sexta-feira, 31 de Julho de 2009
verbo da moda
agora é meio-executivo da Câmara de Carmona Rodrigues que vai a Julgamento. Ainda dizem que a Justiça não funciona
ver o que aconteceu àquela molhada de gente da Câmara de Felgueiras, com a vítima suprema Fátima à frente do cortejo.
o Lavar-dos- cestos vai ser agora até se acertarem indemizações para ressarcir as vítimas de injúrias psicológicas. Acho muito bem.
como aconteceu com o inocente Paulo Pedroso. 50 000 euros? - Acho pouco, sinceramente
ECOLOGIA
se for católico, como se fosse água benta:
com parcimónia, como se exige às coisas raras
quarta-feira, 29 de Julho de 2009
sem sentidos
dou por que os sons familiares do microondas e do esquentador em situação de produção de água quente de um momento para o outro se tornaram simpaticamente suaves, agradáveis até.
Mentira.
pensei melhor e conclui que não é o barulho das máquinas que se tornou melodioso e meigo como o rolar das esferas. Os meus tímpanos é que estão sem dúvida embotados
diário
fins de Julho, tempo de arrancar a rapariga top-less - calçanito verde - do calendário Good-Year, de parede, os dias já mais curtos, em consonância com a roupa das miudas que alegram milhões de paredes esborratadas do fumo de escape de milhões de automóveis em oficinas suburbanas;
e mais frescos, a ponto de apetecer a camisa de mangas integrais reforçada pelo conforto de uma camisolita de lã leve - para o sereno das esplanadas quando se aproxima a meia-noite;
Agosto mesmo à porta, aí o fim das férias - mais Férias Grandes do que Grandes Férias - para mim já Férias Permanentes, as eleições entrando pelo outono, molhadas pelas Águas Novas com que se iniciam as próximas sementeiras, quem ganha, quem não ganha, amanhã, Julho ainda, vou fazer compras de velho solitário: um SOFÁ; uma PANELA-DE-PRESSÃO; ia a escrever um IRRIGADOR/CLISTER, dei a tempo a pensar que já não se usa semelhante equipamento, antigamente é que era objecto de Pharmácia, mas também de Mercearia - dependurado num ângulo mal iluminado de parede, com a borracha estendida até quase tocar o chão, um objecto-tabú, quase kitch, que remetia para secretas, íntimas operações solitárias mornas, que o imaginário levava até bem longe;
a chegar o frio, o lume de chão na chaminé, as primeiras castanhas para assar
já plantei o meu castanheiro na Igrejinha
algumas dezenas prosperam escandalosamente nos Canaviais
vou entrar na lenha de azinho que sobeja, veja-se, de há dois anos,
começar a pensar no subsídio de Natal - quem sabe não dará
para comprar o meu Magalhães de estimação,
e então o frio a sério, de acordar com os olhos perlados de um orvalho que preenche invisivelmente o ar do quarto,
entrar no corredor de tempo de aniversários: Outbro/Novembro/Dezembro - para
filhos, neto, eupróprio,
o fim de um ano velho e o princípio de outro
como se os anos fossem alpercatas ou camisas
que se renovam assim com uma simples ida à Loja do Chinês
29, ou 30?, não, 29 de Julho,
mais duas ou três idas à Comporta,
este ano como as cobras estou a mudar a pele
nem dou sequer por que esteja a crescer, mas olha, uma comichão danada
e ela a enrolar-se como quando se chamusca porcos,
só me lembro de semelhante acontecimento duas ou três vezes em toda a minha vida
e pronto, é assim,
lembra-se porventura do pequeno poema " quando pobre vai à Praia....."
aconteceu ontem, claro:
um frio cortante pela manhã, água do Mar de não se suportar tocá-la com um dedo...
nada mais por hoje
mas que o tempo vai mudar,
ai vá por mim que vai...
segunda-feira, 27 de Julho de 2009
contraste
os pobres - esmagadora maioria - contemplava os gaiatos com duas chapadas "no focinho", que funcionavam, diziam, como "DESaperitivo".
só a brincar, claro!
sábado, 25 de Julho de 2009
sexta-feira, 24 de Julho de 2009
Gripe A1
em Portugal, como o orçamento não dá para tanto, os infetados ficam em casa - de TRINTENA
Nota - os chineses parece que estão a tratar, com assinalável sucesso, a sua Gripe A1 pelo seu método milenar de medicina tradicional. (ervas)
Custo - pouco mais de 1 euro
Tempo de duração do tratamento - inferior ao convencional
quinta-feira, 23 de Julho de 2009
isso mesmo
Arlindo de Carvalho tem que ficar em casa. Oliveira e Costa está de regresso ao Lar. Sortudo. Dias Loureiro, segundo Correio da Manhã, está incontactável na Quinta do Lago no Allgarve.
Esta, entre outra gente, é acusada de, entre outros encómios:
- Fraude fiscal
- burla agravada
- branqueamento de capitais
- falsificação de documentos
- gestão danosa
- corrupção (activa, passiva, compulsiva, RECIDIVA)
- até de infidelidade não sei quê. Não estranho porque quando se fala de valores de acções na Bolsa ( sobe/desce) se utiliza abusivamente o ternurento termo sentimento:
Hoje o sentimento do Mercado…….
Ao que isto chegou
Ah, injustiça das injustiças:
Estão estes, entre outros cidadãos que pertenceram à mesma chamemos-lhe equipa, pra não lhe chamar outra coisa, está a ver!, cidadãos, dizia, privados do elementar/constitucional direito de contactar entre si.
Um deles, com pulseira electrónica, nem ao Café pode ir. Parece é que o próprio Café (Central ) do Bairro, do senhor Farinha, já, devidamente autorizado, transferiu uma das suas mesas, cadeiras, os Jornais que o senhor Doutor costumava ler, moscas e tudo, para o espaçoso Hall da Vivenda do senhor Doutor.
Duas vezes ao dia vai um empregado, o Jaime, todo de branco e o seu lacinho preto, fazer, repito:fazer o cafezinho para o senhor doutor.
Tudo porque o senhor doutor está temporariamente impedido pela (IN)Justiça Nacional ( ao que isto chegou, comenta-se no Bairro) de pôr o pé na Rua, nem mesmo para ir à Capelista de esquina comprar um par de atacadores para os sapatos.
Os outros respeitáveis cidadãos não. Foram poupados à requintada sevícia própria só da Inquisição, pelo que gozam dos plenos direitos de cidadania, à excepção – e já não é nada pouco, acrescentamos nós, de comunicarem entre si, pelos meios comuns, do cidadão vulgar, de telecomunicações: telefone fixo ou telemóvel; fax; SMS; correio electrónico; Twitter; Face Book – essas modernices todas que os serviços de escuta
controlam muito bem.
Um simples recado: o senhor Dias Loureiro, é um suponhamos, quer convidar o seu amigo Arlindo para uma ida ao achigã ou para uma partida noturna de sueca ou monopólio, como é que faz, sabem-me dizer?:
Lá tem que mandar a empregada, de táxi ou no seu carrito híbrido, com um bilhetinho muito bem dobrado, e esperar depois pela resposta.
Meus senhores, em tempos de Fibra Óptica, Banda Larga, comunicações por Satélite faz algum sentido este recuo civilizacional? Querem exigir aos impolutos (ainda os seus processos não transitaram em julgado –é assim que se diz?) cidadãos que regressem ao fumo das fogueiras dos Índios, aos Tantans africanos ou ao pombo-de-Correio da Idade Média ? Francamente! Na era Magalhães…..
Por favor não brinquem connosco, permitam ao menos às pessoas a utilização de um daqueles equipamentos de transmissão em Morse tão utilizados em tempos na Marinha.
Eu cá, se fosse Justiça, mas Justiça a sério, com a sua quota-parte de humanismo, era assim que faria
Bom, por aqui me fico, até mais ver
na Loja dos Computadores
-o seu computador está lento, precisa de ser desfragmentado
o leigo (eu) pensando para dentro:
- desfragmentado uma ova
fragmentado e bem miudinho, de modo a não ser possível reconstituir
formigas e meteorologia
e aí está:
24 horas depois - chuva em pleno Julho. Se não for a pior....
quarta-feira, 22 de Julho de 2009
FREE POCKET
cada um abarbata aquilo que pode. E já não é como carteirista de Metropolitano que sacava mil pauzitos por dia -para uma refeição acompanhada com um tinto de eleição....
agora é Free Pocket - à inglesa. Sempre a andar
e será que esta gente não tem ponta de vergonha? O que dirão os colegas dos filhos (netos?)
nas Escolas, nos Colégios?
Nem por eles os adultos conseguem refrear o seu espírito de ganância?
terça-feira, 21 de Julho de 2009
METEOROLOGIA
ontem à tardinha, uma maternidade de formigas transferia
todos os filhotes (larvas brancas)
de um formigueiro para outro
situado a sete passos de distância
azáfama durou até aparentar
concluida operação.
porquê? para quê?
poemas da minha fase produtiva
o pasto a flora
a montanha
a paisagem
Eis-me em tudo - telegramas
lápis o teu rosto
eu e a casa as cores
da carteira de cheques
como o tal boi passivo
com as patas na lama
a comer malmequeres
ESBARRAR COM AS PALAVRAS
eleutérias
:
s.f.pl. -festas em honra de Júpiter e de Baco, na Grécia, para comemorar alguma vitória ou expulsão de tirano.
registei e estou transmitindo a vocês, tá?
EUFEMISMOS
de hoje mesmo, despacho de meretíssimo Juiz sobre situação
do senhor Oliveira não sei quantos, ao que parece funâmbulo emérito do Circo BPP.
Ou seria BPN ?
:
"obrigação de permanência na residência habitual "
isto é o eufemismo
porque a realidade nua e crua seria:
"Prisão domiciliária" - mais curtinho e tudo
segunda-feira, 20 de Julho de 2009
rosas bravas para quem chegar agora aqui
contágio
- Fixá-la durante alguns segundos
- todo o texto seguinte não parece igualmente inclinado para a direita?
- ou é delírio meu, estilo miragem - por causa do calor?
COMPRAS
mas acho agora que já descobri como é possível economizar nas compras. Lendo última edição
D´Orey sobre como comprar muito pagando pouco.
Assim, meto 5 € ao bolso e penso voltar a casa ao fim do dia com :
- 1 Banco, por 1 euro : o BPP já não pde ser, que já está vendido, um Millenium quem sabe, Bcp também não vale a pena porque está falido, a Caixa Geral de Depósitos vou tentar arriscando mais meio euro: 1 euro e 50cêntimos e talvez consiga negociar a Caixa Geral de Depósitos1
- 1 empresa de Telecomunicações. Parece que está a dar. Família dos Santos, camarada angolano, metida nestas coisas, é ver termómetro de cotações a subir que nem saído de axila de tomado de gripe A1 N1 - ou lá como se chama aquilo. O indiano que gere PT também parece bom rapaz, por que não acenar-lhe com oferta de 2 euros?
- um Free Port qualquer que não seja o de Alcochete - da Cova da Piedade, da Moita, do Barreiro, de Vila Franca- de- Xira, uma coisa livre de complicações de Tribunais, sem chatices de conferências de Imprensa, desmentidos oficiais, lavagens de roupa suja, estão a ver.
Mais um euro por isso.
- faltam então 50 cêntimos, vou tentar negociar uma empresa de Construção Civil, uma Teixeira Duarte ou, até rima, uma Mota Engil, (rima com Construção Civil) do Jorge Coelho, quero lá saber, que se lixe, dias não são dias, se não aceitarem os 50 cts posso ainda esticar até aos 60.
e pronto, é assim. Com o calor que faz é chegar a casa e tomar duche, tomar de seguida o meu uísque, com gelo, que trouxe do Super habitual, e finalmente tomar a atitude de fazer bem as contas ao que consegui comprar durante o dia.
tchauzinho!
domingo, 19 de Julho de 2009
milho - bago - grana
perdoe-se a janela tortaA casa e o milho:
do lado de lá da janela da casa fica o milho. Uma excelente plantação de milho - que se repete desde que eu habito a casa. Antes de eu a habitar já aqui se produzia milho
O proprietário do milho não é proprietário da terra. É um agricultor esclarecido, que trabalha para ganhar dinheiro. Faz parte de uma minoria de agricultores portugueses. A maioria é pouco esclarecida, rotineira, conservadora - sobrevive à custa de subsídios ministeriais.
do lado de cá do milho, a poucos metros,como a fortografia, mesmo torta ilustra, há a minha casa e eu. A minha pequena propriedade, a minha pequena horta, o meu pequeno poço.
O milho - espetacular - do outro lado da janela, consome, até ao fim do deu ciclo vegetativo, na ordem dos MIL litros de água por metro quadrado. E quantidades consideráveis de adubos de síntese ( azoto, fósforo, potássio, cálcio, entre outros)
que são dissolvidos pela água e vão contaminar o lençol freático que alimenta o meu pequeno poço. Junto com os adubos sáo arrastados pesticidas, herbicidas, hormonas, outros....
Com que a minha máquina lava a roupa, com que eu lavo o corpo sempre que diariamente tomo banho.
o dono do milho está-se perfeitamente nas tintas para que eu tome banho com água saturada de nitratos, bem fornecida de fósforo ou potássio, bem temperada de herbicidas totais contra as plantas invasoras.
centenas de milhar de pequenos agricultores neste país - para além de lavarem a roupa e tomarem banho com estas águas pútridas, utilizam-na para cozinhar e, pasme-se, BEBER.
E o ministério da SAÙDE tão preocupado com os putativos malefícios da chamada Gripe A
sábado, 18 de Julho de 2009
JULHO
vou escrever palavras
que não sei ainda onde ir buscá-las:
se ao crepúsculo cinzento
em que a tarde se esvai
se aos jacarandás despidos
das flores azuis desde há um mês
se às pedras da calçada
se à esferográfica azul
já com pouca carga
já sei: à esferográfica azul
já com pouca carga
já com poucas palavras
sexta-feira, 17 de Julho de 2009
já agora estoutra (alguém se lembra disto?) porque vem mesmo a seguir
Não vejas só qualidades
nos teus ídolos eleitos
que à menor contrariedade
qualidades são defeitos ( passas a ver só defeitos)
já agora, se quiser ter essa maçada, pode indicar a versão que lhe agrada mais
obrigado
só mais um ensaio copiar/colar
vendeu Judas o Messias
por quantias mais pequenas (por somas bem mais pequenas)
vendemo-nos todos os dias
ótimo (já pelo tratado) - parece que funciona mesmo
não vou chatear mais por esta via
quinta-feira, 16 de Julho de 2009
ensaio
com vista a que o Bem se instale!
Não daria mais proveito
Tentar melhorar o Mal?
nota - estas 3 quadras resultam de um ensaio copiar/colar. Que julgo já funciona
quadra p´ra pular
tramaram a oposição
Quem mais se trama é o povo
haja ou não haja eleição
aniversário da chegada à LUA
eu cá por mim nem digo. Fogo....
acho que foi Armstrong o primeiro a pôr o pé.
Professora, a partir de cá, talvez da Califórnia:
"preste atenção, menino,
deixe de estar na LUA......"
variações sobre
o Major é o maior de Gondomar; o filho ainda não lhe ganhou o vício?
Fátima de FELGUEIRAS - é Felgueiras - outra pequena maravilha
Isaltino, de Oeiras, tem um sobrinho taxista na Suiça. O que espera
Exaltino?
vai ser hoje conhecida a "pena suspensa"
que ao seu sobrinho - taxista na Suiça - vai ser atribuida
coitado do sobrinho
de EXALTINO
paradoxo meteorológico
as temperaturas mínimas sobem
descem as temperaturas máximas
é eminente o risco
de as temperaturas mínimas atingirem valores mais elevados
do que os das temperaturas máximas
ao que parece
Sócrates enche um salão de Hotel de Lisboa
para dizer ao país (pela metáfora Salão cheio)
que o partido de que é secretário geral
é o melhor do mundo
jornalista-antena 1 responsável pela notícia
comenta:
....não se viam rostos felizes na Sala
quarta-feira, 15 de Julho de 2009
poemeto
O que aprouver aos deuses
A mim há-de:
A mirra o incenso o jade
O alabastro a ogiva
O que a mim me apraz
Aos deuses concativa:
O sal o sul
O teu perfume a sol
O azul
Detrás da tua forma-carne
A rósea cor furtiva
melga (por quê Melgaço ?)
a um mosquito que me suga:
bebes do meu sangue
vejo-te ainda mergulhado sobre
um afluxo roxo que me aflora
a pele
podia matar-te agora mesmo
podia esborrachar-te
mão contra o meu pulso-fonte
impávido tranquilo
podia afugentar-te com um sopro
podia em suma pegar-te
cauteloso
trincar-te e engolir-te
recuperar meticulosamente
os infinitésimos
desses miseráveis glóbulos
brancos e vermelhos
de que deixo embebedares-te
mas prefiro
sim prefiro
olhar-te o ventre cada vez mais tenso
obeso como um odre
ver-te partir em paz
batendo as asas lento como um albatroz
pesado e lento – cada vez mais lento -
e podre
cada vez mais podre
do baú
há um muro à minha volta
com vinte palmos de altura
que me persegue e me escolta
que me protege e tortura
que rodopia em redondo
me esconde a vista de tudo
dentro do qual eu me escondo
por trás do qual eu me escudo
escalá-lo não sou capaz
esquecê-lo não estou seguro
se me esmagar tanto faz
- é muro que esmaga muro
me confesso
leia cada um por si - como entender
poema velho
E R Ó T I C A
Escrevo a raiz vertical da erva
Que segura o volume aéreo
A que se prende a haste
E as cores que lambem o limite
Inferior do azul
Do céu
Contraste
Se conforma
Entre o verde original das folhas
E as pétalas vermelhas
Contraste entre os açúcares
Da seiva
E os breves ácidos das minúsculas sementes imaturas
Escrevo o que circula
E vem da Terra – seiva clorofila -
E a pequena lágrima de água que dissolve
Os sais e os transforma
A química das cores
Da mutação das cores que o castanho-escuro engendra
- o verde e o vermelho –
Ao sol e em silêncio
As nervuras claras e o limbo
Aceso como espada
Contra o tépido
Ar da madrugada
A força peristáltica dos poros
Respirando o azoto
Sorvendo avaramente ao ar
O oxigénio
Escrevo o consequente
Amarelo das flores:
Dos estames das anteras
E a clara vontade
Que faz pulsar o pólen
Por distâncias longas e entre flores diversas
O final encontro escrevo:
O amor o estigma
As contrações do ovário
O leve abrir das pétalas ao sol
O saciar
Do cio
A breve dor – o grito –
Uma gota de seiva espermática
A escorrer
Da erva
Com a força
De um Rio
proviso
um pequeno poema sobre o fogo
parei quando o papel
começou a empolar
e a cheirar
a enxofre
terça-feira, 14 de Julho de 2009
14 de JULHO mesmo
Revolução Francesa - com abrangência mundial
Pena que tenha morrido hoje Palma Inácio: Assalto ao Banco de Portugal na Figueira da Foz
desvio de um avião da TAP para distribuir panfletos da LUAR entre Lisboa e o Algarve.
Eu estava na SMARTA - uma certa Pastelaria fina - quando começou a chuva de panfletos.
Fui contemplado com meia-dúzia deles.
Mas giro mesmo era ver o avião da TAP a sobrevoar Lisboa pouco acima dos telhados.
Palma Inácio só hoje conseguiu voar mais alto.
Um voo feliz acho que merece
teria eu razão?
a um tal" Testamento Vital" -proposto pelo PS
em tempo de eleições para o Parlamento europeu
dizia eu então - verrinosamente, concorde-se - que o PS não pretendia outro objetivo
que não fosse promover VITAL
Moreira, evidente
Certo é que o tão badalado, na altura, projecto-lei, ou lá o que era, Vital, foi removido
para próxima legislatura.
seria mesmo só maldade minha?
na dúvida
em Ana de Amesterdão leio escopo
os dois me oferecem garantias literárias
na dúvida, vou por como se diz na minha Terra:
escôpalo
segunda-feira, 13 de Julho de 2009
pandemia
a pouca-vergonha no país é a pior das pandemias
Todas as atrás citadas são sazonais e passíveis de prevenir com vacinação
14 de Julho
liberté; egalité; fraternité.....
tá-se mesmo a ver não tá?
já lá vão mais de 200 anitos e não se vislumbra grande coisa. Pelo menos por aqui, pela porta de saída da Europa.
de qualquer modo, não esmoreça. Comemore
à maioria dos auto-denominados cientistas do país
quem inventou a roda
desconhecia em absoluto o valor de
PI
ao Ministério do Ambiente - a todos municípios ribeirnhos
AVISO
se continua a deitar lixo
na Praia
sugerimos que passe a tomar banho
no nosso
Aterro Sanitário
sábado, 11 de Julho de 2009
por quê ÁFRICA
calor
mar
manga
azul
queimadas - áscuas
sensações acesas
afrodisíaco por quê?:
de Afrodite
ou de África?
por que não asiodisíaco?
ou amerodisíaco?
ou mesmo eurodisíaco?
África
-de onde todos nós nascemos
sexta-feira, 10 de Julho de 2009
meteorologia&conta bancária
não há vento que não vente
não há pó que não levante
não há chuva que não caia
não há estrada sem polícia
muita sorte tem a gente
quando o puto
não desmaia
quando o carro
não enguiça
o c(H)erne da questão
mais mesmo do que de Nuno Álvares Pereira
ou de Pedro Álvares Cabral
dizia de alguns dos seus poemas que:
nem para atacadores
plagiando a metáfora do calçado
direi eu que os meus - todos - não alguns
nem para um par de gáspeas
sei que é poesia porque às vezes rima
se calhar até é bonito
alguns dos meus versos até já foram musicados
se tivesse que escolher honestamente
um lugar no Ranking nacional
apontaria para o número redondo de 10 000:
António Saias - 10 000º. poeta nacional.
não sei - nem sei se alguem saberia como dizer por palavras
este tão extenso qualquer coisa
em frente
ah, vinha a propósito de Cherne,
que toda a gente sabe que é Durão,
que lá continua na Comunidade
que, para rimar,
nos deixou sem um tostão
mas lá continua e
há-de.....
2º. a Google
Sem tirar nem pôr:
o meu G 8
Abraço e beijo a todos
noção de poema
como o almocreve sóbrio aos animais
são as palavras que me levam a mim
e determinam
como os animais
ao almocreve bêbedo
quinta-feira, 9 de Julho de 2009
NÃO CONFUNDIR
com
a tomada da Pastilha - contra azia (uma tal de Pepsamar), sempre que abuso do frasquinho de algibeira
quarta-feira, 8 de Julho de 2009
já agora, velhíssimo:
ouvido - o som e o sino o tiro e o estrago
não reside em nós como os vulgares sentidos
de cuja intercepção irradiam
as palavras vulgares
presabe-se exterior como a dor reumática
que sentimos nas articulações dos velhos
só lançando para fora de nós
ouvido paladar olor podemos encontrá-la
não é possível então reproduzi-la
porque jamais se enraiza na memória
é a fala pós-vida
que os não iniciados muita vez confundem
com palavras mortas
como angústia ou silêncio
ESCRITOS VELHOS
I
construido o hálito
das algas
pálida a manhã se faz
flor de coral
à flor do mar brotando
e vem no vento
à areia à seara à serra à esteva ao gado
aloirando e crescendo
o pão que sai
do forno
II
não sou eu quem está metido nestas ervas
que são as palavras bravas circuladas por vermes
nem sou eu quem pecorre a cidade
pelas artérias
como o vento azedo que escapa do mercado
não estou na missa
das dez horas de todos os cafés
nem plantado nos sinos
das vozes
que sujam a manhã
estou sim no esforço
breve de escrever este poema
-de que fico suspenso
como alguma semente
e pronto, é assim. há no mesmo papel um diálogo (com um surdo?)escrito a duas caligrafias,
que vou tentar reproduzir:
- onde trabalha agora?
- eu vou precisar de transformar o meu sótão num quarto de dormir.
Pode comprar material a contar comigo
- sabe onde é que se vendem caixilhos de alumínio?
(segue desenho primaríssimo de janela)
por baixo, sublinhado:
preciso de duas janelas
resposta:
- vá ao Alcides Rebocho no Bairro Frei Aleixo
procure por
Luis Hermenegildo
e pronto - agora é que está trancrito o papel na íntegra
terça-feira, 7 de Julho de 2009
prosa com 35 anos
D E S A L E N T E J O
(Évora - 74 )
…………….
Mãos calejadas das moedas. Calos imundados dos Jornais.
Para além dos Arcos há: Cafés; Lojas; Sombras húmidas de casas.
Nas casas vivem pessoas. Nos Cafés habitam pessoas.
Também nos Arcos habitam pessoas.
Avencas escorrem das fendas húmidas das pedras. Cisnes circunscrevem-se ao espaço de pequenos lagos. As estátuas às peanhas
Espaço comprimido. Asfixia maciça. Poluição mental. Homens-apetrechos vão e vêm. Como arados, como aranhas, como aivecas. Como sachos.
Descem e sobem. Sobem e descem. Um vaivém contínuo. Vai e vem, até que um dia só vai. Não regressa mais.
Círculo fechado sob os Arcos. Epitáfios:
Aqui jaz (universal) esmagado sob angústia dos Arcos. Aqui jaz – afogado de náusea sob os Arcos. Aqui jaz queimado, carbonizado sob os Arcos.
Os Arcos já matavam os romanos
Arcos são colossos. São gigantes. Pernas arqueadas, mijam-nos
Menor desflorada em pleno dia pelos Arcos. Chama-se a atenção dos pais.
Dia de chuva miudinha, sem abertas de sol- era Domingo, algures no campo havia futebol. Rapariga menor, ao fim de algumas horas sem sentido olhando montras frias das Lojas sem ninguém é subitamente apertada entre dois longos e poderosos braços de granito. E barbaramente, inexoravelmente desflorada.
Exames clínicos pós-acto mostravam claramente o que alguns gine-arqueólogos de início suspeitavam:
Só os Arcos podiam ter praticado tão ignominiosa violação. Nos olhos da menor mantinham-se laivos de uma angústia e de um terror comparáveis só a descrições grotescas mitológicas.
Não morreu, ao que consta, mas hoje ainda a chuva e o cinzento, e as formas ogivais, a transportam ao êxtase e ao delírio. Gesticula desordenadamente – como dizem dos possessos, suspeitando-se que seja irreparavelmente grávida de tédio
telefonema de negócio
- sim, minha senhora, e estive para não atender por não ter número definido
- sabe, eu explico....
- não precisa, minha senhora, vá directa ao assunto
- sou técnica de saúde, estamos aqui em Arraiolos numa missão de rastreio a doenças do coração, o senhor António pode me dizer que idade tem?
- setenta anos, minha senhora, sete décadas exatas
- e a sua esposa, senhor António, possso saber que idade tem?
-menos cinco ou seis anos, não sei exatamente, estamos separados há mais de 30....
- muito obrigado, senhor António, estamos a desejar-lhe boa saúde, até uma próxima oportunidade .... (desliga o telefone)
há uma praga desta gente a viver de ludibriar casais idosos, levando-os a comprar inutilidades e a comprometer os seus modestos orçamentos. Já estive numa destas sessões não menos criminosas do que o car-jacking ou o clássico assalto à mão-armada.
Feitas impunemente, em salões de Festas graciosamente cedidos por agentes culturais locais
segunda-feira, 6 de Julho de 2009
mais importante
Media não disseram patavina
Obama está em Moscovo a negociar com a Rússia redução bilateral do arsenal nuclear.
nada disto importa a Jornais; televisões; Rádios
O Estádio Santiago Bernabéu em Madrid já recebe parte dos prometidos 85 000 fanáticos que vão ovacionar dentro de duas horas o nosso benjamim Cristiano Ronaldo
estamos, sem dúvida, em plena época de HEURÓIS
resposta a convite de Grupo Coral de Queluz para assistir a Concerto no próximo dia 11 em Queluz
Bons amigos
Claro que fico sensibilizado ao saber isso. E ocorre-me sempre que teria sido de grande “utilidade “ para mim
ter conhecido o maestro Lopes Graça em vida nos 30 anos que antecederam o ter tido conhecimento de que o meu pequeno poema
lhe tinha interessado como objecto musical.
Inesquecível já foi o 25 de Abril em Sintra e a audição ao vivo de “das feridas fundas/que vais fazendo/ nos dedos magros”
O poema foi escrito numa época “forte “ para nós sentirmos a realidade social. E agora?:
Estamos a poucas horas de glorificar o homem, mesmo que português, dos 94 milhões de EUROS. Estamos em plena época de Heuróis, amigos.
O N´eil, de quem gosto muito, dizia, como eu gostaria de dizer, “os meus poemas – nem para atacadores…” Não esperaria eu, portanto, a glorificação do simulacro de poema. Nem a entronização, depois de transformado em estátua, do colhedor de azeitonas. Que já não existe, felizmente.
Mas, ai, continua a haver mundo-fora tantos colhedores de frutos, outros – a quem dói nas mãos, a quem dói nos ombros……
Um grande abraço a vocês todos. Eu prometo ouvir a gravação que tiveram a gentileza de me oferecer, e quem sabe, molhar a audição com uma lagrimita
sábado, 4 de Julho de 2009
QUADRA P´RA PULAR
Quis o ministro mostrar
Aos outros parlamentares
Que o gesto que ia esboçar
qudra p´ra pular
Luso-afro-brasileiro
Caldo de cores e de gente
Um pouco do Mundo inteiro
A melhor parte – a que sente
descobri agora
(simbiose toponímica entre Pemba - nome original
e Porto Amélia - nome colonial)
Deixei por lá alguns dos melhores anos da minha vida
entre a carreira profissional e a carreira do Bar da Tininha, no Wimb
saudades de tudo:
da cor do Mar; da sua beleza interna - com corais, conchas de moluscos, peixes de desenhos animados;
dos coqueiros
dos animais selvagens (o meu galinheiro urbano foi durante tempos desfrutado por dois simpáticos pequenos jacarés)
do ar; da cor do ar
dos coqueiros e casuarinas junto ao Mar
saudades de saber sonhar
Vou tentar redescobrir as pessoas que ficaram por lá
ensaios à minha maneira
sexta-feira, 3 de Julho de 2009
lição de semiótica
texto-teste
D E S A L E N T E J O
O PEQUENO GIGANTE
A Feira é um Carrossel maluco. Um carrossel ideológico. Tudo à volta montado na girafa, no leão, no hipopótamo – até ao vómito das sardinhas assadas com pimentos e dos churros pingantes de gordura, as próprias luzes variegadas acompanhando a viagem circular, divididas em riscos verdes e azuis, vermelhos, laranja, brancos, tudo evoluindo até quase ter que se vomitar. Descer em andamento é que nem pensar. Seria um rodopio veloz, um estoiro abafado na poeira vermelha do terrado que comporta o carrossel.
Ideológico? Sim, porque em altura de eleições é terrível o que se diz a favor e contra a Feira. Até pelo nome. Saudosistas há intolerantes à mudança de S.João e S. Pedro para só S.João. É uma Vergonha. Não têm o mínimo respeito pelas instituições. S.João, assim sozinho, como se isso fizesse algum sentido.
Os promotores/organizadores da Feira acham que não senhor, está muito bem assim, vem na linha do que era há muitos anos: Barracas de comes-e-bebes, carrinhos-de-choque, farturas com fartura e cerveja até chegar aos gorgomilos, o dito carrossel, o Circo – falta, é certo, o Poço da Morte, que a ASAE se calhar já proibiu, ou o Ministério do Ambiente por via do barulho, dos decibéis em excesso, falta o cheiro a pechelim assado em fogareiro de carvão de pedra, sempre associado à esverdeada luz dos carburetos, faltará aquela rampa quase em L ascendente com um canhão de ferro armado de uma carga explosiva que os musculados faziam rebentar no topo – com um estrondo de tiro de Mauser da GNR, faltará muita coisa, já sabemos disso, que a oposição realça e o poder local a todo o custo minimiza. Terrível esta forma de fazer política!
Vou à Feira. Estou lá representado, num Pavilhão dedicado a “inventores”, com uns tabuleiros com água e uns ensaios que demonstram a capacidade que as plantas têm de germinar e prosperar longamente flutuando sobre, e apenas, simples água da torneira. Sem fertilizantes, sem qualquer tipo de tratamento fitossanitário. Estavam lindas as plantas do meu objecto de concurso.
Vou à Feira, dizia, e por azar janto num safado Restaurante ( a Gruta super- ocupada não permitia a veleidade de ficar uma eternidade à espera) cujo prato do dia era uma rafeirosa vitela estufada, mais vaca e velha do que a própria Feira de S.João e S. Pedro do nosso contestatário conterrâneo.
Janto, sem apetite e à pressa, por que quero ir à Corrida. Já tinha visto os preços – entre os 20 e os 65 euros - .
Há mais de 30 anos que não vou a uma Corrida. Uma Corrida de Toiros. A minha última Corrida não foi em Salvaterra, sim
A Corrida em Portalegre marcou-me pela cor do sangue no cachaço dos pobres animais,
talvez porque ao crepúsculo a pasta avermelhada emitia estranhas reverberações azuis…
Tudo sob um paliteiro de farpas macabramente coloridas
Quis ir à Corrida, mesmo assim, aqui na Feira, porque um dos protagonistas era um primo meu de que já ouvira falar mas desconhecia
Tiago Carreiras – é o nome do jovem. 18 anos acabados de fazer.
A empatia, a capacidade invulgar de interagir com os cavalos, de lhe comunicar a sua alegria de triunfador, fazem dele um campeão equestre, um pequeno gigante.
Não fora a clássica e incontornável prática de castigar o adversário com as sanguinolentas farpas, eu teria retomado a condição de fã da Festa dita brava. Fiquei, mesmo assim, seduzido pela maneira artística do Tiago, do pequeno Tiago, exibir na Arena a sua estatura de gigante.
Convenceu-me, mesmo tendo atrás de mim um péssimo jantar de vitela estufada e aliviada a carteira de 60 euros, que era esse o custo dos únicos bilhetes disponíveis, a tentar voltar a vê-lo conversando com os seus cavalos.
Espectacular sobretudo é um que dá pelo nome de Quirino
Bom sucesso, muitos êxitos é o que desejo ao pequeno gigante das Arenas
quinta-feira, 2 de Julho de 2009
quarta-feira, 1 de Julho de 2009
?
proponho: especsimismo para designar --------pessimismo sobre futuro da espécie humana
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