que é perda de tempo.
Experimente e não tenha pejo de me dar razão
ponto G - você conhece, o mítico milímetro quadrado capaz de pôr a mais frígida fêmea em plena efervescência. Onde está? Como encontrar? Tudo objecto da especulação mais desenfreada, mesmo por parte da Ciência
espaço Abelha - 32 milímetros - distância ideal no interior das colmeias, para circulação desinibida das abelhas. Inferiores, onde não caibam mas por onde possam circular os inimigos, são tapados. Superiores, são reduzidos àquela dimensão
espaço V, de Vassoura, minha mais recente descoberta:
32 centímetros - dimensão ideal para separar móveis das paredes: largura média de vassoura, que permite de uma passagem única remover o lixo ou o cotão. Inferior tem que se introduzir e operar com a vassoura de lado - o que é ineficaz. Superior implica mais do que uma passagem, o que é perda de tempo.
Experimente e não tenha pejo de me dar razão
celebridade e bom-senso
lembram-se da campanha saramaguiana pela votação em branco (ou nula?) como forma de expressar descontentamento e levar mesmo a novas formas de governação, quiçá mais democráticas?
Deveria o senhor estar sorridente com os resultados das últimas eleições. Ao que parece, não:
....sorvi-a como se matasse a sede nestes dias em que a fustração caiu sobre muitos de nós, vendo como se estão alegrando as forças políticas europeias de direita e extrema-direita. A democracia ainda não está em perigo , mas é de nós que depende impedir que tal aconteça.
Deveria o senhor estar sorridente com os resultados das últimas eleições. Ao que parece, não:
....sorvi-a como se matasse a sede nestes dias em que a fustração caiu sobre muitos de nós, vendo como se estão alegrando as forças políticas europeias de direita e extrema-direita. A democracia ainda não está em perigo , mas é de nós que depende impedir que tal aconteça.
quarta-feira, 10 de Junho de 2009
triste como a tarde
título guardado por aqui não sei onde
mas triste mesmo porque sei que não vou ler mais poemas novos da minha velha amiga Glória de Sant´anna:
não me aproximo
vou meditando as linhas
da inesperada súbita escultura
ali posta na rua
como se por acaso
o homem magro senta-se apagado
a uma mesa
usa chapéu um lindo fato
e espera e pensa
- Álvaro Ricardo Fernando
Bernardo Alberto
aproximo-me
e agora tão perto
pouso-lhe a mão no ombro
e sorrindo suspiro
assim se quer o poeta sempre
perdido entre Pessoa e toda a gente
mas triste mesmo porque sei que não vou ler mais poemas novos da minha velha amiga Glória de Sant´anna:
não me aproximo
vou meditando as linhas
da inesperada súbita escultura
ali posta na rua
como se por acaso
o homem magro senta-se apagado
a uma mesa
usa chapéu um lindo fato
e espera e pensa
- Álvaro Ricardo Fernando
Bernardo Alberto
aproximo-me
e agora tão perto
pouso-lhe a mão no ombro
e sorrindo suspiro
assim se quer o poeta sempre
perdido entre Pessoa e toda a gente
terça-feira, 9 de Junho de 2009
sensibilidade
há muitos avós rurais que se despedem de animais e árvores
quando pressentem que a morte se aproxima
há é poucos netos
com a sensibilidade de Saramago
para transformar o facto
num poema de força
universal
quando pressentem que a morte se aproxima
há é poucos netos
com a sensibilidade de Saramago
para transformar o facto
num poema de força
universal
peste
tive que apagar rapidamente a mensagem sobre conservação dos queijos
que o cheiro saído dos interst´cios do teclado
já me invadia a sala como um hálito infernal
que o cheiro saído dos interst´cios do teclado
já me invadia a sala como um hálito infernal
o gosto das palavras
por esta eu tenho um gosto muito especial, embora não a prove há muito tempo. Como os rebuçados de ALTEIA, que se tiravam de frascos de vidro com tampas de plástico de cores vivas.
A palavra, pouco comum mas por que tenho preferência iniludível, significa, referindo-se a comportamentos pessoais, indiferença; laxismo; deixar andar
Serve, como colete de alfaiate, a classificar a abstenção das últimas eleições.
:
uma atitude Esplenética
A palavra, pouco comum mas por que tenho preferência iniludível, significa, referindo-se a comportamentos pessoais, indiferença; laxismo; deixar andar
Serve, como colete de alfaiate, a classificar a abstenção das últimas eleições.
:
uma atitude Esplenética
logismos
fiambre no frigorífico ------------------------= friambre
casa de habitação em ruinas -----------------= residuência
sexo em tempo de andropausa --------------= ralações sexuais
casa de habitação em ruinas -----------------= residuência
sexo em tempo de andropausa --------------= ralações sexuais
segunda-feira, 8 de Junho de 2009
abstenção nas euro-peias
como diria o meu amigo Manel Cigano, se não andasse já no outro reino tentando negociar um burricalho:
meu amigo, com esta abstenção nas eleições é garantido que não apanhamos a carroça da europa
meu amigo, com esta abstenção nas eleições é garantido que não apanhamos a carroça da europa
eleições
detesto a arrogância e o culto exacerbado da personalidade.
já tinha execrado atrás o grito circense: A Europa é.....
e o povo:
- VITAL
perderam ambos. Isso no mínimo conforta-me
já tinha execrado atrás o grito circense: A Europa é.....
e o povo:
- VITAL
perderam ambos. Isso no mínimo conforta-me
a publicar em Noticias do Alentejo
D E S A L E N T E J O
(À sombra)
Há muito tempo que não escrevo. Cartas e bilhetes-postais há séculos. Já nem sei de que lado se põem destinatário e remetente – da esquerda, ao canto superior esquerdo? Da direita – canto inferior direito?
Houve tempo em que eu escrevia cartas. Muitas cartas. À redação de algumas Revistas e Jornais, reclamando publicação de meus poemas, de meus textos, de minhas elucubrações malucas de adolescente. E alguns publicavam e eu tinha conhecimento disso, lembro-me de ter sido ainda contemplado com um cartão, com fotografia e tudo, de correspondente do Diário Popular. Isto no tempo em que era prática comum escrever à mão, com caneta de tinta-permanente – tive uma Parker 21 de prenda de anos da minha namorada – ter uma máquina de escrever constituía mais luxo do que ter hoje um portátil Toshiba ou um desses rafeirosos genéricos Magalhães. A gente escrevia então à mão.
Em Moçambique era mesmo colaborador (assíduo do “Notícias da Beira “ e do Diário de Moçambique”, com uma crónica semanal intitulada “Prosa à Pressa”) mas também publiquei no Notícias, e Diário, ambos de Lourenço Marques, e em algumas erupções literárias –brilhantes mas efémeras.
Escrevia á mão, tenho ainda razoável coleção de manuscritos que sobreviveram a várias transferências de trabalho e residência, com a certeza segura de que se um incêndio os pegar e devorar muito pouco ou nada perde a literatura portuguesa. As “Prosa à Pressa”entregava-as à Corina, mulata de eleição e datilógrafa da Repartição, que as matraqueava à Underwood mal lubrificada, produzindo um texto que bem podia ser lido como Braille, tão orograficamente marcado o reverso do papel. De vez em quando contemplava a Corina com um passeio de carro (Cortina azul celeste) à Praia, à Praia de Wimbe, daTininha, onde se tragava a mais genuína lagosta suada da vasta costa índica. Ou com meia-dúzia de bolinhos sortidos da Pastelaria Rosas da Baixa da Cidade.
A Corina datilografava e metia o escrito num envelope da Repartição, e cuidava de meter na caixa do Correio, que ficava mesmo ali a jeito. A Repartição funcionava num segundo andar de edifício novo, onde contemplei, e passo a descrever, cena esquecida que só este passeio pela memória me traz de novo à tona:
Os fios elétricos eram amarrados a canecas de porcelana, fixadas a uma pequena estrutura metálica chumbada na parede. Onde uns passarocos pequenos mas alegres e vivaços, meio cinzentos e de peitos azulados, entenderam fazer ninho. Este cenário ficava à vista do meu gabinete de trabalho, o que dava para observar não só a construção dos ninhos como o que passo sem perda de tempo a descrever: Umas aranhas castanho-escuro enormes teceram teias à sua dimensão e de tal ordem resistentes que os passaritos enleados nelas não tinham mais maneira de se libertarem.
As aranhas enleavam-nos como as nossas, domésticas, aprisionam insectos de ridículas dimensões: moscas e mosquitos, e sugavam-nos até à exaustão, deixando-os ressequidos como múmias. Os biólogos certamente terão identificado espécies de predadores aracnídeos e de vítimas pássaros. Porém, se a Lamarck ou Darwin tiverem escapado tão violentas cenas de luta pela sobrevivência, qualquer biólogo tirocinante do Bolonha pode agora brilhar apresentando-o à comunidade científica com um paper publicado na Science.
O que tem isto a ver com o Alentejo, perguntará meu desprevenido leitor, como anónimo passarinho da estória? –Nada, só o que me é permitido responder. Voltar a escrever é como pegar de novo na bicicleta, após muitos anos de abandono, sendo que ela na poeira do sótão além de ferrugem também ganhou motor
Ficamos assim até à próxima, tá? (leia tb “ h-ortografias”)
António Saias
(À sombra)
Há muito tempo que não escrevo. Cartas e bilhetes-postais há séculos. Já nem sei de que lado se põem destinatário e remetente – da esquerda, ao canto superior esquerdo? Da direita – canto inferior direito?
Houve tempo em que eu escrevia cartas. Muitas cartas. À redação de algumas Revistas e Jornais, reclamando publicação de meus poemas, de meus textos, de minhas elucubrações malucas de adolescente. E alguns publicavam e eu tinha conhecimento disso, lembro-me de ter sido ainda contemplado com um cartão, com fotografia e tudo, de correspondente do Diário Popular. Isto no tempo em que era prática comum escrever à mão, com caneta de tinta-permanente – tive uma Parker 21 de prenda de anos da minha namorada – ter uma máquina de escrever constituía mais luxo do que ter hoje um portátil Toshiba ou um desses rafeirosos genéricos Magalhães. A gente escrevia então à mão.
Em Moçambique era mesmo colaborador (assíduo do “Notícias da Beira “ e do Diário de Moçambique”, com uma crónica semanal intitulada “Prosa à Pressa”) mas também publiquei no Notícias, e Diário, ambos de Lourenço Marques, e em algumas erupções literárias –brilhantes mas efémeras.
Escrevia á mão, tenho ainda razoável coleção de manuscritos que sobreviveram a várias transferências de trabalho e residência, com a certeza segura de que se um incêndio os pegar e devorar muito pouco ou nada perde a literatura portuguesa. As “Prosa à Pressa”entregava-as à Corina, mulata de eleição e datilógrafa da Repartição, que as matraqueava à Underwood mal lubrificada, produzindo um texto que bem podia ser lido como Braille, tão orograficamente marcado o reverso do papel. De vez em quando contemplava a Corina com um passeio de carro (Cortina azul celeste) à Praia, à Praia de Wimbe, daTininha, onde se tragava a mais genuína lagosta suada da vasta costa índica. Ou com meia-dúzia de bolinhos sortidos da Pastelaria Rosas da Baixa da Cidade.
A Corina datilografava e metia o escrito num envelope da Repartição, e cuidava de meter na caixa do Correio, que ficava mesmo ali a jeito. A Repartição funcionava num segundo andar de edifício novo, onde contemplei, e passo a descrever, cena esquecida que só este passeio pela memória me traz de novo à tona:
Os fios elétricos eram amarrados a canecas de porcelana, fixadas a uma pequena estrutura metálica chumbada na parede. Onde uns passarocos pequenos mas alegres e vivaços, meio cinzentos e de peitos azulados, entenderam fazer ninho. Este cenário ficava à vista do meu gabinete de trabalho, o que dava para observar não só a construção dos ninhos como o que passo sem perda de tempo a descrever: Umas aranhas castanho-escuro enormes teceram teias à sua dimensão e de tal ordem resistentes que os passaritos enleados nelas não tinham mais maneira de se libertarem.
As aranhas enleavam-nos como as nossas, domésticas, aprisionam insectos de ridículas dimensões: moscas e mosquitos, e sugavam-nos até à exaustão, deixando-os ressequidos como múmias. Os biólogos certamente terão identificado espécies de predadores aracnídeos e de vítimas pássaros. Porém, se a Lamarck ou Darwin tiverem escapado tão violentas cenas de luta pela sobrevivência, qualquer biólogo tirocinante do Bolonha pode agora brilhar apresentando-o à comunidade científica com um paper publicado na Science.
O que tem isto a ver com o Alentejo, perguntará meu desprevenido leitor, como anónimo passarinho da estória? –Nada, só o que me é permitido responder. Voltar a escrever é como pegar de novo na bicicleta, após muitos anos de abandono, sendo que ela na poeira do sótão além de ferrugem também ganhou motor
Ficamos assim até à próxima, tá? (leia tb “ h-ortografias”)
António Saias
bom dia, boa tarde...
desorientado com resultado de eleições.
Nem por isso. desta vez até ganhei: o meu Belenenses não desceu de divisão
A política é um pouco como o futebol. Sou do Belenenses porque o meu irmão esteve na tropa em Belem. Belem, Belenenses, pensei eu
Vim a saber há não muito tempo que o meu irmão não só não era do Belenenses como nunca tinha visto um desafio de futebol.
O meu partido político é o Belenenses da primeira liga da política. Mas desta vez ganhou
Nem por isso. desta vez até ganhei: o meu Belenenses não desceu de divisão
A política é um pouco como o futebol. Sou do Belenenses porque o meu irmão esteve na tropa em Belem. Belem, Belenenses, pensei eu
Vim a saber há não muito tempo que o meu irmão não só não era do Belenenses como nunca tinha visto um desafio de futebol.
O meu partido político é o Belenenses da primeira liga da política. Mas desta vez ganhou
domingo, 7 de Junho de 2009
dia 7
agora eu bou botar
bou botar
meu boto
na racha
de uma caixa
com a sem-convicção
que leva à falha
do acto
sexual
bou botar
meu boto
na racha
de uma caixa
com a sem-convicção
que leva à falha
do acto
sexual
sábado, 6 de Junho de 2009
vamos ver
Queirós diz mais ou menos dos "pobres" albaneses:
não sei como me sentiria se tivesse que vestir o seu equipamento
Faz supor que o maestro (sir ? ) imagina os tiranos a tremerem de susto de Ronaldo& Cª.
Triste arrogância
não sei como me sentiria se tivesse que vestir o seu equipamento
Faz supor que o maestro (sir ? ) imagina os tiranos a tremerem de susto de Ronaldo& Cª.
Triste arrogância
bordadágua II
tirar o guarda _chuva do automóvel ou marcar visita de meus filhos com promessa de almoçar junto da Ribeira.
na segunda versão, além de chuva é trovoada garantida.
E não é pessimismo pessoal
na segunda versão, além de chuva é trovoada garantida.
E não é pessimismo pessoal
sexta-feira, 5 de Junho de 2009
fará sentido
alguém incitar a que se grite o seu próprio nome?????
os atletas de saltos pedem aos assistentes que os acompanhem com palmas ao ritmo que lhes é mais adequado a potenciar as suas capacidades físicas
apelar a que gritem o seu nome - essa é que eu ainda não tinha visto em nenhum estádio
os atletas de saltos pedem aos assistentes que os acompanhem com palmas ao ritmo que lhes é mais adequado a potenciar as suas capacidades físicas
apelar a que gritem o seu nome - essa é que eu ainda não tinha visto em nenhum estádio
regionalismos
o homem, todo cerimonioso, sentou-se à mesa do Café....
todo cerimonioso = todo cheio de nove horas
Porquê cheio de nove horas? Intuo:
horas de entrar no emprego - barbeado; perfumado....
intui mal?
todo cerimonioso = todo cheio de nove horas
Porquê cheio de nove horas? Intuo:
horas de entrar no emprego - barbeado; perfumado....
intui mal?
2 variações em pausa
- menopausa da irmã------------ manopausa
- andropausa de André-----------Andrépausa
poça, descontraia, as eleições são já depois de amanhã. O que é que lhe custa sorrir?
- andropausa de André-----------Andrépausa
poça, descontraia, as eleições são já depois de amanhã. O que é que lhe custa sorrir?
quinta-feira, 4 de Junho de 2009
triste como a tarde
de Arraiolos para Igrejinha utiliza-se a antiga estrada Liboa-Badajós - única via transfronteiriça antes da recente auto-estrada que passa aqui pelo Alentejo. Na Cerâmica há um "entroncamento" em linha reta que dá acesso direto à Igrejinha. Encontram-se aí duas placas de separação de trânsito.
Numa delas está um cão. Relativamente jovem, escanzelado, que já vi tentar fazer a travessia para as casas da Cerâmica, recuando ante o tráfego apertado e inseguro.
Dá-me ideia de que já fez da placa a sua casa. Mas onde come? e onde vai beber?
raio de vida. Mesmo se é de cão
Numa delas está um cão. Relativamente jovem, escanzelado, que já vi tentar fazer a travessia para as casas da Cerâmica, recuando ante o tráfego apertado e inseguro.
Dá-me ideia de que já fez da placa a sua casa. Mas onde come? e onde vai beber?
raio de vida. Mesmo se é de cão
quarta-feira, 3 de Junho de 2009
por quê h-ortografias
venderam-lhe na Loja
feijão-catarino
pelo seu pedido feijão-frade
só ao semear
verificou
que lhe tinham vendido
feijão-fraude
feijão-catarino
pelo seu pedido feijão-frade
só ao semear
verificou
que lhe tinham vendido
feijão-fraude
plágio-línguas
em português
não posso mais dizer:
morro à míngua de excessos
nada impede que diga:
morro ao excesso
de mínguas
não posso mais dizer:
morro à míngua de excessos
nada impede que diga:
morro ao excesso
de mínguas
terça-feira, 2 de Junho de 2009
esta noite não, que estou com sono
mas não posso adiar a estória da minha conversa com o velho editor do Jornal que me aturou ao longo de anos
-ele, raposa velha da arte de Guttenberg (quero dizer do criador da Tipografia) pensando estar a falar com um dos seus jornalistas reformados
- eu, na convicção de que falava com um colega de Setúbal, que me ligara (aí estranhei) para saber do meu estado de saúde.
desabafei de todas as maneiras, relatando até a minha ida ao urologista e o exame táctil à próstata: nunca imaginei passar por semelhante provação
E da garganta, está melhor da garganta?
praticamente bom, o médico receitou-me uma droga milagrosa
deixei de enviar colaborção para o Jornal desde há cerca de um ano, quando o homem rejeitou um texto meu relatando as minhas impressões sobre o 13 de Maio em Fátima. Sem uma palavrinha pelo telemóvel:não podemos publicar o seu artigo, entenda, é matéria sensível,
sei lá não disse patavina.
antes de terminar o bem-medido quarto de hora de conversa equivocada, sempre perguntei:ó Rui, como foi que soubeste que eu tinha ido ao médico?
- Eu não sou Rui -respondeu do outro lado, e pedi para me ligarem ao Francisco Rafael, não a si
o acaso puro levou à nossa reaproximação. Na próxima semana talvez já tenha retomado a minha abandonada " Banda Larga"
-ele, raposa velha da arte de Guttenberg (quero dizer do criador da Tipografia) pensando estar a falar com um dos seus jornalistas reformados
- eu, na convicção de que falava com um colega de Setúbal, que me ligara (aí estranhei) para saber do meu estado de saúde.
desabafei de todas as maneiras, relatando até a minha ida ao urologista e o exame táctil à próstata: nunca imaginei passar por semelhante provação
E da garganta, está melhor da garganta?
praticamente bom, o médico receitou-me uma droga milagrosa
deixei de enviar colaborção para o Jornal desde há cerca de um ano, quando o homem rejeitou um texto meu relatando as minhas impressões sobre o 13 de Maio em Fátima. Sem uma palavrinha pelo telemóvel:não podemos publicar o seu artigo, entenda, é matéria sensível,
sei lá não disse patavina.
antes de terminar o bem-medido quarto de hora de conversa equivocada, sempre perguntei:ó Rui, como foi que soubeste que eu tinha ido ao médico?
- Eu não sou Rui -respondeu do outro lado, e pedi para me ligarem ao Francisco Rafael, não a si
o acaso puro levou à nossa reaproximação. Na próxima semana talvez já tenha retomado a minha abandonada " Banda Larga"
segunda-feira, 1 de Junho de 2009
dia mundial da criança
dos milhões felizes, dos milhares de milhões para quem felicidade só existe quando comem.
O aperitivo diário para os primeiros - o desaperitivo para os outros
Continuo a ser criança. Também por isso este é meu dia
sacana de capricho. Logo neste dia - mal nascia ainda -um avião caía, transportando no seu ventre SETE CRIANÇAS e um BÉBÉ
O aperitivo diário para os primeiros - o desaperitivo para os outros
Continuo a ser criança. Também por isso este é meu dia
sacana de capricho. Logo neste dia - mal nascia ainda -um avião caía, transportando no seu ventre SETE CRIANÇAS e um BÉBÉ
os ingleses chamam "take-off"
uma espécie de "golpe de asa", o click que separa a corrida do voo. A literatura económica global usa a expressão para designar as economias que arrancam: Angola, Brasil, India, China.
Em tempo de eleições, meu amigo político muda com frequência da conversa social para o discurso .
Mudança sensível como, nos cavalos, do trote para o galope. O tal Take -Off
Fernando agita-se ligeiramente na cadeira, sacode o torso para um e outro lado, passa a mão pelo local onde é suposto sítio de gravata, falava da produção de batatas deste ano - continua a falar da produção de batatas mas já com diversa entoação de voz e novo registo, que é o tal usado nos comícios:
nos meus tempo, por exemplo, só comíamos batatas. No Inverno, com temperaturas abaixo dos...
Não lhe digam nada, Fernando já está no ar há muito tempo
Em tempo de eleições, meu amigo político muda com frequência da conversa social para o discurso .
Mudança sensível como, nos cavalos, do trote para o galope. O tal Take -Off
Fernando agita-se ligeiramente na cadeira, sacode o torso para um e outro lado, passa a mão pelo local onde é suposto sítio de gravata, falava da produção de batatas deste ano - continua a falar da produção de batatas mas já com diversa entoação de voz e novo registo, que é o tal usado nos comícios:
nos meus tempo, por exemplo, só comíamos batatas. No Inverno, com temperaturas abaixo dos...
Não lhe digam nada, Fernando já está no ar há muito tempo
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